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Hoje recebo flores, por ser Mulher. Amanhã um desrespeito pela mesma razão.

Não recebi prenda do meu homem. Recebi sim duas mensagens, via telélé, de duas amigas e uma outra via blog, de um amigo.
Desde que este dia é festejado em Portugal, eu nunca soube se devia agradecer o ensejo de um «feliz dia-internacional-da-mulher». É que eu penso que os «Dias Internacionais de» existem porque algo está mal. Comemoram-se para serem sentidos, discutidos, de maneira a que haja uma tendência para terminarem, saírem do calendário. Têm de alertar as consciências e o modo de agir tem de ser alteradou. Existe o Dia-Internacional-do-Homem? Não. Mas da Criança, sim, existe. Algo continua mal no mundo da Humanidade.
Não consigo viver este dia como um dia de festa e como tal, de consumismo. Quem ouviu ou leu o que significa haver um Dia para celebrar a Mulher? E quem estava interessado em ouvir? O ano passado, meste mesmo dia, uma notícia - Dia da Mulher: Governo vai apresentar pacto para promover a igualdade no mercado de trabalho». Mas ainda não há leis que a regulamentam?
Compreendo, apesar dos pesares, o facto de haverem Homens a oferecerem flores, bombons e outros mimos às suas Mulheres. Se há um dia-internacional-da-mulher marcado no calendário, há que comemorar. Não fará mal, se essas mesmas mulheres são respeitadas no dia-a-dia.

O Mundo é masculino? Ainda parece ser.
Pois é por isso que este dia é de luta, não só de prendinhas. Pela igualdade plena. Não por favores, pactos políticos, simpatias dos patrões.
Nós, as Mulheres, precisamos fazer-nos respeitar como seres humanos que somos. Não são as «liberdades» que hoje a maioria das «futuras-Mulheres» pensa possuir que farão delas seres iguais aos homens. Não é por aí o caminho. É o Direito de ser Pessoa.
Os «Kadafis» deste Planeta vão sendo retirados do Poder ou mesmo mortos. No entanto, os homens-povos que foram para as ruas para se libertarem dos opressores são os mesmos que aceitam leis radicais em que as mulheres estupradas, por exemplo, são mortas por terem perdido a honra.

Hoje recebem flores, bombons e outros mimos. E amanhã? As Mulheres de hoje serão tratadas de diferente maneira amanhã só por terem tido o seu Dia? Penso que não. Sem lembrança séria nem memória, muitas delas continuarão a ser durante toda a hora, todos os outros dias do ano, por esse mundo fora, amesquinhadas, ofendidas, usurpadas, maltratadas, violadas, vendidas, descriminadas, apedrejadas apenas e pelo simples facto de terem nascido Mulheres.
, nunca
Todos os dias, simbolicamente, deveríamos receber flores, bombons e mimos. Durante a vida toda porque sim, porque somos Pessoa, porque somos as Fêmeas Humanas. Porque Todos devíamos tratar com respeito os seus semelhantes. Devíamos tratar com respeito tudo o que nasce, cresce e morre. Animais e vegetais, incluídos.

Como me considero educada e sou uma Mulher, aceito e retribuo o ensejo para este Dia, enviado pelas duas amigas. Como Criatura Humana, aceito o ensejo do mundo que o festeja como uma promessa de continuação da luta para a mudança de mentalidade, no dia-a-dia, no sentido da Igualdade de Direitos e Deveres, de facto. Não apenas Leis que podem ou não ser cumpridas, não em pactos sociais.
Aceito o ensejo pelos exemplos que expresso nas minhas atitudes e pensamentos.
Aceito o ensejo pela necessidade enorme de nos sabermos respeitar, para «eles» nos respeitarem. Não somos iguais aos Homens. Somos semelhantes.
Por fim, aceito o ensejo na esperança que tenho - e que é a última a morrer - na mudança de paradigma que tem de acontecer, a pouco e pouco, nas sociedades e nos Povos. Por causa dos Kadafis, os Homens também se maltratam. Mas todos, homens, mulheres e crianças à sua volta, sofrem.

Finalmente, Mulher é a fêmea do Homem macho, ambos Humanos e portanto semelhantes. Ambos são um só, na perpetuação da sua espécie. Que vá sendo incutido por todos nós, por mim, pelos pensadores, políticos, educadores, parentes e os amigos aos mais novos, que o Mundo até pode ser do género «masculino», mas Natureza é do género «feminino».

Na minha língua, o Português, até Lua é feminina.

Hoje recebo flores, por ser Mulher. Amanhã um desrespeito pela mesma razão.

Não recebi prenda do meu homem. Recebi apenas duas mensagens via telélé de duas amigas e uma via blog, de um amigo.
Desde que este dia é festejado em Portugal, eu nunca soube se devia agradecer o ensejo de um «feliz dia-internacional-da-mulher». É que eu penso que os «Dias Internacionais de» existem porque algo está mal, para serem sentidos, discutidos, de maneira a que haja uma tendência para terminarem, saírem do calendário, porque se alertaram as consciências e o modo de agir se alterou. Existe o Dia-Internacional-do-Homem? Não.
Não consigo viver este dia como um dia de festa e como tal, de consumismo. Ainda por cima este ano calhou no dia de Carnaval. Quem ouviu ou leu o que significa haver um dia só para celebrar a Mulher? E quem estava interessado em ouvir? Penso que a maioria andou a mascarar-se e divertir-se porque deu mais importância ao Dia de Carnaval, ou a exigir prendas dos respectivos (ai dele se se esquecesse), ou a pensar no preço das gasolinas, das taxas de juro, dos futebóis e afins. Hoje em Portugal, uma notícia: Diada Mulher: Governo vai apresentar pacto para promover a igualdade no mercado de trabalho». Mas não há leis que a regulamentam?
Compreendo, apesar dos pesares, o facto de haverem Homens a oferecerem flores, bombons e outros mimos às suas Mulheres. Se há um dia-internacional-da-mulher marcado no calendário, há que comemorar. Não fará mal, se são agradáveis no dia-a-dia.

O Mundo é masculino? Ainda parece ser.

Pois é por isso que este dia é de luta, não só de prendinhas. Pela igualdade plena. Não por favores, pactos políticos, simpatias dos patrões.
Nós, as Mulheres, precisamos fazer-nos respeitar como seres humanos que somos. Não são as «liberdades» que hoje a maioria das «futuras-Mulheres» pensa possuir que farão delas seres iguais aos homens. Não é por aí o caminho. É o Direito de ser Pessoa.
Os Kadafis deste Planeta podem ser retirados do Poder pelos seus povos, e até saírem do seus Países vivos, porque há outros Países que os recebem. No entanto, os homens-povos que foram para as ruas para se libertarem dos opressores são os mesmos que aceitam leis radicais em que as mulheres estupradas, por exemplo, são mortas por terem perdido a honra.

Hoje recebem flores, bombons e outros mimos. E amanhã? As Mulheres de hoje serão tratadas de diferente maneira só por terem tido o seu Dia? Penso que não. Sem lembrança séria nem memória, muitas delas continuarão a ser durante toda a hora, todos os outros dias do ano, por esse mundo fora, amesquinhadas, ofendidas, usurpadas, maltratadas, violadas, vendidas, descriminadas, apedrejadas apenas e pelo simples facto de terem nascido Mulheres.

Todos os dias, simbolicamente, deveríamos receber flores, bombons e mimos. Durante a vida toda porque sim, porque somos Pessoa, porque somos as Fêmeas Humanas. Porque Todos devíamos tratar com respeito os nossos semelhantes. Tratar com respeito tudo o que nasce, cresce e morre. Animais e vegetais, incluídos.

Como me considero educada e sou uma Mulher, aceito e retribuo o ensejo para este Dia, enviado pelas duas amigas.
Como Criatura Humana, aceito o ensejo do mundo que o festeja como uma promessa de continuação da luta para a mudança de mentalidade no dia-a-dia, no sentido da Igualdade de Direitos e Deveres, de facto. Não no papel em Leis que podem ou não ser cumpridas, não em pactos sociais.
Aceito o ensejo pelos exemplos que expresso nas minhas atitudes e pensamentos.
Aceito o ensejo pela necessidade enorme de nos sabermos respeitar, para «eles» nos respeitarem. Não somos iguais aos Homens. Somos semelhantes.
Por fim, aceito o ensejo na esperança que tenho - e que é a última a morrer - na mudança de paradigma que tem de acontecer, a pouco e pouco, nas sociedades e nos Povos. Por causa dos Kadafis deste mundo, os Homens também se maltratam. Quando isso acontece todos, homens, mulheres e crianças à sua volta, sofrem. Deveria criar-se o Dia Internacional da Humanidade.

Mulher é a fêmea do Homem, o macho, ambos Humanos e portanto semelhantes. Que vá sendo incutido por todos nós, os pensadores, os políticos, os educadores, os parentes e os amigos que o Mundo até pode ser do género «masculino», mas Natureza é do género «feminino».
Ambos são um só, na perpetuação da sua espécie.

Dia Mundial do Animal III



Este é o Fofo. Apareceu no fundo do Lugar e a minha prima Laura-a-pastora adoptou-o. Talvez há 3 anos. É um misto de cão de água com outra raça qualquer. Foi abandonado na estrada e foi descendo o Lugar. Foi sendo enxotado, até parar à porta de quem ele presentiu ser humano. Foi ficando. Arisco. Na defensiva.

Tem um olhar muito meigo de cor castanha. Gosta de ir com as cabras e dá pouca confiança a quem não conhece ou considere amigo. Coitado. Não há erva que não fique presa ao seu pelo. Não leva muitas festas por causa do aspecto que tem. Mas os donos têm lá tempo para cuidar do banho do Fofo! «Olhem lá, quando é que damos banho ao cão?» pergunta Marido, com frequência, durante as férias de Verão. Logo, amanhã, um dia destes.
É que, pelo menos uma vez por ano, tem a sorte de levar uma boa esfrega, quer precise quer não :). Banho a sério, com champô anti-tudo e molhado, claro, com água corrente da mangueira. Geralmente escolhemos um dia quente para Marido o lavar. Os donos, esses não têm jeiteira para isto. Mas basta um deles segurá-lo pela trela posta. O resto é com Marido. Como o bichinho gosta de se sentir limpo. Pelo menos de parasitas.

Nem 15 minutos foram necessários. Não perdemos tempo, ganhámos, só pelo modo como ele nos olhava nos dias seguintes. É um fofo, este Fofo. E levou algumas festas, sempre que se aproximava de nós.

Há que ajudar a cuidar.

Dia Mundial do Animal II

Outra estória do mundo animal.
Logo de manhã. Uma negrinha dentro da bacia da casa de banho. Mas por onde entras-te tu? Arrepiadíssima, pensei como tirá-la dali, com vida, claro. A solução foi ir buscar um copo de plástico roxo opaco que tenho há muitos anos. Esperei que ela se aquietasse. Devagar, deitei-o de lado. A bichinha entrou logo lá para dentro e ficou no fundo escuro, muito quieta coitada. São mesmo inteligentes. Foi só abrir a janela e mandá-la para a rua. Desta já me tinha safo.
Na janela que abri para olhar o meu Penedo, outra surpresa. «Dá-me licença que entre? Está cá um calor!» parecia dizer-me. Arrepiei-me de novo. Outra? Estou bem tramada. E tu que andas muito mais depressa ... vai-te embora! Não me ligou nenhuma, queria era entrar. Esperou a noite toda, ao relento :).

E lá vinha ela, toda lampeira, fitas afora. Não a deixei entrar, que eu conheço-lhe o truque. Deixam-se cair para o chão e depois quem as agarra? Fechei-lhe a porta. Não tinha outra solução. Daí a pouco, espreitei e já lá não estava. Decerto encontrou outro lugar. Suspirei de alívio.

Não mato. Se o puder evitar. Todos somos criaturas a tentar sobreviver neste planeta lindo, mas hostil. Não me interessa que se riam. É assim que sou.

Dia Mundial do Animal

Rex: Estás por aí minha linda?

Bianca: Mas o que é que tu queres?


Se cada humano tomasse conta do seu animal, todos os outros teriam mais chances de sobreviver neste «mundo cão».

E já lá cantam 61. Eu bem vou atrás dela, mas não a apanho :)

Filha de Júlia, que já não está, Prima Laura a pastora, como lhe costumo chamar, completa hoje 61 anos. Não vai ter festa nem bolo de aniversário. De luto, parece este nunca mais acabar. Foi-se a senhora sua Mãe e agora um Primo direito.
Já lhe falei lá para cima e desejei saúde e mais um ano de vida. Ela diz que não vale a pena desejar muitos anos de vida, como manda a cantiga. Só um, de cada vez. Desde que seja com alguma saúde...
Parabéns prima Laurita :). Saúde!
Foto: Transformei um clic que fiz numa «pintura a óleo». Ficou muito bem.

Dia Nelson Mandela celebra-se hoje



We can change the world WITH MY OWN TWO HANDS, de Ben Harper.

Assinala-se hoje, Domingo 18 de Julho e pela primeira vez, o Dia Nelson Mandela – instituído pela ONU, Organização das Nações Unidas – como forma de homenagear o primeiro presidente negro da África do Sul e Prémio Nobel da Paz em 1993. É a primeira vez que uma pessoa individual recebe uma distinção desta natureza.
Nelson Mandela, que comemorou a 17 de Julho o seu 92º aniversário, será também homenageado de uma forma bastante original: centenas de milhares de pessoas vão participar na campanha ‘Oferece 67 minutos de trabalho’, como forma de lembrar os 67 anos que o político negro dedicou à luta pela liberdade e pela igualdade entre os homens.
Nascido na pobreza, Nelson Mandela esteve preso durante 27 anos por causa da sua luta contra a discriminação de negros na África do Sul – regime que ficou conhecido por ‘Apartheid’. Em 1994 foi eleito Presidente do país, cargo que exerceu até 1999.

Fonte: Correio da Manhã.

Dia de fazer mais um ano

Este é o meu amiguinho «Afas», em foto-pastel, a fazer bochecha. Hoje começa os 13 anos, o maroto. Esperto, inteligente, interessado, costuma visitar-me quando está na casa dos avós. É um fôfo.
Fico sempre feliz, independentemente dos meus afazeres. Ponho tudo de lado. Se ele se lembrar de me visitar, merece toda a minha atenção. Os dias vão passando e em qualquer altura é capaz de ser idêntico aos sobrinhos mais crescidos - esquece onde mora esta tia. Aproveitar bem o tempo que ele se dispões a passar comigo, com hora marcada para ir embora, é voltar a ser miúda, de novo.
Então é contar das suas disciplinas, da aprendizagem de bateria em casadele, que eu é que não gostava de ser vizinha dele, de bem montar a sela da «sua» égua na GNR, da última-nova namorada, de novos jogos da playstation, das músicas que descobre no youtube e me pergunta se conheço, de imitações de vários entertainments da nossa praça tipo bruno aleixo, enfim, é um gosto estar com ele. É bem disposto, compreensivo, um menino quase rapazinho de quem muito gosto.
Parabéns querido amiguinho pelo dia de hoje.

De uma Tia-ex-fumadora para os sobrinhos

Vou estar ausente dos meus escritos por duas semanas. Incerta será a vinda aqui. No entanto, deixo este escrito, com antecedência, para realçar a importância de se comemorar a sério O DIA MUNDIAL SEM TABACO, a 31 de Maio. Todos sabemos que faz mal à saúde fumar. Porque não parar?
.....*.....

UE lança campanha anti-tabaco
A campanha europeia de promoção do abandono do tabagismo estreia, esta terça-feira, nas televisões de todos os Estados Membros. A iniciativa conta com três anúncios publicitários e assinala o Dia Mundial Sem Tabaco. A campanha «Help ¿ Para uma vida sem tabaco» foi apresentada em Lisboa, no mês de Abril, e tem como objectivo ajudar os jovens fumadores a deixarem de fumar e os não fumadores a nunca começar, noticia a agência Lusa. O Dia Mundial Sem Tabaco é dedicado este ano à classe médica e à importância desta no controlo do tabagismo. A OMS realça que os médicos são determinantes no esclarecimento das populações sobre os malefícios do tabaco, podendo contribuir para o abandono deste hábito por parte dos fumadores. Para «homenagear» quem conseguiu dizer não à dependência, o laboratório Jaba Farmacêutica e a Fundação Professor Fernando Pádua decidiram comemorar, em simultâneo com o Dia Mundial Sem Tabaco, pela primeira vez, o Dia do Ex-fumador. Segundo dados divulgados em Março em Bruxelas, as doenças relacionadas com o tabaco representam a segunda causa de morte no mundo. Um em cada sete cidadãos da União Europeia e cerca de cinco milhões de pessoas no mundo morrem devido a doenças relacionadas com o tabaco. De acordo com o Conselho de Prevenção do Tabagismo (CPT), em Portugal, a taxa de prevalência do consumo de tabaco passou de 36 por cento em 1996 para os actuais 19 por cento. Actualmente o vício é responsável pela morte de 22 mil portugueses em cada ano. O anterior governo PSD/CDS-PP tentou modificar a lei sobre o consumo de tabaco. Uma das medidas do antigo executivo foi a proibição o consumo de tabaco em locais de trabalho fechados. No entanto, o actual ministro da Saúde, António Correia de Campos, chamou a si a legislação, em Abril, antes de ser promulgada pelo Presidente da República. De acordo com a Lusa, o assessor do ministro da Saúde adiantou que não está previsto o anúncio de novas medidas. Portugal também ainda não ratificou o primeiro tratado de luta contra o tabagismo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que entrou em vigor no final de Fevereiro.
Imagen e texto daqui.

Também roubei mais um d'aqui .

Parabéns

A minha Pitú HOJE, faz 19 anos que nasceu. Muitos Parabéns minha querida.
Há 19 anos que estás na nossas vidas, nos nossos corações.

Desejo-te um dia muito feliz.

2 dias de Festa e mais 1

1º de Maio, dia do Trabalhador reivindicar. Muito conseguido e muito ainda a conquistar.
2 de Maio, dia da Mãe. Parabéns a todas as Mães.
3 de Maio, dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Uma frase de Winston Churchill: «Feliz do povo que pode vaiar os seus governantes»
Uma frase de Juscelino Kubitschek: ao atravessar enorme manifestação de estudantes foi vaiado exactamente quando atingiu o final da mesma. Aí, pegou no microfone e disse: «Feliz é o país em que os estudantes podem vaiar o Presidenteda República».
Uma frase dita em 1671 por um pobre Governador da Virgínia, estado dos Estados Unidos: «Graças a Deus não temos escolas livres nem tipografias e espero que nestes cem anos não venhamos a tê-las. Porque o saber gerou a desobediência, a heresia e as seitas no mundo. Deus nos livre de ambas (escolas livres e tipografias)».
Ora bem. A liberdade de expressão é absolutamente essencial em qualquer Estado considerado Democrático. Os governos democráticos não devem controlar o conteúdo de discursos escritos ou verbais. É saudável existirem várias vozes exprimindo ideias e opiniões diferentes, mesmo contrárias ao governo. Isso é liberdade de expressão. Democracia é o poder debater livre e abertamente tudo o que é político. No entanto, a democracia depende de um Povo consciente dos seus direitos, coisa que nos falta ser. Há todo o acesso à informação que nos permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública. Mas quem nos agarra?
Penso que escritos como o seguinte não ensinam nada, só exacerbam os ânimos de um Povo que não sabe debater ideias. E o autor já deu provas de saber transmitir factos, de uma maneira séria, construtiva e educada. Assim, a liberdade de expressão fica ferida. Isto não é Liberdade de Imprensa, é falta de educação. Haja decoro senhor jornalista.
Conhecem?

Esta Coisa faz 2 anos


Este meu blog faz hoje 2 anos. Uma criança com mais de 800 postagens.
É minha convicção continuar a ser fiel a mim própria, a expor-me e a ser verdadeira, enquanto tiver olhos para ver o ecran. Isto de blogar tornou-se um vício.
Contei com algumas centenas de visitas - algumas viajaram de bem longe - não sei ao certo quantas, o contador está ao lado. As que mais me tocaram foram as que se deram ao trabalho de deixar um comentário. A essas, um obrigada muito especial.
Aos que simplesmente passaram continuem a fazer uma boa viagem por esta estrada que é a Internet.
Um bem haja a cada um de vós.


Dia Mundial do Café e de recordar

Recordo-me de ir pela rua entre meus pais, de braços esticados, mãos dadas a cada um deles, num daqueles passeios que fazíamos após jantar, no Verão. Descíamos a Morais Soares em direcção ao Chile, cortávamos à direita a subir ao Areeiro. Em frente ao Império, na Alameda, virávamos de novo à direita e subíamos até à Actor Vale. Ao fundo da rua da minha escola primária, estava o Largo onde eu nasci, o Mendonça e Costa. Era uma senhora volta e não sabíamos que andar fazia bem à nossa saúde. Andávamos porque sim e pronto. Ajudava a digestão. E nem havia televisão em casa! Nessas saídas, euzinha ganhava de presente ou um iogurte da UCAL ou um gelado de dois sabores na Rua Actor Vale. Era a recompensa, depois de uma canseira daquelas. Quando chegava à cama era tiro e queda.
Vale esta estória porque hoje é DIA MUNDIAL DO CAFÉ.
Moliendo Café, um som que está no meu imaginário, que vem de longe. No tempo e no espaço. Ano 1960. Origem Venezuela. Era uma miúda. Continuei a ouvir esta cantiga durante alguns anos para além dos passeios em direcção ao Areeiro onde som chegava à rua, vindo de uma casa, repetido vezes sem fim - vira o disco e toca o mesmo. Era cantada por um homem. Moliendo café. «Olha lá está o café» e trauteávamos e ríamos. Havia um Manuel lá cantado (nome de meu avô) que passava a vida a moer café. A letra encontrei-a na NET. É essa que está em baixo. Fui procurar a música original, do compositor venezuelano Hugo Blanco, no ano de 1958. A letra é talvez de José Manzo. Não encontrei. Fica este filme, sem voz mas com interpretação original de Hugo Blanco. Não encontrei melhor.


Cuando la tarde languidece
Renacen las sombras
Y en la quietud los cafetales
Vuelven a sentir
Que son triste canción de amor
De la vieja molienda
Que en el letargo de la noche
Parece decir.

Una pena de amor, una tristeza
Lleva el sambo Manuel en su amargura
Pasa incansable la noche
Moliendo café.

Cuando la tarde languidece
Renacen las sombras
Y en la quietud los cafetales
Vuelven a sentir
Que son triste canción de amor
De la vieja molienda
Que en el letargo de la noche
Parece decir.

Una pena de amor, una tristeza
Lleva el sambo Manuel en su amargura
Pasa incansable la noche
Moliendo café.

Cuando la tarde languidece
Renacen las sombras
Y en la quietud los cafetales
Vuelven a sentir
Que son triste canción de amor
De la vieja molienda
Que en el letargo de la noche
Parece decir.
---*---

Já agora, Café, é uma bebida feita com água e uma das minhas preferidas. Frio, quente, em refresco, em gelados, bolos, que sei eu. Cheirar um pacote de café depois de vazio é um prazer.
A todos os Manueis que passam as noites a moer o café, por causa de um desgosto de amor, um abraço.

Dia do Pai

11 anos é muito tempo. Muitos dias, muitas horas sem ouvir a sua voz Pai. Tenho muita saudade da sua presença, das nossas «guerras», do «olá miúda».
Não está e pronto. Só está em mim porque vivo. Guardado naquele cantinho do lado esquerdo do peito, hoje e para sempre.

Há cerca de 300 anos foi ouvida pela primeira vez. Ainda o é nos dias de hoje. Isto é música.


Uma vez mais, a propósito do frio e da chuva da qual penso basta, e de um aniversário, juntei o útil ao agradável. Útil, uma pequena informação, que quase aposto poucos de nós sabíamos. Agradável este som.
Hoje é o aniversário de um homem, nascido em Veneza, Itália, em 04/Março/1678. Não vou ser exaustiva e se quiser, procure mais informação. Antonio Lucio Vivaldi foi ordenado padre (sabia?) em 1703 e ficou impedido de celebrar a missa devido a uma doença crónica, provavelmente asma.
Entre outras, deixou-nos esta peça maravilhosa, alegre, que nos leva à estação do ano terrestre mais profícua - a Primavera.
Esta peça é o Concerto No. 1 em E major, Op. 8, RV 269, "La primavera", mov. 1 Allegro, do compositor Antonio Vivaldi. A Violinista é Anne-Sophie Mutter, o Maestro Hebert von Karajan e a Orquestra é a Filarmónica de Berlim.

Deixe-se levar e desfrute.

É esta a mensagem que vos deixo.

Porque estamos a menos de 48 horas do fim do ano denominado de 2009 pelo Calendário Gregoriano, deixo um parágrafo que li num artigo de Maria Alice Vila Fabião:

"Inútil a análise das melancólicas perspectivas financeiras (sobretudo as pessoais); inútil a insistência assustadora das autoridades sanitárias na publicação do número de vítimas da elevada mortalidade do novo viruzinho H1N1; aparentemente, a única lei reconhecida como válida é o conselho de Horácio a Leuconoé:

Carpe Diem quam minimum

credula postero - "Goza o dia, confia o mínimo no amanhã".

Bom fim de ano para todos os que me visitarem. Feliz Ano Novo.

Hoje em dia, já não utilizo.

Tal como a televisão, cumpre-se hoje a inauguração do Metropolitano de Lisboa. Há 50 anos. Eu era uma miúda de 6 anos, mas recordo-me do movimento das pessoas e de ver umas escadas que elas desciam e desapareciam debaixo da rua. Aquele M em fundo encarnado, ao lado do primeiro degrau, o bafo morno com cheiro a electricidade que vinha lá debaixo, foi coisa que sempre ficou na minha memória. Havia medos. E se houver um acidente? Andar lá debaixo da terra com'ás minhocas? Eu não!
Nós aproveitámos e fizemos a nossa primeira viagem indo do Chile até 7 Rios. Fomos visitar a «família» ao Jardim Zoológico. Tivemos de mudar no Marquês de Pombal, subir e descer as escadas para a plataforma em frente. Foi uma aventura. Há uma foto desse dia, no Jardim Zoológico, em casa da senhora minha mãe.
Lembro-me do mapa em Y, que indicava serem Sete-Rios, Campo Pequeno e Rossio as três estações onde se iniciava cada linha. O Marquês de Pombal era o vértice das duas únicas linhas inauguradas.
Lembro-me do aviso eléctrico que estava pendurado nos tectos de todas as estações, indicando qual o destino do próximo comboio e quantos minutos faltavam para a sua chegada.
Lembro-me que havia uma cabine em cada estação e que lá dentro havia um senhor fardado a quem podíamos pedir informações.
Mais tarde, por volta dos meus 9 anos, saímos de casa dos avós e fomos morar para uma casa novinha em folha, em frente ao Jardim Zoológico. Durante muitos anos, o Metropolitano foi o transporte eleito dos lá de casa. Sorte a nossa. Era muito mais rápida a viagem feita no metropolitano que nos autocarros e nos eléctricos que nesse tempo passavam na Estrada de Benfica. Tínhamos paragens perto das escolas, da família que se visitava e dos locais de trabalho.
Recordo que a única estação que tinha escadas rolantes era o Parque (espero não estar equivocada). Algumas vezes eu e coleguinhas minhas desviámos o percurso directo da escola para casa (Rossio - Sete Rios), para andarmos escada acima escada abaixo na estação do Parque. Até que vinha o "fiscal" e corria connosco, dada a algazarra que fazíamos. Inocentes garotices.
Tenho muitas saudades do tempo de andar naquele Metropolitano. Foi um bom tempo. E é do meu tempo esta inauguração.
Aqui está o mapa da ampliação das linhas ao longo dos 50 anos de existência.

Dia de Festa, adiada

Não contaste com a nossa presença no dia do teu aniversário, por ser um dia de semana e de trabalho. No entanto, teimaste em fazer outra festa para nos teres presentes. Assim, no dia 5 de Dezembro juntá-mo-nos e mais uma vez ouviste cantar Parabéns e mais uma vez apagaste as velas do teu bolo, para gáudio da nossa Ana Luísa. Rapariga perseverante esta nossa primeira Afilhada!
Data histórica a do teu 1º aniversário: 25 de Novembro de 1975. Moravas na Baixa de Lisboa, numa das transversais paralelas ao Tejo, perto do Tito Cunha. A noite estava fresca, sem chuva. Nós, os teus Padrinhos, jovens e «inconcientes» embora as notícias nos mandassem ficar em casa, saímos já noite e apanhámos um táxi. Havia recolher obrigatório, barricadas, soldados na rua. Mas fomos e voltámos e ninguém nos mandou parar.

Ainda está por contar ao País a história do 25 de Novembro de 1975.

A tua estória, essa é só tua. Parabéns querida Sofia.