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Da última vez que entrei para o visitar, invadida por uma grande emoção, fiz questão de guardar esta imagem, agarrada que me pus ao leme do Navio Escola Sagres. Foi em 1999.
*A Pátria honrae que a Pátria vos contempla* é uma frase que conheço há muitos anos. Sou do Século passado, é natural sabermos estas coisas. É da autoria de José da Silva Mendes Leal, que em 1863 assim legislou quando era na na altura Ministro da Marinha e Ultramar (1820-1886) e está espalhada por alguns locais onde a colonização portuguesa se fez presente. Como, por exemplo nas Portas do Cerco, o lugar que marcava a fronteira entre o antigo território português de Macau e a China
Tem este post a minha vontade de lembrar aos portugueses, mesmo nesta época de azáfama, de crise monetária, de fome e de fartura, de ladrões e gente honrada, de coisas boas e coisas más, que quase passou 1 ano e ele está a chegar. Se o tempo ajudar, desejo esperar este Navio no Terreiro do Paço, com um lenço branco na mão, a acenar boas vindas.
Tem também o fito de avivar a lembrança - a quem aprecia e sonha com grandes viagens mas apenas viaja nas viagens de outros - a quem já esqueceu que Sagres deu a volta ao Mundo e já veleja por águas Mediterrânicas.
A notícia é:
- «Após quase um ano de viagem à volta do Mundo, o Navio-Escola SAGRES, comandado pelo Cap. Frag. Luís Proença Mendes, entrará a barra do Tejo na manhã da próxima quinta-feira, dia 23 de Dezembro. Tanto quanto julgamos saber, muitos velejadores e desportistas náuticos preparam já as suas embarcações, para irem saudar aquele que é um dos mais emblemáticos navios da Armada, no seu trânsito no Rio Tejo para a Base Naval, estimando-se que passe em frente a Belém cerca das 09h00. O Navio partiu em 19 de Janeiro, como tivemos oportunidade de noticiar na RM 954, percorreu cerca de 40.000 milhas em 5.500 horas de navegação e visitou mais de trinta portos estrangeiros, tendo sido visitado por cerca de 300.000 pessoas! A SAGRES é um veleiro com cerca de 90 metros de comprimento, 12 de boca e 6,2 de calado, deslocando 1940 tons, com quatro mastros, 23 velas, uma superfície vélica de 1.950 m2 e armação em barca, dispondo também de um motor auxiliar (1000 CV - 9 nós). Foi construído em 1937, na Alemanha, nos estaleiros da firma Blohm & Voss, em Hamburgo, juntamente com mais três navios semelhantes, o EAGLE, da Guarda-Costeira dos EUA, o MIRCEA, da Roménia, e o TOVARICH, da Rússia, a que se juntou, quase vinte anos depois, o GORCH FOCH, Navio-Escola da Marinha Alemã. A primeira viagem de circum-navegação da SAGRES teve lugar em 1978/79 e a segunda em1983/84, ocorrendo esta terceira edição cerca de vinte e sete anos depois.»
A toda a tripulação da Sagres e ao seu Comandante, desejo boa aportagem.

Falcão Azul. Conhece?

Uma empresa portuguesa, com certeza. Aqui. Vale a pena este passeio virtual. Para quem não conhece, este site apresenta um pedacinho de Portugal. Se tem saudades, mate-as. Depois, se puder, vá voar na libelinha tricolor. Sentir na pele esta beleza. Deve ser muito boa, esta sensação de voar sobre estes magníficos lugares, que já o são, quando os percorremos a pé.

Vá até Sesimbra: « Os que têem o mar a correr-lhes nas veias, os que vivem num país sofrido por lutas medievais e mouras conquistas .../... »*

Ou até Sintra: «Verde, verde, verde, um Paraíso ... uma cor que nos transporta para a tranquilidade ... Aqui começa o mar e acaba a terra .../...» *

Ou até o Alentejo: «Voar além Tejo. Um ver seco, um mar de caminhos por desbravar. O branco da cal. A alma das gentes, do conhecimento da hidtória: Monsarraz. O pincel que não hesita, acorda e transforma a tela. De novo as gentes. Um Alemtejo que nos faz sonhar. Évora. Gerações de homens que a escreveram, que a pintaram. Planície sem fim» *

Ou até a minha Lisboa, a começar no Cristo Rei: «Damos a mão ao rio. Gentes arrumadas no seu casario, à beira rio plantado. Gentes que descobrem, que deram novos mundos ao Mundo ... e dão vida a uma miragem. A cidade, nova, expõe-se , ilçuminando a nossa viagem cada vez mais próxima, cada vez mais ao lado do mar ... repousemos. É a história que nos susurra e nos liga a Séculos de distância. Lá longe, outros sonhos, novos voos.» *


* Frases soltas que ouvi e escrevi, enquanto olhava as imagens, de Francisco Fiqgueiredo