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Lojas e produtos, ambos nacionais



Miminhos de origem nacional. Uma senhora ao balcão, muito simpática, boa vendedora. Maria do Carmo, de sua graça. Importantíssimo um sorriso, uma troca de palavras de quem está dentro do balcão para quem se encontra do lado de fora dele, se é que me entendem. Por isso, a minha promessa de deixar ao mundo, quero dizer, a quem aqui vem, um apontamento sobre «Caminha Gourmet», na Rua da Corredora, em Caminha, claro, com um mês de atraso e o meu pedido de desculpa.
Entra-se e os nossos olhos percorrem as prateleiras que expõem, do chão ao tecto, uma vasta gama daquelas coisinhas boas, que gostamos de carregar connosco, quando em viagem de férias. Os tradicionais« lenços de namorados» transformados em toalhinhas de linho para um cesto de pão, também pintados em pequenos ajulejos «para colar no frigorífico», bolachinhas, vinhos dos verdes e dos doces, rebuçados, chás, cafés ... um não acabar de lembranças para quem está de passagem e quer trazer um bocadinho de Minho para casa.
Esta e outras lojas idênticas incentivam os actuais artesãos a continuar, expondo para venda a preços nada abusivos o trabalho deles. A nós, que podemos comprar uns miminhos para ofertas, cabe o saber escolher entre o que é importado e o que é português. Todos juntos podemos criar condições para apoiar o aumento do rendimento familiar e a criação de novos postos de trabalho.
Boa sorte para a loja «Caminha Gourmet», na pessoa da Maria do Carmo.

Já agora, que estou numa de indicar lojas onde nos sentimos bem atendidos, não quero deixar de referir a «Casa Lubra», na Rua 16 de Setembro, também em Caminha. Uma loja dedicada aos têxteis para o lar. Algodões e linhos. A relação qualidade / preço que me deixou de boca aberta, recordando-me dos preços praticados nas grandes superfícies da capital. Tecidos lindos em lençóis, atoalhados e toalhas de mesa que apetecia substituir tudo o que temos em casa ... Vieram umas toalhas, mais uns panos da louça, mais uns tapetes ... se não forem para nós, ficarão a aguardar quem os mereça. Cá em casa não há traças :).

Posted by Picasa

Perceves com b, dos melhores que já degustámos


Na mesa, vinho tinto de Azeitão, um JP. Marido gosta de maduro, mesmo quando está no Minho, a terra dos vinhos verdes. São gostos, não os discuto.
Mas não foi por causa do vinho, esta foto. O destaque vai para os perceves. No Norte, são percebes, percebem? É o marisco que mais apreciamos, pelo seu autêntico sabor a mar. E tão perto que estávamos do mar...
Pois. A estória que quero contar é que foram comprados no Mercado de Caminha, acabados de apanhar. Brilhavam de frescos. Estávamos eu e Marido a olhar e a comentar o tamanho, quando a peixeira apareceu e se meteu entre nós, mas virado para ele. «Leve ó freguês, faço-lhe a sete e meio o quilo.» Nem queríamos acreditar. Em Lisboa ou mesmo na Ericeira, está-nos vedada esta iguaria, pelo preço que nos pedem e de tamanho mais pequeno.
E vieram connosco para casa. Com receita e tudo.
E a receita da senhora peixeira foi fácil de decorar: «coloquem ao lume um tacho com bastante água, sem sal e quando ferber colocam lá dentro os percebes (que entretanto foram passados à torneira porque sim). Quando a ferbura torna álebantar, apagam o lume. Probem a água, se precisar de sal, ponham só um bocadinho e esperem, que eles tomam-lhe o gosto».
Tal e qual. A seguir (espera desesperante) foi deixá-los arrefecer e pôr um vinho verde a gelar. Desta vez provei o Leira do Canhoto, de Melgaço.
Um excelente pitéu.