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Momentos (XIX)


Dia 13 de Setembro, Domingo. Precisávamos arranjar uma solução para o telheirinho no pátio grande. Com muita pena nossa, teríamos de tapá-lo por baixo, porque os autóctones com asas e bico faziam dele o seu abrigo e wc também. A parede, a porta e o chão parecia apresentavam uma coloração e aspecto de guano. Claro que exagero porque, com a frequência necessária, uma boa alma de sua graça Aurora, vai dar de beber às plantinhas e aponta para lá um esguicho que vai limpando. De qualquer maneira, resolvemos tapar o acesso ao telheiro. Marido estudou a forma, tirou medidas e vamos a Góis? Mas é Domingo, recordei. Mesmo ao Domingo há sempre qualquer coisa aberta. Estamos em férias, não estamos? Serve de passeio. E lá fomos. Realmente estava aberta a loja do Sr. Adão, por uns instantes, disse-nos, que era dia de Santa Maria Maior, padroeira de Góis. Vai haver Procissão, sabiam? Não! Mas ouço música e espreitei para o Largo: lá vinha a Banda. Adoro Bandas Filarmónicas. E a Banda Filarmónica de Góis que bem que toca. Pena a nossa pressa de ir para casa. Já no fim do desfile olhei melhor e reconheci a figura alegre e sorridente de Zé Manel. Fica o registo, embora um pouco atrasado no tempo.