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A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas


Já não serei criança, dirão. No entanto, dentro de mim, não deixa de existir aquela que sempre fui.  Em nós, no sentido de pudermos mudar, sonhamos. Em deuses bons, como o que aparece no anúncio da Nespresso. Em fadas boas, também. Pensei no texto abaixo, ao olhar ontem este sítio paradisíaco. Sítio de fadas e de deuses. 
Penso que se completam um ao outro, o texto e a foto do cantinho de Portugal onde gostava de ter nascido e vivido até agora.
Mas quem sou eu para viver aqui... 


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«A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas 
Age como um deus doente, mas como um deus. 
Porque embora afirme que existe o que não existe 
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo, 
Sabe que existir existe e não se explica, 
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir, 
Sabe que ser é estar em algum ponto 
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.»