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Rica em Iodo

4 de Junho. Um dia a não esquecer.

Praia de Moledo, Caminha. O Monte de Santa Tecla (Tecra para os espanhóis), em fundo

Nas rochas quentes, apetecia mesmo deitar. Uma boa terapia, gratuita.
As gaivotas e euzinha, damo-nos muito bem.

A água, fria, límpida, oceânica, Atlântica. Mais adjectivos para quê?

Ai o mar, o mar que falta me faz, que bem me faz.

Bi e Marido depois de umas corridas na areia ...

As senhoras nossas Mães - venham, faz bem o sol da Caparica.

Sentada em cima de uma mão, a estrela do passeio. Não passa despercebida.

Lisboa vista da Ponte 25 de Abril apresentava-se nada convidativa. Na realidade falta-lhe o Sol da Caparica



Posted by Picasa
Os campos preparados para as sementeiras. O mar, a Costa Azul. A Ericeira, de novo. Para se estar. Receber os raios de Sol e o vento fresco e tomá-los como um gelado coberto de chocolate quente. Até apetecer. Depois de carregadas as baterias, limpos os neurónios, voltar a casa. Arrumar as compras. Lanchar um pastelinho de feijão de Torres Vedras. Um dia feliz, o de sábado passado. Amanhã, é outro sábado, outro dia. A ver vamos, como diz o cego.

Clics com o telélé da tarde de sábado

Já estava combinado. Almoço e a seguir Costa de Caparica, que o sol de Tavira já ficou na banheira e parecemos umas lulas não tarda.
Costa de Caparica? Num sábado? Devíamos ter desconfiado, mas a culpa foi minha. Mesmo no início da Avenida de Ceuta, uma bicha parada de 3 filas, debaixo de uma calor nada agradável. Um pára-arranca que nunca mais lá chegaríamos e só estragaria a nossa tarde. Ainda tivemos tempo de voltar para trás. Saímos e tomámos a de Cascais. Fomos até à Avenida Marginal. Muito sol, poucos carros e muita gente a desfrutar aquele areal, longo, até o Estoril. Ficámos em Oeiras. Há tantos anos que não estendíamos ali a toalha! O vento era forte, chegámos a trincar areia, mas foi divertido. Muitos barquinhos à vela, decerto vindos da doca existente no final do Passeio Marítimo, a seguir à INATEL de Oeiras.
Sentámos, dado que deitar nem pensar. O vento refrescava mas oferecia areia. Até picava, que esta é grossa, da cor de açúcar amarelo. Melhor que deitar é apanhar Sol e ver os barquinhos de brancas velas e azuis velas, às voltas, às voltas, em frente à praia. Lembrei dum samba «Dia de luz/ festa de sol/ e o barquinho a deslizar/ no macio azul do mar/ tudo é verão e o amor se faz/ num barquinho pelo mar / que desliza sem parar /...». Uma hora e meia chegou para re-ganhar a cor. Apesar do vento a chatear. Já chega? pergunta Marido. Já. Sacudir bem a areia, vestir e voltar. Depois fui clicando, da janela do meu carro.
A Marginal a caminho de Lisboa estava boa para passear. Íamos olhando o areal com bastantes veraneantes de guarda sol e toalha estendida. Mas poucos, deitados.
Ao fundo espreita o forte (ou fortaleza) de São Bruno de Caxias
Cliquei o Forte de São Bruno de Caxias, outro areal salpicado de gentes e seus apetrechos coloridos.A subida para Algés. Mais à frente na despedida da Marginal, corta-se à esquerda, a caminho de casa. As praias da linha estão limpas, com bastante areia e servem perfeitamente para umas horas de puro ócio, a dourar, olhar o Tejo e o mar. Ao pé de gentes, de diversas cores e idiomas :).
Apesar da presença de polícia, continuei a olhar o mar. Talvez por essa presença tivesse havido contenção nos folguedos. Mas disto não falo agora.

O mar Atlântico é sublime.

Estava muito vento na Ericeira. Fomos um pouco mais para Norte. Praia dos Coxos. Nome engraçado. Não havia sítio para estacionar. Imensa gente, principalmente surfers. Voltámos para trás. Um pouco a subir, antes da Ericeira, local para parar. Saímos.

Impossível descer, por causa da subida. Tal como o poeta disse «há mar e mar, há ir e voltar». Dá para entender?

Ficámos em cima a apreciar a vista para a Praia da Ribeira D'Ilhas. No sítio apropriado para turista apreciar. O vento continuava forte, abanava-nos, mas não transportava as minúsculas gotículas de água, como na Ericeira. Deu para aguentar. Era de tirar o fôlego. Há sítios em Portugal que me prendem. Este é um deles. Se a terra se espreguiçasse naquele momento, voaríamos alto, até aterrarmos de cabeça e sem asas. Seríamos notícia?



A descida é mesmo íngreme. Só de pensar no sentido inverso, fiquei cansada. Sentei-me. O mar estava picotado de pontinhos pretos. Acho-lhes graça. Sentados em cima das pranchas, minuto após minuto, à espera da onda. Deve dar uma boa sensação. Surfar, digo eu. Contei-os. Marido juntou mais alguns. Seriam 28.


Na cor, na calma e na rebentação, o Atlântico é sublime.

PS: Senti-me a sufocar. Não foi só de ver o mar àquela altitude. Foi ouvir um constante latir, doloroso, de choro e dor, de um cão que não conseguíamos olhar. Dentro dos carros estacionados, não estava nenhum. Aproximamo-nos mais do início das escadas. Lá estava ele.

Cão que ninguém viu, na descida para Ribeira D'Ilhas

Era aquele o animal sofredor. Porte médio, novinho ainda. Magérrimo, com os ossos colados à pele. Olhava e gania. Gritos caninos que feriam não os tímpanos, mas o coração. Mais um animal abandonado, procurando vestígios do seu dono. Cheirava o chão pisado e fugia de todas as pessoas que se aproximavam das escadas para a praia. Descia os degraus à frente de todos e encostava-se às ervas, com medo. Depois voltava a subir, a olhar e a uivar. Tem fome, concordámos. Marido foi ao carro buscar pão e água. Se realmente fosse fome, ele comeria. Abaixámo-nos, para ficarmos à sua altura e Marido partiu o pão em pedaços que eu molhei com água. Foi impossível a aproximação. Chamámos por ele e mandámos, pedaço a pedaço. Ele vinha, de cauda entre as pernas, meio agachado. Pegava o pedaço de pão que mastigava pouco e engolia de seguida. Olhava-nos a pedir mais, entre latidos. Para além de tudo tinha fome. Essa necessidade nós pudemos mitigar, um pouco. As pessoas que passavam por nós - surfers meio vestidos, tatuados, simples visitantes do local - contornavam-no, evitavam um olhar. Nem um comentário. Nem um gesto de solidariedade. É como se nada ali estivesse a sofrer. O fito era a praia, o interesse pessoal nas ondas a garantir sucesso, a diversão, as férias. Tanta gente que passou naqueles 15 minutos que ali permanecemos. Imperturbáveis.
O chão inclinado não aceitava um recipiente com água. Tombava e entornava logo. Não podíamos fazer mais nada. Não conseguimos continuar ali. E o cão abandonado lá ficou. A subir e a descer os degraus. A olhar as pessoas. A ganir. À espera do dono que o abandonou. À espera.

Andar descalça na areia molhada faz bem?

Sim, pois além de proporcionar relaxamento e bem-estar físico, ao caminhar descalço na areia ou em outras superfícies naturais (podem ser pedrinhas, grãos, folhas secas e cascalho) você estimula as milhares de terminações nervosas existentes na planta dos pés. Essas terminações são ligadas por meio de ramificações aos diversos órgãos internos, à coluna vertebral, à cabeça e aos membros superiores e inferiores do corpo. A massagem na planta do pé pode favorecer o bom funcionamento dessas partes e ajudar a recuperar o equilíbrio perdido. A prática de cuidar do corpo pelo acto de tocar e estimular regiões dos pés recebeu o nome de reflexologia e é usada pelos chineses e egípcios há milhares de anos. Os especialistas, no entanto, aconselham a caminhar em terrenos planos. São os mais indicados porque não provocam sobrecarga nas articulações e não exigem tanto do equilíbrio, diz quem sabe. Quanto a andar na areia fofa ou batida, vai depender do vigor físico de cada um. Na areia fofa, a pessoa vai precisar fazer mais força e ter um melhor equilíbrio, mas não há nenhuma contra-indicação. A única ressalva feita pelos dermatologistas é evitar caminhar descalço em determinados locais públicos, como praças e calçadas, para evitar o risco de contrair micoses.

Informação retirada da Revista Vida Simples

Praia da Manta Rota

Bom o acesso. Atlântico em fundo azul.

As nuances do azul em chão de açucar amarelo. Estou no paraíso.

Para sul, Monte Gordo
Para Norte, sem fim à vista.

Outro dia. Outros olhares

Naturalmente, uma concha.

Só restou o que terá sido a casa de um petisco de ave

Alguém pernoitou e esqueceu

Azuis em cor de açúcar amarelo. Espero a bolinha ...

Poderia chamar-se Alegria

Na praia, Bianca à solta. Pelo menos uma vez. Ela merece e nem costuma fazer cocós fora de casa :). Asseada a minha «menina».

Curva apertada para
arrancar na minha direcção
numa corrida enérgica (uma pata no chão)

com travagem a 3 patas

para voltar a arrancar em direcção ao dono


curvar, travar e ... de novo vir ao meu encontro.

Já Shakespeare afirmou: um coração alegre vive mais tempo.