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Restaurante o Pinheiro, em Almeirim



Vamos cedo. Antes do meio-dia já estamos sentados para degustar a sopa da pedra, o bacalhau assado a nadar em azeite e alhos, as caralhotas, as azeitonas e o vinho tinto a jarro. A quantidade de pessoas que escolhe este local para almoçar, é prova de que existe qualidade. E comida bem portuguesa, em quantidade mais que suficiente. O restaurante é bastante amplo. Há imensos empregados, muito solícitos. Os pratos saem rápidos, feitos na hora. A degustação começa ao mesmo tempo que a bicha começa a formar-se. Esperam em pé os retardatários, o tempo que for preciso, para almoçarem.
Das vezes que lá fomos, aparece sempre um senhor, a vender recordações da terra. Sorrimos sempre à sua passagem pela oferta que ele, com graça, faz. Desta vez resolvemos ficar com duas miniaturas de corno. De sua graça José Maria, este ribatejano de gema ficou um pouquinho mais leve.

Gosto desta gente.


Do melhor que há - as Queijadas desta Casa




Depois de almoçarmos no Pinheiro, a Cada das Queijadas, mesmo ali em frente, a desafiar-me. Um pecado. Não resisti. Subi os degraus. Entrei. São imensas, lindas, brilhantes, douradas. A montra é um regalo para os olhos. Escolher meia dúzia de entre as 38 qualidades, é difícil. Olho para as que ficam e em mente transmito-lhes: para a próxima vão vocês ...
Uma já marchou, a seguir ao jantar. De requeijão. A minha preferida das que já degustei. Restam mais uma igual, e mais duas de pinhões e mais uma de chila e mais uma de côco. Amanhã, eu e Marido acabamos com isto :).

É Carnaval - carne vale - mas cá para mim, é mais doces.


Almoço n' O Toucinho

Isto é lá nome que se ponha a Restaurante? É. Fica na Rua de Timor 2-5, em Almeirim. Diz que é *O Pioneiro da Sopa da Pedra*. Acredito, pois então.
Logo que entrámos, fomos recebidos e encaminhados a uma mesa, lá para dentro, numa sala ainda vazia. Devia ser por não ser meio-dia. O ar cheirava a pão e a cena apresentou-se-nos ao vivo: duas senhoras, vestidas de branco, amassavam, estendiam e tiravam do forno aquele pão de nome engraçado - caralhota.
Entámos numa sala com mesas corridas e bancos. Chão em pedra, paredes brancas forradas aqui e ali com motivos ribatejanos - uma cabeça de touro, fotos antigas e cartazes de tauromaquia. Gente simpática e opinada a servir-nos. Como não podia deixar de ser, abrimos com as caralhotas, ainda a deitar fumo ao abri-las, azeitonas e vinho tinto. Quisemos provar sopa da pedra (com tantos anos de prática, devia ser muito boa) e como prato principal, escolhemos o borrego no forno. Comida bem confeccionada e simpatia. ~Só um reparo negativo à sopa, trazia uma pedra, mas faltavam-lhe coentros...

Da janela do meu carro

Depois de almoço, a caminho da loja dos vinhos, na rotunda a seguir a um circo instalado em Almeirim, olhei da janela do meu carro e vi uma senhora que segurava as rédeas de dois cavalos brancos. Pedi a Marido para contornar a rotunda a fim fazer um clic com o meu telélé. Entretanto, a senhora reparou em nós e encaminhou-se para o carro.Eu, espantada com o trio, disse, olá! que lindos animais! Helo, respondeu-me ela, sorrindo e puxando as rédias para se aproximarem de nós. Eu estava mesmo embasbacada. Queria clicar mais, mas dentro do carro tornava-se difícil, com o sol em frente. Ainda por cima o cavalo - só depois reparei que o mais pequeno não era novinho, mas sim um pónei - pois dizia eu, que o cavalo vinha a passo e olhava fixamente para mim. Estiquei o braço e ele baixou o pescoço para me cheirar a mão que estava desejosa de lhe fazer uma festa. E fiz.
E ele deixou que lhe passasse os dedos pela cana do nariz. Parecia veludo. Com as narinas inquietas, cheirou-me a mão, a seguir resfolgou levantando a cabeça e salpicando-me de bába, abanou a crina. Fiquei emocionada. Cliquei a seguir. E a tatadora apresentou os seus *babies*. Começaram as perguntas. Como se chamavam e ela respondeu que o cavalo era Silvery, o potro Frosty e ela Amanda. Acrescentou *they are my babies*. Apresentei-me, em português, e ela repetiu a minha graça com dificuldade e simpatia. Mais piropos, mais uns abanares de crinas. Desejei-lhes boa sorte e ela boa viagem. Acrescentou *you are very kind*. Seguiram.Aguardámos um pouco o andamento deles, em direcção ao circo, do qual não fixei o nome. Por este motivo, enviei há pouquinho um e-mail para a Câmara Municipal de Almeirim a pedir essa informação.
Dissemos adeus, tivemos que seguir. Estávamos a empatar o trânsito (um carro apenas atrás de nós) ... Enfim.
A restante viagem até Lisboa fez-se bem. O sol esteve presente. Nunca tinha estado tão perto de um cavalo nem tão pouco em contacto tão íntimo. Olhos nos olhos e festinhas.
Por este momento único, fiquei agradecida. Inesquecível.
Dia 30 de Março, recebi a resposta via e-mail da Câmara Municipal de Almeirim. É o Circo Mundial.

Num só edifício, em Almeirim, 3 lojas, lado a lado

J. M. Borrego, Charcutaria. Compramos vinhos, enchidos e uma navalha.
Uma caixa de queijadas. 6 fiferentes. Podiam ser mais de uma dúzia diferentes, mas há que ter cobro nos doces e nas gemas de ovos. A embalagem é um mimo.
Gostam de queijadas?
Vão a Almeirim ou ao Porto Alto?
Visitem a Casa das Queijadas e degustem ... deliciem-se e a seguir já podem morrer!!!
Casa dos Pães, à moda de Almeirim, com um nome muito português, malicioso.