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Saudade vai-te embora

Saudade vai-te embora

Olho a terra, olho o céu
E tudo me fala de ti
Do teu amor que perdi
Quando a minh'alma se perdeu
Sim, a única verdade
Presente no nosso amor
Tem como imagem a côr
tão bela e triste da saudade

Saudade, vai-te embora
Do meu peito tão cansado
Leva para bem longe este meu fado
Ficou escrita no vento esta paixão
À noite o vento é meu irmão
Anda a esquecer a tempestade
Também quero olvidar esta saudade
Ai de mim que o não consigo
Volta amor porque é verdade
.../

Uau. Que divertido. E este meu acompanhamento no refrão?! Ah fadista :) Penso que o original foi interpretado por Francisco José. Será? E tal como outras, sabia de cor. E hoje também sinto este poema de uma outra maneira. O BI é o culpado.

Há tão poucos anos que comecei a entender estes versos



Nem às paredes confesso

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça,
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Eu sou sincera
Porque não quero
Dar-te um desgosto

De quem eu gosto
nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém
Podes rogar
Podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso.

Soube-me tão bem cantar, em voz alta, no escurinho do cinema. Só gravei um pequeno trecho dum Medley interpretado pela Orquestra Ligeira do Exército - Nem às paredes confesso. O original foi interpretação de um senhor já ido, de nome Tony de Matos. Não o apreciei, no seu tempo. Era um dos cantores preferidos lá de casa. Eu confesso que o detestava :(.

Neste dia cantei-o de olhos semi-fechados, porque tal como o galo, sabia a música de cor.
Já agora, o senhor-tropa-cantor tinha cá um vozeirão!