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Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa celebra protocolo com a TAP

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Considerando,
a) que a TAP desempenha um papel indiscutível na relação com os países africanos de expressão portuguesa e que assume a sua responsabilidade social procurando em cada momento, compatibilizar as suas exigências comerciais e financeiras com o seu empenhamento em causas sociais;
b) que o IPO-Pediatria é um serviço de inquestionável mérito e que tem uma especial intervenção junto de crianças com dificuldades económicas oriundas de países africanos de expressão portuguesa;
é celebrado e reciprocamente aceite o presente protocolo, que se regerá pelas seguintes cláusulas:
.../.
Notícia aí: http://www.ipolisboa.min-saude.pt/default.aspx?tag=content&contentid=7433

* Há uns caminhos há muito traçados e muito percorridos, que não foram fechados nem desviados. Aquilo que somos, deriva de quem já fomos.

* Somos um País pobre. Não temos petróleo. Não temos ouro nem diamantes.

* Somos um País que ajuda outros Países mais pobres do que nós.

* Temos Empresas Públicas de boa vontade e «cérebros» a trabalhar na Saúde, que não saíram de cá à procura do vil metal.

* Sinto que continuamos nos bons caminhos, quando continuamos a destinar camas da Pediatria do IPO de Lisboa para tratar crianças dos PALOP's.

Estamos bem. Estou bem.

Notícia agradável

Doutor Manuel Abecasis condecorado pelo Presidente da República. (clique)

Parabéns Doutor Manuel Abecassis. Parabéns À UTM do IPO de Lisboa, também. Sinto muito orgulho por vós, pela equipa que há tantos anos se dedica aos transplantes de medula. Desejo-vos sucesso.

Estamos no bom caminho. Eu fiquei muito feliz com a notícia

Esta notícia é uma boa notícia:
Velha batalha Cidadãos por Lisboa
IPO de Lisboa vai ter obras de 45 milhões
JN, 14-07-2010

«O Instituto Português de Oncologia de Lisboa vai manter-se em Palhavã, depois de, desde 2006, se falar numa possível mudança para Oeiras e mais tarde para o Parque da Bela Vista.
Leia mais clique no título, e veja aí http://www.cidadaosporlisboa.org/index.htm?no=10100002101:072010 as posições CPL que sempre defenderam a manutenção do IPO em Palhavã.
A decisão do Ministério da Saúde põe fim a uma polémica que começou em 2006, quando o então ministro da tutela, António Correia de Campos, anunciou que o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa ia mudar de local.
Na altura, o antecessor de Ana Jorge garantiu que, se este IPO não fosse transferido, teria de receber obras de pelo menos cem milhões de euros.
Nos meses seguintes foram desenvolvidos contactos entre o Ministério da Saúde e várias autarquias, como Lisboa e Oeiras, com vista à localização do novo edifício.
Contudo, o Ministério da Saúde optou por manter o IPO no mesmo sítio, em Palhavã, e anunciou obras que, há muito, são reclamadas.
Fonte do gabinete da ministra da Saúde disse que as obras são "prioritárias" e irão abranger duas áreas: obras estruturais e equipamento pesado.
Para as obras estruturais, o Ministério da Saúde conta gastar 30 milhões de euros e, ao nível do equipamento pesado, serão investidos 15 milhões de euros.
"Prós e contras"
A decisão da tutela de manter o IPO de Lisboa no mesmo local levou em conta os "prós e os contras" da mudança.
A centralidade do local onde o IPO se encontra - junto a um dos principais eixos viários de Lisboa e em terrenos de elevado valor imobiliário - é o motivo que mais agrada aos doentes, familiares e profissionais.
Aquando da decisão de transferir o IPO, Correia de Campos alegara que "as limitações físicas do edifício" eram "dramáticas".
A solução passaria, para o antecessor de Ana Jorge, por encontrar um terreno e construir um novo IPO com as verbas do terreno do edifício actual.
Em 2009, o IPO de Lisboa realizou 203 380 consultas e 6427 cirurgias programadas.»
Ainda estava ao serviço quando senti no ar a tentativa de mudança de local. Sou do tempo das maquetes e dos estudos pedidos por anteriores Administrações e Autarquia. Muito papel se emitiu, muito dinheiro se gastou em projectos. Hoje, ao ler estas notícias mais recentes, vai ficar no mesmo local, com obras de renovação. Foi o que sempre defendi, enquanto funcionária daquela casa.
Como lamento já não estar já a trabalhar. Sei, contudo, que continua a ser um local muito especial, pelo espírito de equipa existente e apesar de «já nada ser como era no teu tempo», o IPO de Lisboa é uma referência a tratar as Doenças Oncológicas e as Pessoas.
Fica um pouco da História do IPO de Lisboa e do seu mentor, tirada daqui:
.../ «Marco fundamental na história da Luta Contra o Cancro em Portugal aconteceu em 1923, quando, graças à actividade do Prof. Francisco Gentil, é publicado o Decreto nº 9333, por si elaborado, que criava o Instituto Português para o Estudo do Cancro, hoje Instituto Português de Oncologia. Francisco Gentil foi nomeado, pelo mesmo diploma, Presidente da Comissão Directora do novo Instituto, tornando indissociáveis a Instituição e o seu fundador. Este decreto marca o início de uma abordagem específica do cancro em Portugal e estabelece objectivos inovadores de investigação, ensino e assistência a doentes, sendo que o Instituto assim pensado estava à frente do seu tempo, pois só 60 anos depois a União Internacional Contra o Cancro e a Organização Mundial de Saúde emitiram definições e orientações que já se encontravam reflectidas na criação do IPO. Em Junho de 1927, Francisco Gentil, consegue que sejam disponibilizadas verbas pelo Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios e de Previdência Geral e iniciam-se as construções dos primeiros edifícios do Instituto, num terreno adquirido para esse fim. A partir desta data, progressivamente, foram sendo construídos os vários Pavilhões que hoje completam o IPO, construções que se basearam nas ideias e objectivos do Professor, que assumiu uma forte intervenção em todo o processo. .../
.../ Fica também do Prof. Francisco Gentil a imagem de um médico e gestor preocupado com o doente, são suas as afirmações: “Os doentes que não trazem carta de apresentação são recomendados pelo Director.” e “ Nada, nem mesmo a clássica vaidade médica deve sobrepor-se ao interesse dos doentes.”»
Para a maioria dos que lá trabalham fica o meu bem hajam pela perpetuação de um ideal. Para os políticos que decidem destas coisas de mudar, um provérbio muito sábio: «quem não tem dinheiro, não tem vícios».

Câmara cede terreno na Belavista ... em 2008-07-29

Foi notícia:
«Acessibilidades justificam permanência do IPO
Câmara cede terreno na Belavista, mas já negoceia espaços devolutos com o Governo
2008-07-29
RICARDO PAZ BARROSO
"A localização e respectiva acessibilidade foi a principal razão para esta escolha", justificou estea segumda-feira a ministra da Saúde, Ana Jorge, logo após assinar com o presidente da Câmara de Lisboa um acordo de princípio para a cedência de terrenos com 29 mil metros quadrados no Parque da Belavista.
O futuro IPO vai acolher uma unidade hospitalar, apoio psicossocial, um hotel para os doentes e uma unidade de investigação e ensino pós-graduado. Quanto vai custar esta mudança de local é pergunta que a ministra responde apenas com... "milhares de euros". O processo vai seguir as tramitações normais, como o concurso público. Já o presidente do Conselho de Administração do IPO, Ricardo Luz, acredita que "em 2013 deverá estar já operacional a unidade hospitalar, seguindo-se depois as outras fases do projecto". Refere ainda que será o IPO a custear todas as obras. "Foi sempre nosso desejo ficar em Lisboa, já que em Oeiras teríamos de construir as acessibilidades", disse. O Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil tem a cargo 4,8 milhões de potenciais utentes, oriundos do Algarve, Alentejo, Madeira e, obviamente, Lisboa e Vale do Tejo.
O argumento para a nova localização do IPO é o da facilidade em chegar à futura unidade, operacional a partir de 2013. A Estação do Oriente e TGV, a terceira travessia do Tejo e a proximidade do metro e Carris foram decisivos.
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que ontem assinou com a ministra da Saúde, Ana Jorge, um acordo de cedência gratuita de terrenos camarários para a instalação do novo IPO (Instituto Português de Oncologia) em Marvila, usou da sua experiência pessoal para dar ênfase a esta escolha para a nova plataforma oncológica da capital.
Por causa de um familiar ali internado, "senti na pele o que era ter de ir a Palhavã (actuais instalações do IPO) com frequência e tenho bem noção que não sou dos cidadãos com pior condição de mobilidade", descreveu o autarca socialista. "O que seria se fosse para um concelho de menor acessibilidade?", perguntou, aludindo à hipótese que há um ano se colocava, de o IPO ser transferido para Oeiras, onde também havia terrenos gratuitos.
Logo a seguir, António Costa desfiou o rol dos argumentos racionais mais fortes para transferir o IPO para o Parque da Belavista, em Marvila, "uma das lutas prioritárias quando assumiu o mandato". A proximidade à Estação do Oriente, que vai acolher também o TGV; a boca de metro nas imediações; os próximos acessos à terceira travessia sobre o Tejo em Lisboa e até a permanência do Aeroporto na Portela por mais uns anos. "Como se vê, a decisão não foi tomada por um qualquer espírito de bairrismo", resumiu o autarca.
Além destas "revoluções viárias", o futuro IPO vai ter por vizinhança o previsto Hospital de Todos os Santos, que vai desactivar outros cinco hospitais.
Ou seja, somando os espaços vagos com a mudança do IPO e de outras unidades, assim como de outros espaços a cargo dos ministérios da Defesa e da Justiça que também vão ser desactivados, uma boa quantidade de espaços em Lisboa vão ficar devolutos. António Costa anunciou estar em negociações com o Governo para ficar com esses espaços, dando o exemplo do Estabelecimento Prisional de Lisboa, que vai albergar residências universitárias num contexto de cidade "Erasmus", pelo intercâmbio de estudantes.
Nem o autarca nem a ministra da Saúde revelaram qual o destino a dar ao espaço do actual IPO.
Costa fez questão ainda de referir a sua "estranheza" pelo facto de o anterior Executivo ter dito que não havia espaço em Lisboa para a nova plataforma oncológica.»

Ainda bem Dr. António Costa que não foi avante.

Um jantar muito especial

Estava a chover e havia alerta laranja para o País. Mas fui. Fomos. Só faltaram uns quatro, da lista mental que eu falei, sentada ao lado da minha amiga Natália. Mulheres e homens de diversas categorias profissionais - Médicos de diversas especialidades, Enfermeiros, Secretários e Auxiliares - reunidos, de novo, numa festa homenagem organizada pelo actual, ao nosso último Director, que se reformou.
Nessa noite de 26 de Fevereiro, foi noite de nos olharmos e reconhecermos. Trocámos palavras amáveis. Vimos pessoas que não olhávamos há anos. Confraternizámos ao mesmo tempo que degustámos uma ementa variada da autoria do Chefe Chakall, no Restaurante Quinta dos Frades, em Lisboa. Um ambiente requintado, nada parecido com outros de festas idênticas onde, por tradição, «a gordurinha escorria pelo canto dos bêços». Passámos uns bons momentos e após um bater contínuo num copo que causou silêncio na sala, uma voz fez-se ouvir. Uma voz que transmitiu, com palavras simples, do que são feitas as Instituições. São feitas por Pessoas. São as Pessoas que fazem as instituições. Não o contrário. E todos concordámos. Contou episódios que espelharam o homenageado. Reconhecemos o conteúdo dando alguns risos. Lembrou outros, os que se foram fora de tempo, com alguma graça. Brindámos. Houve uma prenda - um taco de golfe - e depois o discurso de agradecimento por parte do homenageado, que me pareceu um pouco emocionado. Só podia.

Fiz-me presente porque desde 1977 até vir para casa, fui quota-parte de um grupo de Pessoas que, pelo seu trabalho, empenho e dedicação contribuíram para a continuação da boa reputação do Serviço e do nosso Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil,de Lisboa. Bem hajam os que continuam. Longa vida para vós todos.