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A ida


Só de loucos, mesmo. As imagens apresentadas foram tiradas de dentro do carro e no caminho escolhido para chegar à Lousã.
Costumamos dizer que chegar à Lousã é como chegar a casa, embora ainda nos faltem percorrer trinta e poucos quilómetros serra acima. É da Lousã que fazemos os telefonemas para as Mães. Um hábito antigo que elas não dispensam. Compreendemos o que sentem e nós bem exigimos de outros também. Mas nem todos somos iguais em empatia, né? Ora para abreviar a ansiedade em que ficam as Mães, não custa nada avisar-mos que estamos quase a chegar.

Quem vai para a estrada, vai para a guerra. Quase. Temos alguns «ídos» antes do tempo por acidentes na estrada. Continuam a haver demasiadas mortes e feridos nas estradas por estupidez, por falta de civismo, por ignorância. As estradas, essas não podiam estar melhores, para serem usufruídas por gente civilizada. Para além disto, o ambiente atmosférico tem muita importância. Viajar em dia solarengo é um passeio, mas em dias assim, como as fotos documentam, só mesmo a vontade de estar no nosso cantinho na serra nos faz fazer à estrada. E eu que não creio, acrescento, viajo com o credo na boca ... Há energúmenos demais com volantes na mão. A chuva, o vento, a escuridão às três da tarde, são mote mais que suficiente para preocupar quem fica em casa e redobrar os sentidos de quem vai em viagem. Descontração sim, mas estupidez natural, não.

Mais uma vez fomos. E mais uma vez voltámos.

A cantiga escolhida para o «filme» é de Ingrid Michaelson, the way that I am.