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Bem-vindos à festa da minha neta!
Depois de muitas rezas e promessas aos Santos, principalmente a Pedro, o dia esteve muito bom. De propósito para ela. Ora recordem lá, a ver se não tenho razão!?

A Cédula diz que foi a 29 de Setembro. Mas a comemoração foi mais à frente, a 5 de Outubro.
Cantámos Parabéns e ela esperou o fim da cantiga, encantada, para por fim apagar as velas, o apanágio de todas as festas de aniversário de crianças :). E não só.

Baptismo de Constança

Um baptizado é sempre uma festa. Quando entrei na Igreja de Carnide, no Largo da Luz, encantei-me com o seu interior, embora cheirasse a bafio. Mais um monumento dedicado ao culto do catolicismo a precisar de obras. Mas adiante. A menina que recebeu hoje o baptismo chama-se Constança, não Constância, e tem três anos. A família e os amigos juntaram-se de novo, para testemunhar a sua ligação à fé cristã. Apreciei as palavras do senhor padre que celebrou a cerimónia. Desconheço o seu nome, mas irei informar-me. Não tenho ouvido da parte destes profissionais da fé católica, palavras sensatas como as que este proferiu. Sensatas e alegres. Falta alegria nas alegres celebrações da igreja. Um baptismo é uma coisa alegre. Falou palavras simples, para crentes e não crentes. Lembrou a ida de Saramago - já não está. Enquanto estivermos, façamos o nosso melhor por nós e pelos outros. Constança era a visada e ele disse: «Ama, deixa que te amem, vive e deixa viver». Um voto muito sensato. Estava linda, porque ela é linda, a gatinha Constança. É minha priminha - a avó dela é prima direita da minha mãe - e os seus pais proporcionaram-nos uma festa com momentos muito agradáveis. Parabéns princesinha e votos aos Pais e Avós e Padrinhos de toda a felicidade que possam alcançar, para te poderem criar querida menina-Constança.

Depois foi a festa propriamente dita. Fica o filme das fotos onde estão os que mais perto ficaram dos clics do meu telélé. Na maioria, família. Cito: Constança, Rodrigo, Daniela, Santiago, Sara, Lili, Célia e Carlos, Palmira, Afonso, Gracinda, Nuno, Ana, Iza e mais uma simpática menina que o nome não captei. (Nos entretantos já me disseram. É Iara). Acrescentei uma música de festa, de James Last. A seguir ficam as músicas tocadas por outros que fizeram a festa ser mais festa.

Numa festa que se preze não pode faltar

... Apita o combóio. E Rodrigo quase, quase a dormir. Pestanejava coitado, ao colo da avó Palmira. Era costume, quando se ouvia esta música, aproveitar o tema e fazer um «combóio», atrás uns dos outros. Desta vez, nem tentaram... Estaremos quase todos a ficar cansados?

Dançar com o telélé

Este toque é conhecido pelo «fado», quando tocado em concertina. Um, dois três para a direita, um, dois, três para a esquerda. Devagar que não é vira nem malhão. Depois é ir para a frente ou para trás. Quem manda é o mandador, desculpem a redundância.

Aqui estavamos por nossa conta, não houve quem fizesse uma roda. Eu dancei com o telélé, enquanto fazia o filme. Outros, aos pares, fazem o gosto ao pé.

Rodrigo, por fim, adormeceu ao colo da avó Palmira. E para terminar, o meu priminho Santiago, de Castelo Branco, no embaraço dos seus 14 anos, tapou a cara quando o fixei.

Foi bonita a festa.

Pernas para dançar que o toque continua

É preciso «pernas» para podermos dançar estas músicas tradicionais portuguesas. Eu já não consigo, canso-me - é a velhice - no entanto divirto-me imenso a ouvir e a ver. Adoro o som das concertinas.

Cantaram-se Parabéns

Quando num salão de festas existe um enorme bolo, branco e rosa, colocado numa mesa, em destaque, há que lhe ter dado um nome. Na festa de baptizado da Constança, só um poderia ser: um bolo de cantar parabéns.

E assim se cantou.

Aniversário da Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis

No âmbito da comemoração do 58º Aniversário, no dia 28 de Fevereiro próximo, a Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis está a organizar mais um convívio. No Restaurante Pina Manique, pelas 13:00h, um almoço. No mesmo dia, mas às 11:00h, um jogo de futebol 5, no Estádio Universitário de Lisboa.

Que prendas? Que Natal!? E nos outros locais do Mundo?

Retirada do site da RTP1, hoje, com a seguinte legenda:
«Imagens do Dia
Insurreição
Uma sequência de atentados à bomba, no coração de Bagdade, fez pelo menos 127 mortos e 500 feridos. O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, volta a responsabilizar a Al Qaeda e elementos do partido Baas, afastado do poder após a queda de Saddam Hussein.»
2009-12-08 20:51:11

Ida ao Tivoli - A minha primeira vez

Foi muito agradável sair de casa à noite, sem Marido, pela primeira vez em muitos anos. Éramos quatro mulheres de idades compreendidas entre os quase 80 e os ainda não 50. Uma delas, assídua ouvinte da Rádio Sim (eu nunca tinha ouvido nem falar), quis assistir à festa da 1ª Gala da Rádio Sim no Tivoli e convidou a sobrinha. Esta, minha cunhada, convidou a sogra dela, minha mãe. A seguir lembraram-se de mim. Ponto de encontro: 7 Rios às 20:00 horas. Todas pontuais e ála de táxi para a Avenida da Liberdade. Fiquei admirada com o número de pessoas na Avenida, a tomarem refeições nas esplanadas. A noite convidava, de facto. Há quantos anos que não saía para ir a qualquer lado, à noite. À porta do Tivoli, uma multidão de fãs da Rádio e dos artistas que iam actuar. Era uma *fauna* diferente. Entrámos. Subimos e procurámos os nossos lugares, no mesmo Balcão, mas dispersos. Quase sufoquei com o que me calhou, na última fila do 1º Balcão. Foi o único contra nesta minha estreia nestas andanças da música portuguesa e no Tivoli.
Enquanto aguardava a luz diminuir de intensidade, fiz por distrair-me. Olhei para baixo, para cima, para os lados. Sentava-me, levantava-me para outros passarem. Desculpe, com licença e os rabos iam passando à minha frente. Que poderia eu fazer? Sair? Não. Aguentei e aqui estou vivinha da costa. Ar, não me chegou ao nariz durante as horas que o espectáculo durou, daquele ar que os locais fechados nos oferecem, do condicionado. O acento em veludo, era quente. Apesar de ter um leque na mão esquerda e abanar-me ajudou, mas não muito. Só pecou por este facto: O 1º Balcão é impróprio para asmáticos e ponto final.
A alegria que reinava naquele cine-teatro era contagiante. Mais idosos que de meia idade, uns vestidos de gala, outros em traje mais casual, mas vivos, a cantar, a mandarem bocas aos artistas. Consumiam assim mais oxigénio e não me deu um treco porque eu resolvi entrar na festa. Filmei com o telélé, pequeninos excertos para recordação e fui viajar até à minha infância. Quando a vida te dá um limão, faz com ele uma limonada.

Vou deixar os filminhos que fiz, impróprios para o Youtube, mas que me vão saber bem OUVIR e também partilhar. Há canções que vale a pena continuar a ouvir, nesta sociedade de importações e de modas, que pouco vai deixar de conteúdo nacional para os jovens de hoje cantarolarem passados 50 anos, como eu fiz. Minha querida cunhada, que bem me fez ter ido.

Aqui está a história do cine-teatro Tivoli, nascido em 1924.

Momentos (V-a)

E começa a comezaina.

Marília, Manuel, Tilda, Suzete

Dia 12 de Setembro. O dia da sardinhada na *Nossa Casa*.
Depois da barriguinha cheia e da casa arrumada, rua.
O Presidente, de costas e de azul, toca concertina, uns cantam, outros ouvem. Outros apenas estão sentados. Um dorme uma sesta. Uma filma e faz sinais, outro clica.

Temos de disfrutar a viagem que é a nossa vida. E só temos uma oportunidade. Tiremos o maior proveito dela.

Momentos (V)

O toque da concertina seguiu-se a uma sardinhada na *Nossa Casa*. Veio o convite de três simpáticos *primos* - Manuel, Armindo e Amorim - que bateram ao meu badalo, que não havia razão para declinar. Era só sentar e comer. Eles preparavam tudo.
Como não controlo o que a vida me oferece, mas o que farei com isso, lá fomos nós três, euzinha, Marido e senhora minha Mãe. Foi agradável o convívio. Deu para recordar outros anos, muito atrás, em que não precisávamos de convite e nos sentíamos mesmo em casa.
As sardinhas assadas e respectivo acompanhamento, uma petisqueira.
Depois do café, debandada total lá para fora. Estava um calor! Uns, mais conhecedores, abancaram debaixo das sombras. Outros, onde puderam. Eu deambulei, filmando aqui e clicando acolá.
E aí veio a minha surpresa. Eu já tinha ouvido alguns acordes, que o vento embala e envia, mas nunca pensei que houvesse um tocador de concertina da Cerdeira. O Presidente da Comissão de Melhoramentos é o tocador de concertina? Quem diria. Pois é. Está na massa do sangue. É primo do Afonso da Póvoa. Está tudo dito. Um espectáculo este Carlos Albino. Já toca muito bem, apesar da pouca experiência naquele tipo de instrumento. Merece os parabéns pelo esforço e pelo gosto. A senhora dele que tenha paciência, porque o pior já deve ter passado :).
À laia de dica, já deve ter aberto o sítio em Góis, onde aulas de concertina vão ser ministradas. O Senhor Presidente não necessita de aulas, já toca umas coisas, mas poderei estar a incentivar outros a aprender. E os cantadores também merecem ser realçados. Carlitos, Isabel, Armindo.
Gostámos muito. Muito mesmo. Obrigada pelo convite.

Ó luar da meia-noite

não venhas cá ao serão

qu'isto quem anda d'amores

quer escuro, luar não.

E eu a ver passar os minutos

Estrada fora, a caminho de Condeixa. Corta à direita, sobe a serra e vira à esquerda. Fácil de fixar. O pior é chegar a Condeixa e ter de virar para Norte, para entrar na Autoestrada a caminho de Lisboa. Atrasámo-nos um pouco. Afinal é uma via para cada lado.
Depois foi controlar a velocidade e rezar para chegarmos a tempo. Quase nem trocámos palavras, Marido e eu. Já quase no local... AZAR! Por tão pouco. Na 2ª. Circular não se circulava. E a mesa de voto ali tão perto. Perdemos a votação e o toque da concertina. Bolas!!!


Valeu-nos comemorar, com este pedaço de bolo do Rodrigo (que o Pai e a Avó no último instante da nossa presença na festa não deixaram de ir buscar). Abriram-no mais cedo, por nossa causa. Foram uns queridos :). Muito boa a pastelaria d'O Careca.
Comemorar a chegada a casa, sem um arranhão (é só lembrar os números dos sinistrados).
Quero também comemorar as eleições livres no meu País. Isto eu quero comemorar. O civismo e a democracia venceram.
Ora bem: A esquerda mantém, parece, a maioria, sem absolutismos. Apesar dos pesares, melhor agora, penso. Eles vão ter de se entender. Não estamos em África ou na América do Sul! À direita ou à esquerda, concessão daqui, concessão dali, as Leis passarão. Ou iremos ter novas eleições mais cedo. Também é uma hipótese.
Resumindo e concluindo - Comemorar o dia pelo dia, que foi em cheio.

PS: Só para termos uma idéia do que representa utilizar uma autoestrada e não termos de percorrer distâncias em curva contra curva, serra acima, serra abaixo: De Lisboa a Condeixa e de Condeixa a Lisboa: 12.25x2=24.50€.
É obra.

À espera do almoço

Restaurante O Careca, Casais S.Clemente, Miranda do Corvo (passo a publicidade). À sombra conseguíamos aguentar os 31 graus que nos envolvia, cá fora.
Sair de Coimbra e chegar foi um sobe serra, curva contra curva, desce serra. Ai a minha coluna. Já não tenho que baste para estes estrafegos. Pela estrada fora seguíamos Alfredo que por sua vez seguia Carlitos. Este sabia como lá chegar. A seguir-nos vinha Jaime. Escusado será dizer que se enganaram no percurso pelo menos 3 vezes, até tiveram de fazer marcha atrás. Credo! Como sui dizer-se, só para comer uma bucha é preciso vir para tão longe?! É pois. Porque foi neste local que o copo-de-água dos pais foi servido. É um local muito bonito para fotografias. E estávamos todos a querer uma recordação com o menino ao colo. E não só. No que toca à paparoca, os pratos são muito bem confeccionados. Eram 3 da tarde e um Martini branco e uma rodela de chouriço assado já estava a fazer das suas. Precisávamos de comer. Descansar um pouco e pelas 5 sair. Não iríamos assistir aos toques de concertina do Avô e dos Tios, para fecho de festa. Tínhamos de estar em Lisboa antes das 7. E assim foi. Despedidas, alguns beijinhos e abraços e ála. Que eu prometi a mim mesma que iria votar.

Dia de festa na Cerdeira

Hoje é o dia 1º de dois da festa da padroeira da Cerdeira. Como há muitos anos, eu, nós, não estamos lá. A mim falta-me a devoção e a pachorra para a procissão e a quermesse, para as ofertas e o leilão no sentido de angariar fundos para não sei bem o quê. A música tocada noite fora, é cara, é pimba. Sem raízes no folclore local, costuma ser barulhenta e muito pobre em acordes e poemas. Poderia ser diferente das tradicionais festas do interior, mas não há vontade de mudar. Para mim fazem falta as concertinas, os acordeons, os cantos de vozes beirãs. Para não falar que todos os primeiros fins de semana do mês de Agosto serem sempre frescos e chuvosos, nem que seja um bocadinho de Sábado ou de Domingo. Estraga os efeites em papel de seda, colados a fios que serpenteiam pelas ruas fora. Tornou a acontecer este ano. Nem a senhora dos milagres livra a terrinha deste condão. Ou será que este facto é O milagre dela?
Dei, demos muito de nós, durante muitos anos, para a preparação da festa da terrinha. A pouco e pouco fomos perdendo vontade de fazer parte. De ser obrigatório estar em férias no «meu querido mês de Agosto». Deixou de ser uma prioridade para nós. Os Cerdeirenses que me desculpem o desabafo, que tenham uma bonita festa, que angariem muitos «euros». Tenho a certeza que nem dão pela nossa falta.

Li e faço meu, o sentido destas palavras.

Sou uma pessoa feliz, mas não sou uma pessoa satisfeita.
Sou feliz, mas nem sempre estou alegre.
Sou feliz, mas não sou resignada.
Nem muito paciente. Ou tolerante.

Faz sentido isso? (*)


..... * .....

Retirado (*) daqui.

Adorei ver-vos

Estiveram muito bem os Flor-de-lis. Pareceram uns bonequinhos num carrocel. Parabéns aos que nos proporcionaram um espectáculo de luz e sons como o que vi ontem à noite.
Estou muito orgulhosa daquele grupo de portugueses que enfrentou uma europa com o melhor que souberam e puderam. Num simples festival de cantigas, continua-se como noutros campos, a defender não a qualidade, mas interesses, quaisquer que eles sejam.
Parabéns meninos! Vão à vida, façam mais, continuem a gravar e a divulgar o vosso trabalho. Eu prometo *consumir-vos*.

O meu Natal

Noite de Consoada com o Polvo à Lagareiro
Fatias da Senhora minha Mãe
Um sorriso, um xôxo, um xi-coração ... o Natal ideal A Perua da Lili, no Dia de Natal

Fomos 6 mais a Bi. Um Natal em família. Um Feliz Natal.

Enquanto a família não chega para a Consoada

Mesa posta ...

Na cozinha nada de esturro ...
Bi toma conta das prendas ...

É uma fofinha querida esta minha Bi

Que prendas oferecer?

A troca de prendas que se tem por hábito fazer em certas épocas do ano, a natalícia é a que mais gozo e trabalho me dá. Desde que me lembro, gastar parte do meu tempo de vida, em Dezembro de cada ano, a planear o que hei-de oferecer a este e àquela ... é obra, porque ainda são uma vintena deles.
Se por um lado, alguns vão desaparecendo da lista, por ausência temporal ou permanente e isto são outras conversas, por outro, há sempre novos conhecidos a listar. Quando penso que já comprei tudo para todos, há sempre mais um que falta.
E pergunto-me: Será que as compras que faço para oferecer no Natal aos amigos e familiares, ou mesmo a alguém a quem devo obrigações, como sui dizer-se, me tornam numa consumidora natalícia, mais uma a contribuir para a percentagem do consunismo por consumismo? Serei pior pessoa por querer presentear alguém nesta época? Não é um momento feliz para quem dá e quem recebe? Se o acto contribui para acrescentar um brilhozinho de felicidade nos olhos das pessoas, porque não? Afinal, desde que eu me conheço, sempre houve prendas no Natal. Eram as prendas que me tiravam o sono e mais tarde a meu irmão também, porque dias antes e perdida a inocência do sapato na chaminé, já nós andávamos numa roda viva, à espreita aqui e ali, sem sucesso. Esperávamos então ficar sozinhos quando a mãe saía a compras ou assim e lá íamos nós procurar aqueles embrulhos de cores vivas. Corríamos tudo, desde debaixo das camas até à despensa na cozinha. Como nunca encontrámos nada em baixo, só podiam estar escondidas em cima. Então íamos buscar um banco de cozinha e eu, por ser mais velha e portanto mais alta, subia nele. Em bicos de pés, tentava abrir as portas do roupeiro embutidos na parede do quarto dos pais. Eram os esconderijos predilectos deles. Afinal, eram locais inacessíveis para nós desde que eles estivessem em casa para nos controlar, claro.
Apesar de tudo, o querer saber se há prenda e o adivinhar o que é, não é coisa só de gente pequena. Anos já passados, fui dar com a senhora minha mãe a meter o dedo e virar os cartõezinhos das prendas que estavam debaixo da árvore de Natal, à procura dos dela. Foi apanhada em flagrante delito. Ainda hoje falamos nisso e sorrimos. E então quando há crianças! A curiosidade, a espera da meia-noite e depois a troca. A surpresa estampada nos rostos, às vezes. Gostas? Meias outra vez?! O abrir e pôr de lado dos miúdos - quero mais! Vó, vai pôr o meu sapato na chaminé outra vez! Ficou combinado trocar se não gostares ... tantas frases tantas vezes repetidas, beijos, abraços, obrigados, enfim, é um momento mágico. Por ser uma vez por ano. Perdiria o encanto, se assim não fosse.
Continuamos, entre nós, a trocar prendas. Depois da Consoada e antes da meia-noite. Com mais ou menos dinheiro na carteira, afinal, há um lote tão grande de escolhas. Só é preciso imaginação. Algumas das minhas escolhas recairam em: último livro de Mário Zambujal - Já não se escrevem cartas de amor; uns chocolatinhos da Cacau Sampaka; Umas bolachas da Nacional, da Triunfo e da Vieira de Castro; velinhas bem cheirosas; sabonetes Castelbel de alfazema, limão e lírio; o DVD do filme Mamma Mia; Chás Lipton e canecas do Gato Preto e da Genevieve Lethu; Umas coisinhas de prata da Stone.
Enfim, coisinhas simples que irão dar prazer aos sentidos durante muito tempo, prolongar a lembrança da festa e recordar com carinho quem as ofertou.
Mais uma vez, vem aí o Natal. Mais uma vez, um Feliz Natal. Sempre com prendas. Enquanto eu puder.

Jesus ou Pai Natal? Ou os dois?


A 25 de Dezembro os Cristãos comemoram o nascimento de Jesus Cristo. Ser de facto verdadeiro ou falso não me incomoda. A Humanidade já sofreu demais em nome dele e em seu nome muitas atrocidades já foram cometidas.
Retiro desta estória um significado e vivo o espírito da coisa: a nessecidade de fazer parte de uma Família, seja ela de sangue ou de amigos. E também a prática da Solidariedade.

Com o mesmo escanto encaro a estória do Pai Natal. #Quem é que nunca acreditou no Pai Natal? Um velhinho de barbas brancas com roupas vermelhas que entrava pela chaminé para entregar os presentes...
Mas será que ele existe mesmo? Será uma lenda? Cada um acredita no que quiser, mas dizem que o bom velhinho foi inspirado na figura de um bispo que realmente existiu.
São Nicolau nasceu no século III, em Patras, na Grécia. Era um homem de bom coração que ajudava as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Santa Claus foi representado de várias maneiras até se tornar no velhinho barrigudo com barba branca. A actual imagem do Pai Natal foi inventada pela empresa Coca-Cola nos anos 30.
Este ano, mais uma vez, o simpático velhote de barbas brancas e roupa vermelha inicia a sua viagem na companhia das renas. Estas puxam um trenó cheio de presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano.
Será que também vai haver um presente para ti?# (*)
Desejo que sim.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
Imagem e texto(#) de http://www.postais.de/

Parabéns para mim

28/08/2008 Primo Afonso, o tocador de concertina meu preferido.

Quando se ouve o fon-fon característico, o pé começa a mexer. Pena serem poucos os pares. Que desperdício.

O grupo em foto, para mais tarde recordar

Não sou pessoa de organizar festas para comemorar os meu aniversários. No entanto, para os meus mais próximos - familiares e amigos - houverá sempre um bolo, espumante e, em troca, cantam-me parabéns a você. É uma forma de eu me comemorar. Pelo menos uma vez por ano, sou o centro das atenções. Carências ...
Cheguei aqui. 55 anos, viva e a mexer, apesar dos pesares. Longa já vai a viagem. Mas sempre Alive and kicking!!! Refiro o poema da canção dos Simple Minds. À minha vida, por inteiro, Saúde!!! que o sonho continua.
Gostaria de ter aberto as portas da Casinha, como aconteceu com a minha Prima Ti'Júlia uns dias antes. Mas os que me conhecem sabem o porquê de termos ido para o café do meu primo Afonso. Penso que foi muito divertido, apesar de sermos poucos. Não houve Modas Secas. Ouve sons de concertina. Dançamos, cantamos, batemos palmas a acompanhar o ritmo das modas. 17 adultos, três crianças (mais uma ainda no ventre materno - não tenhas pressa) e até a minha canita Bi. Todos contámos para uma noite que não vou esquecer. Obrigada. Ficam as fotos.

PS: A criança que falta na foto foi o fotógrafo, o meu amiguinho Carlos Daniel. Disse-me que os meus desejos só se concretizariam se eu mordesse as velas, com o pavio já apagado para dentro da boca e desse um grito a seguir. Caí que nem uma patinha. Seu malandro!