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Parabéns Maestro





Michel Legrand, nascido a 24 de Fevereiro de 1932, está de parabéns pelos 80 anos que hoje completa. Uma vida dedicada a fazer lindas composições que hão-de prevalecer para sempre.



Ventou agora



Bateu-me a saudade. Vive comigo desde 1999, primeiro de Abril. Por vezes é um mero sopro. Por vezes é ventania. Ventou agora. Fui buscar e aí fica.

Lembrar Gershwin


Porque aprecio imenso a música de Gershwin. Porque se foi muito jovem.
Faz hoje 113 anos que ele nasceu.

George Gershwin (1898-1937).Nasceu em 26 de setembro, no Brooklyn (Nova Iorque), filho de imigrantes russos, e seu nome era na realidade Jacob Gershowitz.
Seu interesse pela música surgiu ainda bem cedo eaos 15 anos largou os estudos e começou a compor. Foi um dos mais produtivos compositores de todos os tempos, com uma facilidade e um talento inquestionáveis, e ele mesmo uma vez afirmou que compunha cerca de seis canções diariamente, guardando apenas as melhores.
George Gershwin tinha seus pés firmemente plantados em dois universos distintos da música, ao escrever composições tanto populares quanto eruditas. Algumas de suas canções populares estão entre as mais conhecidas em todo o mundo até hoje e vários musicais da Broadway e filmes de Hollywood se tornaram inesquecíveis e históricos, através da sua musicalidade e do seu gênio.
Suas composições clássicas são usadas como ferramentas no ensino da música em diversos países como exemplo da entrada da música norte-americana no mundo erudito. Com Porgy and Bess, Um Americano em Paris, Rhapsody in Blue, Abertura Cubana, Concerto em Fá, Segunda Rapsódia e os Prelúdios. George Gershwin foi galgado ao patamar de compositores como Stravinsky, Ravel, Berlioz, Chopin, Beethoven e Mozart.
Dono de uma grande inventividade harmônica, o grande mérito de Gershwin foi introduzir os ritmos e os volteios (twists) melódicos do jazz tanto na música popular quanto na música erudita (principalmente).
Faleceu pouco antes de completar 39 anos, mais exatamente no dia 11 de julho de 1937, de um tumor no cérebro diagnosticado tardiamente. A perda prematura e chocante não permite qualquer avaliação coerente do legado que o compositor poderia nos ter deixado caso tivesse vivido mais.

Sua ousadia enquanto compositor, misturando ritmos, influências e estilos, tanto na área erudita quanto popular, influenciou os rumos da história da música de forma definitiva pelos quatro cantos do planeta.


In http://cultura.portaldomovimento.com/gershwin.html

A ida de Bob Marley, há 30 anos

«Não viva para que a sua presença seja notada, mas para que a sua falta seja sentida.»
Bob Marley


Bob Marley, quando a coisa não corre como eu gostava que corresse, penso muitas vezes na tua mensagem:

«Don't worry about a thing,
cause every little thing
gonna be all right".»

E fico bem, quase sempre ...

Obrigada pelo legado, John Williams

Ontem à noite, ainda na cozinha à volta dos tachos. A notícia caiu, assim: Morreu John Williams, aos 77 anos. Parei tudo, muda e quieta.
Ouviste? perguntou Marido. Passados instantes, um pouco emocionada, lembrei que não, não se foi, não morreu. Esta pessoa e outras idênticas, nunca morrem.
O que eu conhecia dele, continua a estar, continuo a ter. Um extraordinário legado musical. Filmes que vi e retive, não só pela estória, também pela música. Procurei e encontrei no Youtube esta amostra.


A legenda indica: «A tribute to Original Scores for motion pictures, arranged and conducted by composer John Williams. From the following movies:
(*)Casablanca,
(*)Citizen Kane,
(*)20th Century Fox Fanfare,
(*)Star Wars,
(*)The Sea Hawk,
Spellbound,
(*)Titanic,
(*)Psycho,
Jaws,
(*)The Pink Panther,
(*)Exodus,
(*)Out of Africa,
(*)Doctor Zhivago,
(*)Bridge on the River Kwai,
(*)Patton,
(*)Rocky,
(*)The Magnificent Seven,
The Natural,
(*)Cinema Paradiso,
(*)The Godfather,
(*)ET,
(*)Gone With the Wind».

Também:
(*)As Bruxas de Eastwick,
(*)The Accidental Tourist,
(*)JFK,
(*)Nixon.
(*)Saving Private Ryan
(*)Minority Report

Faltam mais. De entre esses que faltam, acrescento eu, o tema que mais me emocionou, que quase, quase afirmo como a música da minha vida, ao lado da Out of Africa. O tema de John Dunbar, em «Danças com lobos».


Até sempre, John Williams.


PS: (*) - Vi os filmes

As diversas «primeira vez» e os enredos da memória




Por ter ouvido esta canção na telefonia, a minha memória levou-me lá atrás, no tempo, há muitos anos, enquanto a ouvia no Youtube.
Foi um dia de férias grandes de 1968. Eu apresentei-me de mala na mão e um documento na outra a um homem fardado, no aeroporto de Figo Maduro. Ia fazer uma viagem num avião quadrimotor da força aérea portuguesa (o meu baptismo de voo), cheio de tropa para a guerra colonial e de mais uma dúzia de miúdos como eu. Com apenas 15 anos, outros mais novos, poucos mais velhos.
Lá dentro, atribuiram-nos os lugares sentados de frente. Os tropas, em grande algazarra, iam atrás, sentados de lado. Cantavam e cheirava a broa e a chouriço. Eu olhava os motores com curiosidade e as núvens e o mar. Até que mandaram pôr os cintos. Já teríamos chegado? Não. O voo não foi directo. Assim, surpresa, pela primeira vez pisei a Ilha do Sal, em Cabo Verde. Meia estonteada de emoção, olhar as escadas do avião enquanto descia era imperioso, mas espreitar à volta, também. Ainda não tinha amanhecido mas ficou-me para sempre a sensação primeira do bafo húmido no ar, que se pegou à pele. Tudo era novidade. Não tinha com quem trocar impressões. Lembro uma paisagem sem fim, esbranquiçada, árida. Ficou-me também a simpatia dos brancos sorrisos na pele crioula, do enorme espaço coberto para onde nos dirigimos e dos homens fardados, em conversas, à espera de embarcar. Estavamos ali, os miúdos em grupo, a olhar, quando houve alguém, fardado, que apareceu com garrafas de água e copos. Bebam pouca, para não enjoarem, foi a dica. Como me lembrei disto? Foi uma paragem rápida, uma hora se tanto. O tempo para abastecer o avião e continuar viagem. É o que lembro.
Ir a sério a Cabo Verde é um sonho para concretizar. Um dia. Pisar com outros olhos aquele País pequenininho. Sentir os cheiros. Vibrar com as cores. Entretanto, ouço mornas e coladeias.
Das muitas vozes de Cabo Verde que aprecio, que cantam temas em crioulo, em português ou em francês, escolhi esta, forte e melodiosa. A de Lura. O poema é em crioulo, por isso salpicado de português, e por isso, prestando atenção e buscando semelhanças, mesmo sem saber crioulo, entendemos a estória. Acho-a linda! Experimentem.
Tenham uma boa noite.
Estes são os palitos

Esta a banda a tocar na rua e nós debaixo de tenda :)

Este é o refrão da letra desta melodia:

«Ó limão ó verde limão
Solteirinha sim, casadinha não
Ó limão ó verde limão
Amor da minha alma,
dá-me a tua mão»

.....*.....

Terminamos a visita em beleza. Ao som de uma música de infância. Apesar da temperatura.

Ele foi, elas ficam, as canções.

O compositor George David Weiss morreu hoje, em Nove Jérsia com 89 anos. Morreu o homem, mas ficou a obra. Pelo menos, fazem parte do meu imaginário, 4 lindas canções da sua autoria.


Lullaby Of Birdland, letra de Mr. Weiss, interpretada por Ella Fitzgerald.

The lion sleeps tonight interpretado pela banda Tokens, Can't help falling in love de Elvis Presley e What a Wonderful World de Louis Armstrong.

Obrigada Mr. Weiss por nos deixar estes tesourinhos musicais.
Não me recordo de ouvir What It Seemed to Be, gravada em 1945 por Frank Sinatra. Graças ao Youtube voltei atrás no tempo. Adoro ouvir Sinatra.

Inté Mr. Weiss!

Refrão de um Poema adequado à situação

Espelho de Água

Vai, espelho de água,
trata e guarda, o que é nosso afinal.
Em nós, vive a arte, de ser parte,
de um mundo melhor.
Eu sei, que gestos banais, parecem pouco,
mas talvez sejam fundamentais.
Vai, espelho de água,
trata e guarda, o que é nosso afinal,
Em nós, vive a arte, de ser parte,
de um mundo melhor.

E um dueto, para terminar, com Jardins Proíbidos

.../
P'ra me perder, nesses recantos
Onde tu andas, sozinha sem mim,
Ardo em ciúme, desse jardim,
Onde só vai quem tu quiseres,
Onde és senhora do tempo sem fim,
Por minha cruz, jóia de luz
Entre as mulheres.

Mais uma

Agora espanhola. Língua, claro. Escolhi Raphael, «Yo soy aquél». Este foi paixão minha. N' este clip de vídeo, em 1966, eu tinha 13 anos e não perdi o Festival da Eurovisão. Como eu gostei deste artista :)
Espero que apreciem e tenham boas recordações.

Para Cármen, onde quer que estejas.

Ando à procura e achei. Mais este. De 1964. Não era lindo? Com os meus 11 anos nada sabia de francês. Só a partir dos 13 comecei a arranhar porque tinha a disciplina de Francês na minha escola, a Comercial Patrício Prazeres. E não só. Adamo continuou a partir corações durante muitos anos. Deu tempo para saber do que falava, quando cantava. E cantava tão bem!
Lembro Cármen, a sua maior fã, com o seu gira-discos portátil e dois álbuns gordíssimos de singles e 45 rotações que ela transportava de casa dela para a minha. Sentavamo-nos no chão da minha varanda que dava para a rua e escondidas atrás do resguarda-pernas, enviávamos sons para os que passavam, ouvirem. Partilhava-mos Beatles e a sua paixão às lágrimas por Salvatore Adamo. Que será feito de ti Cármen?

«Aujourd'hui, c'est le bal des gens bien.
Demoiselles, que vous êtes jolies!
Pas question de penser aux folies:
les folies sont affaires de vauriens.
On n'oublie pas les belles manières,
on demande au papa s'il permet;
et comme il se méfie des gourmets,
il vous passe la muselière.»
.../

Não é um privilégio ser do tempo deste senhor?
Sou também do tempo do respeitinho pelos papás que acompanhavam as filhas aos bailes, comme il faut
...

Se eu tivesse um martelo versão em inglês

http://www.youtube.com/watch?v=7SCt8JPAkgU é o link para o original da canção do martelo, IF I HAD A HAMMER, cuja letra e música são de Lee Hays e Pete Seeger.
É cantada aqui por Trini Lopez, em Dezembro de 1963, com Dick Brant no baixo e Mickey Jones na bateria.

If I had a hammer
I'd hammer in the morning
I'd hammer in the evening
All over this land
I'd hammer out danger
I'd hammer out a warning
I'd hammer out love between
my brothers and my sisters
All over this land
.../.

Havia na época a mania de adaptar, ou traduzir mais ou menos à letra, canções europeias para inglês e vice versa, talvez dado o grande fluxo de emigração de europeus, para os E.U.A.
A letra que Trini Lopez canta, é bem mais pacifista que a italiana, apesar de tudo.
Mas para mim, com 11 anos, o que contava era o ritmo, não tanto o significado da letra. Afinal, passar a vida a martelar por esse mundo fora ... não seria uma idéia que tivesse muitos seguidores, mas que era muito divertido ouvir, dançar e se possível «karaocar», lá isso era.
Divirtam-se recordando.

Dêem-me um martelo

http://www.youtube.com/watch?v=lGIXrziSLCQ&feature=related é o link para ouvir Rita Pavone em DATEMI UN MARTELLO, de 1963. Há que anos não ouço cantar em Italiano.

Datemi un martello.
Che cosa ne vuoi fare?
Lo voglio dare in testa
a chi non mi va.
A quella smorfiosa
con gli occhi dipintiche
tutti quanti fan ballare,
lasciandomi a guardare,
eh che rabbia mi fa,
um um che rabbia mi fa.

... / ...

Eu só tinha 11 anos e já dava uns passos de huly-guly. Adorava a Rita.
Nos anos 60 do século passado, ouvia-mos na rádio-telefonia muita música italiana, francesa, espanhola, para além da anglo-saxónica, com e sem pronuncia, claro.
Hoje recordo esta Rita endiabrada.
Valeu pela viagem ao passado que o Youtube proporcionou e pelo contentamento que senti ao acompanhá-la só nos primeiros 4 versos :)

Stand by me and I'll stand by you all.

A propósito do post anterior, nem de propósito. Recebi de meu Irmão este clip de vídeo. Vejam, não deixem de ver, por favor.
A música contém uma linguagem universal. Só os não puros - e deles não é o reino dos céus - a acondenam.

Em busca da beleza humana

Rezemos para que a raça humana jamais fuja da Terra para espalhar a sua iniquidade para outros lugares.
C.S. Lewis



Encontrei este tema. Saberemos, ao certo, quem nos ama?

Copiado de «Olhos Verdes»



Há tantas músicas que me fazem bem, mas não me lembro delas, assim, quando preciso. Vagueio e surpresa! Ao visitar os meus seguidores (ou lá o que isso quer dizer) topo com uma.

Aqui fica, Dust in the wind. A interpretação dos Scorpions ou dos Kansas? Qualquer uma. São ambas fortes e ambas refletem o que sinto nestes últimos dias. Nothing is forever.

Justiça e dinheiro para o bife - será pedir assim tanto?

Afinal:

... /O i o ai, nós queremos é justiça/ o i o ai, e dinheiro para o bife/ o i o ai e não esta coboiada/ em que é tudo do sherife.

Sérgio Godinho,1979,Quatro quadras soltas.

A rolha que nos tapava a garganta já se soltou, há muitos anos, em Abril de 1974.

Apesar dos pesares, «o sherife» está mais forte. Entendo que são os poderes instituídos que me sugam a paciência e as minhas diversas sensibilidades.

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilitações são sem sentido, li algures, de Rubem Alves.

Divirtam-se a ouvi-los.

Até ver!

Throw It Away. Pois.



.../And keep your hand wide open
Let the sun shine through
'Cause you can never lose a thing
If it belongs to you
.../.