A Lousã, para visitar com ternura
A Alfazema
Vai bem com amoras, mirtilos, cerejas, ameixas, morangos,
Conservação
Lousã - Vila e Serra
Lousã e o comboio que deixou de haver
Porque os Homens que decidem decidiram, a linha do comboio que ligou Coimbra a Serpins não estava. Mas foi aqui que esteve cerca de 100 anos! Foi por aqui que milhares de pessoas se deslocaram, que viajaram. A carvão e a disel.
A ida
Só de loucos, mesmo. As imagens apresentadas foram tiradas de dentro do carro e no caminho escolhido para chegar à Lousã.
Costumamos dizer que chegar à Lousã é como chegar a casa, embora ainda nos faltem percorrer trinta e poucos quilómetros serra acima. É da Lousã que fazemos os telefonemas para as Mães. Um hábito antigo que elas não dispensam. Compreendemos o que sentem e nós bem exigimos de outros também. Mas nem todos somos iguais em empatia, né? Ora para abreviar a ansiedade em que ficam as Mães, não custa nada avisar-mos que estamos quase a chegar.
Quem vai para a estrada, vai para a guerra. Quase. Temos alguns «ídos» antes do tempo por acidentes na estrada. Continuam a haver demasiadas mortes e feridos nas estradas por estupidez, por falta de civismo, por ignorância. As estradas, essas não podiam estar melhores, para serem usufruídas por gente civilizada. Para além disto, o ambiente atmosférico tem muita importância. Viajar em dia solarengo é um passeio, mas em dias assim, como as fotos documentam, só mesmo a vontade de estar no nosso cantinho na serra nos faz fazer à estrada. E eu que não creio, acrescento, viajo com o credo na boca ... Há energúmenos demais com volantes na mão. A chuva, o vento, a escuridão às três da tarde, são mote mais que suficiente para preocupar quem fica em casa e redobrar os sentidos de quem vai em viagem. Descontração sim, mas estupidez natural, não.
Mais uma vez fomos. E mais uma vez voltámos.
A cantiga escolhida para o «filme» é de Ingrid Michaelson, the way that I am.
Casa Velha, o nosso restaurante preferido na Lousã
Gostamos de tascas, tasquinhas, restaurantes. Locais onde se coma bem. Não muito, mas bem. E que não sejamos embarretados. Não conta o tamanho da casa, mas as propostas de pratos e a nossa realização estomacal. O modo como somos atendidos também conta. No final, é importantíssimo não haver surpresas indesejadas. Escolhi falar deste porque merece, está dentro dos nossos critérios. Os pratos aqui, no Casa Velha, são todos muito bem confeccionados.
Um dia de férias, com um sol mais refreado, tínhamos saído de casa já tarde, com destino à Lousã, em busca de um talho novo, o Esporão. Queria apresentar-me à dona, Maria Olinda, conhecê-la pessoalmente. Coisas da Internet. Encontrar o talho não foi difícil. A dona é que não estava. Mas estavam o filho e a futura nora. Uma simpatia de casal. Mas isso é outra estória. Para não perdermos tudo, fomos almoçar ao Casa Velha. Gostamos deste espaço por ser rústico e de cor azul, pelo profissionalismo e pela simpatia. A ementa regional está recheada de sabores irresistíveis e à hora do almoço as sugestões do dia esgotam-se, se for a um Sábado então ... até porque a relação preço-qualidade parece-nos real. Saímos sempre com a sensação de não termos sido embarretados. É isso.
Degustei uns filetes de bacalhau fresco (pela 1ª vez) com arroz de berbigão, a correr, no ponto. Marido, é mais carne, escolheu uma carne de porco de serrabulho. Carne macia, poucos temperos. Não resisti e provei um pouco de pão encharcado em molho. Huuuum! O vinho, das Caves Messias, deixou-se escorregar. Sobremesas, já não havia a tigelada ... Cafés e ála para casa.
Recomendo a visita.
Momentos (VIII)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
Cliques na Lousã. Uma vila que cresce a olhos vistos. Claro que estas não são as fotos que a representam hoje, pelo menos aos visitantes. Só a pessoas como nós, que fazemos da Lousã um dos locais a ir com alguma frequência, percebemos que há uma Lousã antiga, que conhecemos viva em tempos, ou com cara lavada ou a morrer.É uma vila (ou cidade?) onde deve ser agradável começar. É aqui que vive o Rodrigo, um-doce-de-pessoínha.













