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Feira da Pêra Rocha, no Bombarral


Entrada na feira

Stand expositor de fruta e pecuária, muito engraçado, com sede em Leiria

Cantinho de um stand com licores, bolos e doces

Stand da ECOFRUTAS (http://www.ecofrutas.pt/)

Tradicional Jogo da Malha - só lancei as malhas ... que falta de jeito

...""...

Fim de semana à porta. Ir onde? Gostava de ir ao Seixal olhar a baía... uhm, não está o céu azul, vai ventar. Melhor não. Ir onde? Lembrei que ouvi notícias sobre pêra rocha e um concurso do maior bolo... Ah! já sei. Vamos antes ao Bombarral, à Festa da Pera Rocha. Bóra? Bóra.

Sábado lá arrancámos com as senhoras mães, cerca das 10.30h. A viagem fez-se bem, de Lisboa a Torres Vedras e daí ao Bombarral. Só pela viagem, valeu a pena. De um lado e do outro da estrada olhava-se e via-se a terra cultivada. Afinal ainda há trabalho. Boas notícias. Este cantinho da Estremadura está assim. Encostas forradas de árvores de fruta e vinhedos. No centro-oeste de Portugal. Há uma longa tradição na fruticultura. E é reconhecida. Hoje é a Região Demarcada da Pêra Rocha do Oeste. Montes encimados por moinhos de vento, com as velas girando ao sabor do tal que soprava forte. Lembram-me os meus desenhos da primária. Há alegria nas gentes que se traduz na forma como nos tratam, a nós, que estamos de visita. Gente simpaticíssima. É mania nossa parar nas tendinhas que nos interessam, meter conversa, perguntar de onde é. Comprar o que é nosso. Para além da boa disposição metemos na alcofa pêras rocha e carapinheira (há quantos anos não a olhava), pêssegos, tomates, cebolas, queijo da Celinda da Sertã puro de ovelha, queijo de ovelha e um chouriço de carne da Enchido do Sabugueiro e mais uns pequenos rijos envoltos em pasta de colorau, de cabra, ovelha e mistura, da Sertã queijo. Eles sabem fazer a coisa. Mostram-nos que podemos provar os diversos produtos ... bocadinhos de queijo identificados em pratos, com tostinhas ao lado, à disposição, a meio da manhã, quase hora de almoço. Derretiam-se na boca. Uma provocação ao paladar e à respectiva ida ào porta-moedas. Quem resiste a estes mimos?! E mel Serradinha, do apicultor nº 10050001, de Rosmaninho, Eucalipto e Queiró.

Para nossa primeira ída ao Bombarral, até que gostámos. Seguimos para Vermelha, para abastecer o estômago. E com sorte, apanhar aberta a Adega Cooperativa e a Padaria.

Do Bombarral à Vermelha

Lá no cimo, um moinho de vento, daqueles que se falam por se lutarem contra eles.

A caminho da Vermelha, lembrei meu Pai. Fizemos, vindos de Lisboa este passeio, pelo menos umas 3 vezes. Saudade... :)

Voltando à realidade, durante o percurso na estrada reparei à esquerda, de repente, num sinal indicativo de Quinta dos Loridos. Olha, disse, estamos perto daquele jardim do Joe Berardo com Budas, como é que se chama ... ai é ... Jardim Buddha Eden! Depois de almoço temos de lá ir, até vai ajudar na digestão. Parece que aquilo é lindo, é verde e enorme. O que é isso, perguntaram as mães. Surpresa, respondi. Continuámos. A Adega, já estava fechada. Seguimos para o almoço. O restaurante d'Avó tinha fechado. Não para férias, mas defenitivamente, ouvimos. Oh! que pena, mais um. Ai ai, isto não está a correr bem. Perguntámos onde haveria um outro, ali perto. Indicaram-nos o da Padaria. Engraçado, disse, parece que já lá fomos! Não foi mãe? Não me lembro, respondeu. É assim a modos que uma tasquinha cujas mesas são tampos em cima das bases das antigas máquinas de cozer Singer. E era. Entrámos. Algumas mesas ocupadas. Cheirava a grelhados de carne. Só carne, nada de peixe. Lá se vai a dieta, dissemos, rindo. Uma mocinha indicou-nos que estaríamos melhor lá embaixo. Descemos para uma sala fresca, arejada, em chão de cimento pintado de vermelho. Paredes brancas e as mesmas mesas. Serviço atencioso e sorridente. A mocinha que nos atendeu respondeu *o menu sou eu* quando lho pedimos :). E falou do que havia. Só carne. E carne pedimos, que a fome apertava: Entremeadas de porco e costeletas de vitela grelhadas com tudo o que os pratos tinham direito: batata frita e arroz e salada. E o pão, ai o pão da Vermelha. Cheio, redondo, pesado, enfarinhado, com cheiro, gostoso. E as azeitonas. E vinho, do tinto e do branco (com piquinho). No final, com as barriguinhas cheias, ainda lamentámos não terem peixe. Respondeu-nos que podíamos telefonar e eles comprariam o que desejássemos. Parece que o pessoal gosta é carne... e deu-nos um cartão:


Lugar do Pão
Café, restaurante e pastelaria
Restaurante do Padeiro na Rua D. Nuno Álvares Pereira,
Vermelha.
Telefone 262 691 633.

Passo a publicidade. Pela simpatia.

Quinta de Loridos


Não vou *falar* do homem, mas mostrar a sua obra

Corredor de comunicação à entrada, com acesso a WC's e à loja dos vinhos

Entrada no Jardim do Éden ou no Jardim da Paz ou ainda no Jardim Buddha Eden

Em baixo uma fonte. Em cima nós três clicadas por Marido, apreciando a grandiosidade do momento e do local e aceitando o incontestável passeio ... de comboio

Uma carpa, ou peixe Koi, mais cusca que as outras

O cardume
Pequenas estátuas de granito. Sorri com o meu pensamento ao olhá-las: Se não fossem tão pesadas, a pouco e pouco iriam viajar até aos jardins das vivendas de alguns *portugas* . Má língua, pensamento medíocre.

Haviam pessoas que treparam para o regaço deste Buda dourado

- para se fazerem fotografar!

- e CALÇADAS!!!

O pintor de estátuas, no meio delas

Gostei da cor. Desconheço o símbolo.