Regata Bicentenário



Tenho seguido o diário de bordo da nossa Sagres.
Também encontrei este vídeo. Conta a história da Regata Bicentenário.
Dar um pulo aqui também para saber mais sobre o encontro e a regata de grandes veleiros.
Boa viagem :)

Justiça e dinheiro para o bife - será pedir assim tanto?

Afinal:

... /O i o ai, nós queremos é justiça/ o i o ai, e dinheiro para o bife/ o i o ai e não esta coboiada/ em que é tudo do sherife.

Sérgio Godinho,1979,Quatro quadras soltas.

A rolha que nos tapava a garganta já se soltou, há muitos anos, em Abril de 1974.

Apesar dos pesares, «o sherife» está mais forte. Entendo que são os poderes instituídos que me sugam a paciência e as minhas diversas sensibilidades.

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilitações são sem sentido, li algures, de Rubem Alves.

Divirtam-se a ouvi-los.

Até ver!

Boa viagem

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Tarde de sábado agradável. Amanhã dizem, já chove. Vamos ver o mar? Parámos naquele local do costume, quando vamos até à Ericeira. Bem no cimo da falésia, no sítio do Miradouro. Cliquei e pus-me a navegar. Em casa, procurei ficar com as melhores fotos. Afinal foi com o telélé. Algumas eliminei-as. As outras ficam aqui, num filme pequenino, com música e tudo. Dediquei-o a uns homens, marinheiros portugueses, que andam num veleiro por esses mares fora, a dar a volta ao mundo. Continuem bem.

Quando nada é certo, tudo é possível. Frase de Margaret Drabble, escritora britânica.

*Teixeira dos Santos à CNN: "Os mercados estão a exagerar"

*O procurador-geral da República (PGR) anunciou hoje a abertura de um inquérito (investigação) à divulgação pelo semanário "Sol" de notícias sobre as escutas telefónicas efetuadas no processo "Face Oculta", que envolvem figuras do PS como Armando Vara e Paulo Penedos.

*O juiz do processo Face Oculta desligou as escutas hoje divulgadas daquelas cuja destruição foi decidida pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e reiterou que vai cumprir "escrupulosamente" a ordem de Noronha do Nascimento.

*Em entrevista à Rádio Renascença, Cravinho considera que «as redes de tráfico de influências são o principal problema do país» e acusa a classe política de não enfrentar o desafio. «Isso hoje é o grande problema que nós temos pela frente, que é essencialmente um problema político, da classe política, e a classe política em Portugal, hoje, afasta toda e qualquer possibilidade de se considerar sequer o problema», diz. «Podemos fazer uma experiência, vão agora à Assembleia e ponham as coisas preto no branco, numa linguagem muito simples. Onde está o centro da corrupção grave em Portugal? Eu digo, está no sector político. Perguntem aos líderes políticos e vão ver se eles não assobiam para o ar», afirmou o ex-ministro, numa entrevista que será transmitida este sábado no programa Res Publica.

*Os países do G7, cujos ministros das Finanças se reúnem hoje no Canadá, acumulam uma dívida pública superior a 30 biliões de dólares (21,9 biliões de euros).

...*... Já chega. Frases retiradas da NET.

O Neorrealismo é um movimento que apareceu em Itália, no final da II Guerra Mundial. A sua principal característica é que representa a vida do dia a dia, a meio caminho entre o relato e o documentário, muitas vezes com personagens da rua em vez de actores profissionais. Lembrei-me deste movimento por pensar que o dia a dia actual da nossa vidinha política que nos entra casa adentro é neorrealista.

Quem manda nas gentes é Profissional ou é aquele que o poeta canta «arranja-me um emprego/ pode ser na tua empresa concerteza/ eu dava conta do recado e pra ti era um sossego» .../...?

Já agora, "La Dolce Vita", de Fellini (Vídeo do DN) estreou há 50 anos.

Uma frase com sentido

«Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira»

de Tolstoi

Falou quem sabe. Lê quem quer aprender.

A minha admiração pelo Dr. fernando Nobre é enorme. Primeiro pelo trabalho desenvolvido ao longo da sua vida. Depois, pelas tomadas de posição, ultimamente públicas, sem medos, de peito aberto, sabendo do que fala. Houvessem mais, muitos mais que o ouvissem e seguissem, talvez não estivéssemos tão dependentes dos Políticos.
No III Congresso Nacional de Economistas, Dr. Fernando Nobre falou, ou antes, criticou a posição das associações patronais que se têm manifestado contra o aumento do salário mínimo nacional.
O presidente da AMI, na sua intervenção considerou «completamente intolerável» que exista quem viva «com pensões de 300 ou menos euros por mês», e questionou toda a plateia: «acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?»

Importante clicar e ler a notícia em:
http://www.scribd.com/doc/26142752/Temos-40-de-pobres

Sobre o diz que se ouviu dizer

Aqui está tudo dito. Nada do que eu escrevesse descreveria melhor o que sinto sobre um dos «assuntos extraordinários» que se vive hoje no meu Portugal.

Aqui está uma notícia realmente importante

Revelada estrutura da enzima responsável pelo vírus da SIDA.
Os meus parabéns a Peter Cherepanov e sua equipa, pelo trabalho publicado na Nature.

A população mundial está cada vez mais perto da hipótese de novos fármacos para tratamento da SIDA.

Talvez dentro de poucos anos, vídeos como o que está aqui, apesar de criativo e engraçado, deixem de ter sentido.

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Mesmo à português

Jesus Cristo resolveu voltar à terra para fazer o bem.
Procurou o melhor lugar para descer e optou por um hospital português, onde viu um médico a trabalhar há muitas horas e a morrer de cansaço.
Para não atrair as atenções, decidiu aparecer vestido de médico.
Jesus Cristo entrou de bata, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o gabinete do médico.
Os pacientes viram e comentaram:
- Olha, vai mudar o turno...
Jesus Cristo entrou na sala e disse ao médico que podia sair, dado que ele mesmo iria assegurar o serviço.
E, decidido, gritou:
- O PRÓXIMO!
Entrou no gabinete um homem paraplégico que se deslocava numa cadeira de rodas.
Jesus Cristo levantou-se, olhou bem para o homem, e com a palma da mão direita sobre a sua cabeça disse:
- LEVANTA-TE E ANDA!
O homem levantou-se, andou e saiu do gabinete empurrando a cadeira de rodas.
Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou:
- Que tal é o médico novo?
Ele respondeu:
- Igualzinho aos outros... nem exames, nem análises, nem medicamentos... Nada! Só querem é despachar...

Recebida de D. Bacelar. Obrigada.

Throw It Away. Pois.



.../And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you
.../.

Reaccção precipitada

Um homem está calmamente no supermercado a fazer compras quando derepente uma bela morena, dos seus trinta e poucos anos olha fixamente para ele e esclama:
- Acho que você é pai de um dos meus meninos!
Incrédulo, faz um rápido exercício de memória, pensa na única vezque foi infiel à mulher e responde aflitíssimo:
- Você é aquela prostituta com quem fiz sexo, sem qualquer protecção, totalmente embriagado, à beira da piscina, naquela despedida de solteiro do Jorge, que estava ao nosso lado num bacanal com duas das suas colegas?
- Não. Sou a professora de matemática do seu filho Joãozinho...

Obrigada D. Bacelar. Para finalizar a noite a sorrir.

Falcão Azul. Conhece?

Uma empresa portuguesa, com certeza. Aqui. Vale a pena este passeio virtual. Para quem não conhece, este site apresenta um pedacinho de Portugal. Se tem saudades, mate-as. Depois, se puder, vá voar na libelinha tricolor. Sentir na pele esta beleza. Deve ser muito boa, esta sensação de voar sobre estes magníficos lugares, que já o são, quando os percorremos a pé.

Vá até Sesimbra: « Os que têem o mar a correr-lhes nas veias, os que vivem num país sofrido por lutas medievais e mouras conquistas .../... »*

Ou até Sintra: «Verde, verde, verde, um Paraíso ... uma cor que nos transporta para a tranquilidade ... Aqui começa o mar e acaba a terra .../...» *

Ou até o Alentejo: «Voar além Tejo. Um ver seco, um mar de caminhos por desbravar. O branco da cal. A alma das gentes, do conhecimento da hidtória: Monsarraz. O pincel que não hesita, acorda e transforma a tela. De novo as gentes. Um Alemtejo que nos faz sonhar. Évora. Gerações de homens que a escreveram, que a pintaram. Planície sem fim» *

Ou até a minha Lisboa, a começar no Cristo Rei: «Damos a mão ao rio. Gentes arrumadas no seu casario, à beira rio plantado. Gentes que descobrem, que deram novos mundos ao Mundo ... e dão vida a uma miragem. A cidade, nova, expõe-se , ilçuminando a nossa viagem cada vez mais próxima, cada vez mais ao lado do mar ... repousemos. É a história que nos susurra e nos liga a Séculos de distância. Lá longe, outros sonhos, novos voos.» *


* Frases soltas que ouvi e escrevi, enquanto olhava as imagens, de Francisco Fiqgueiredo

Aniversário da Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis

No âmbito da comemoração do 58º Aniversário, no dia 28 de Fevereiro próximo, a Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis está a organizar mais um convívio. No Restaurante Pina Manique, pelas 13:00h, um almoço. No mesmo dia, mas às 11:00h, um jogo de futebol 5, no Estádio Universitário de Lisboa.

Parabéns Rodrigo

Faz hoje 1 ano que festejei a chegada de Rodrigo aqui. Um doce, na pessoínha e no nome. Como está um pouco longe, na Lousã, não vamos poder dar beijinhos e cantar os Parabéns. Por esse motivo ficam aqui o nossos votos de longa vida, muita saúde e sorte para o Pai Nuno, a Mãe Ana Cristina e o seu filhote e meu priminho Rodrigo.

Achei alguma graça

Acho sempre muita graça a este tipo de respostas, que eventualmente dariam alguns personagens díspares da História e das nossas estórias.
A proposta é para comentar o seguinte:
«O frango atravessou a rua». Seguem-se os eventuais comentários.

Professora Primária
"Porque o frango queria chegar ao outro lado da rua."

Criança
"Porque sim."

Platão
"Porque queria alcançar o Bem."

Aristóteles
"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."

Descartes
"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."

Rousseau
"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva atravessar a rua."

Freud
"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua é um sintoma de insegurança sexual."

Darwin
"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los dotados da capacidade de cruzar a rua."

Einstein
"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."

Martin Luther King
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou."

George W. Bush
"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu arsenal de armas de destruição maciça. Por isso tivemos de eliminar o frango."

Cavaco Silva
"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."

José Sócrates
"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos. Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua para os frangos não terem de a atravessar."

Mário Soares
"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou atravessar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que eu atravesse outra vez a rua!!!"

Manuel Alegre
"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"

Jerónimo de Sousa
"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar a rua, e impedir a conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!"

Francisco Louçã
"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É uma mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"

Valentim Loureiro
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É mentira...!!! É tudo mentira!!!"

Paulo Bento
"O frango atravessou a rua com naturalidade, tranquilamente... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade, tranquilamente. O frango ainda é muito jovem e estas coisas pagam-se caro, tranquilamente e com naturalidade!!!"

Zé-zé Camarinha
"Porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma franga camone do outro lado da rua e já se sabe, não perdoou!!!"

Lili Caneças
"Porque se queria juntar aos outros mamíferos."

Uma frase com sentido

Ando a mendigar-te e tu não és capaz de te dar.

Em maré musical



Música clássica de nuestros hermanos muito bela. Alegre. E as castanholas então, são o instrumento principal desta obra, manuseadas magistralmente por uma senhora de nome Lucero Tena.
Lindo.

RTP - TRÊS CANTOS: JOSÉ MÁRIO BRANCO, FAUSTO E SÉRGIO GODINHO

RTP - TRÊS CANTOS: JOSÉ MÁRIO BRANCO, FAUSTO E SÉRGIO GODINHO (+ informação)

Pois foi. Perdi os espectáculos, mas não o programa. Às 10:00h de sábado passado sentei-me em frente à televisão, sintonizada no Canal 1. Esperei, como a marcar lugar. A RTP transmitiu. Cantei. Já passava da meia-noite, e eu a cantar. Emocionei-me. Três artistas fabulosos. Que viagens no tempo, ao cantá-los, como uma quarta voz. De entre mais de 30 cantigas escolhidas, 10 a cada um, a caber num determinado horário de transmissão, apresentaram estas e mais algumas que não ficaram bem gravadas no meu telélé. A imagem e o som não foram gravados em simultâneo... ou se foram, não se reproduziram com um mínimo de qualidade.
Quanto à actuação daqueles 3 mais uns tantos, bis. Peço bis. Repitam. Por favor.

Filmado com o Telélé. Em casa.

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Guerra e Paz
Refrão:
Guerreiros são só pontos no horizonte a monte a monte/ anda o guerreiro sem parar/ a paz foi tudo o que ele foi buscar/ guerra e paz a par e passo irmãs são/ guerra e paz a par e passo são
Ainda agora aqui chegado/ meu cavalo já cansado /trago o peito enamorado/ e a armadura em desalinho/ minha espada, eu embainho/ dai-me carne e dai-me vinho/
sou guerreiro por quimera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz

Dai-me carne e dai-me vinho/ dai-me uma mesa de pinho/ estendei toalha de linho/ onde estenderei meus dedos/ lede neles os enredos/ das conquistas, dos degredos/ assim eu contar pudera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz

De cada vez que me conto sei/ que me acrescento um ponto/ um cavalo novo monto/ e uma donzela arrebato/ despedido do recato/ vou de calma ao desacato/ vou do pardal à pantera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz

Vou da calma ao desacato/ de masmorras me resgato/ colorido é o meu retrato/ preto e branco meu caixinho/ o que fazes tu, meu filho/ outras guitarras dedilho/ sou trovador por quimera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz
E de meandro em meandro/ vou-me circunnavegando/ sob as estrelas buscando/ o outro lado da busca/ quase sempre o amor me ofusca/ de uma forma doce e brusca/ assim eu amar soubera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz

Retomado à vida o gosto/ meu cavalo recomposto/ no cabelo um fogo posto/ novos fogos atravesso/ desta forma me despeço/ do fracasso e do sucesso/ ladrões de quem os venera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz

Desta forma me despeço/ a viagem recomeço/ e se a casa não regresso/ é que outras casas me abrigam/ outros braços lá me amigam/ minhas brigas desfatigam/ como a luz na Primavera/ era uma vez um rapaz/ é vê-lo avançar entre a guerra e a paz.

Composição: Sérgio Godinho

Filmado com o Telélé. Em casa.

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Eu vi este povo a lutar (Confederação)

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

Sobre as águas calmas
Um vulcão de fogo
Toda a terra treme
Nas vozes deste povo

Mesmo no silêncio
Sabemos cantar
Povo por extenso
É unidade popular

Somos sete rios
Rios de certeza
Vamos lá cantando
No fragor da correnteza

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

A fruta está podre
Já não se remenda
Só bem cozidinha
No lume da contenda

Nós queremos trabalho
E casa decente
E carne do talho
E pão para toda a gente

Ai, meus ricos filhos
Tantos nove meses
Saem do meu ventre
Para a pança dos burgueses

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

Alça meu menino
Vê se te arrebitas
Que este peixe podre
Só é bom para os parasitas

Só a nosso mando
É que há liberdade
Vamos lá lutando
P’ra mudar a sociedade

Bandeira vermelha
Bem alevantada
Ai minha senhora
Que linda desfilada

Eu vi este povo a lutar
Para a sua exploração acabar
Sete rios de multidão
Que levavam História na mão

Letra e música: José Mário Branco

Filmado com o Telélé. Em casa.

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Inquietação

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Composição de José Mário Branco

Filmado com o Telélé. Em casa. Valia mais estar calada.

Uau. Como me senti bem, feliz mesmo, a acompanhar esta transmissão. Lamento que a minha voz tenha sido gravada sobreposta à de Sérgio Godinho. Defeito do aparelho. Se eu soubesse, tinha ficado caladinha, a um-um-ar. Imaginação não me falta. Quase lá, no Campo Pequeno e ao vivo. A Liberdade está a passar por aqui, também.

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Maré Alta

Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta

Composição de Sérgio Godinho

Filmado com o Telélé. Em casa.

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Foi por ela

Foi por ela que amanhã me vou embora
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança
em Lisboa fica o Tejo a ver navios
dos rossios de guitarras à janela
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
que eu passei das minhas contas foi por ela

Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos
em vez daquela manga curta colorida
se vais saír minha nação dos cabeçalhos
ainda a tiritar de frio acometida
mas o calor que era dantes também farta
e esvai-se o tropical sentido na lapela
foi por ela que eu vesti fato e gravata
que o sol até nem me faz falta foi por ela

Foi por ela que eu passo por coisas graves
e passei passando as passas dos Algarves
com tanto santo milagreiro todo o ano
foi por milagre que eu até nasci profano
e venho assim como um tritão subindo o rio
que dão forma como um Deus ao rosto dela
foi por ela que eu deixei de ser quem era
sem saber o que me espera foi por ela

Composição: Fausto

Filmado com o telélé. Em casa.

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A Ponta do Cabo, de Fausto. Por onde andará informação deste nosso Poeta, autor magnífico dos nossos cenários históricos, postos a cantar, do tempo das descobertas, da nossa história trágico-marítima?

Não consegui a letra desta magnífica apresentação, hino, sei lá o que lhe chamar. E não conheço os versos. Só sei que arrepia ouvir só de imaginar o Cabo, lá em baixo, com águas geladas e Adamastor. Penso eu de que. Magnífico.

Louras

Depois de ler muitos livros sobre o assunto, a loira decidiu ir pescar no gelo. Verificou a sua lista, preparou todas as ferramentas necessárias. Ao chegar ao gelo, a nossa jovem amiga encontra uma pequena área que lhe pareceu promissora. Posicionou-se e começou a fazer um corte circular na superfície. De repente, do alto, vem uma voz tonitruante:

- "NÃO HÁ PEIXE EMBAIXO DESSE GELO!"

Atónita, a loira move-se mais para frente e começa a cortar outro buraco.

Do alto, ouve a voz outra vez:

- "NÃO HÁ NENHUM PEIXE DEBAIXO DESSE GELO!"

A loira, tremendo, anda mais um pouco e antes mesmo de tentar o terceiro
buraco,
ouve a voz, mais impaciente:

- "NÃO HÁ NENHUM PEIXE EMBAIXO DESSE GELO, PORRA!!!"

Ela pára, olha para cima e pergunta:

- "O senhor é Deus?..."

E a voz, que saía de uma caixa de som:

- "NÃO, ANTA. SOU O GERENTE DO RINGUE DE PATINAGEM!!!"


Obrigada P. Santa Cruz. Rir é mesmo um bom remédio.