O meu sítio seguro
Sabem sempre a pouco, os dias de férias.
Subida aos Penedos de Góis
Em meados de Agosto, eu assisti a esta viagem, da minha janela na Cerdeira. A subida aos Penedos de Góis. Cerdeirences de sangue ou de coração, há anos que embarcam nesta aventura. Os mais resistentes, os mais novos, seja quem forem, é preciso é que nunca desistam de nos encantar.
São precisos alguns atributos, que eu não tenho, como força nas canelas...
Subir a 1048 metros de altitude, é obra.
E as nuvens, ai as nuvens, a refrescar. Sentem o aroma das nuvens?
Obrigada MrChaimite pela partilha.
Com este filme, posso ir até lá, quando me apetecer.
A barroca da minha infância
Dia de subida ao Penedo

Três foram cedo
Na rua, uns burburinhos. Depois outra voz mais alta: «Atão sempre vão! Ai que malucos!» Abri a porta e deparei-me com três tontos preparados para escalar até aos 1048 metros de altitude que o Penedo apresenta. Bom dia! Parem aí, pedi-lhes. Deixem-me fotografar o momento. Eram 08:47h. Disse-lhes que da estrada do Vale Torto até ao Penedo não se via nada, era uma nuvem pegadinha. Ó! Isso levanta. Vamos mas é, que o sol depois aparece e queremos estar o mais perto possível.
Da minha janela, na Serra da Lousã
Cerca das 20:27h - uma aguarela. Um presente
Cabrito preto


A mãe cabra e um primo pequeno aproximaram-se desconfiados, tal como outros mamíferos quadrúpedes quando um humano deixa o seu odor de colo no pelo da cria.
Neve, pouca. Gelo, muito.
Dia 14 de Agosto, subida ao Penedo.
Mês de Agosto é o mês dos portugueses de férias. Na Cerdeira, um grupo de cerca de 30 pessoas (foi a informação que obtive) aventurou-se na subida ao Penedo, descida a Povorais e regresso à Cerdeira (também segundo informação, de carros).
Enquanto iam progredindo, tentei apanhar pelo menos os sons. E consegui.
Deve ter sido divertido!
Viajar no crepúsculo
Cliquei Lua em quarto-crescente sobre a Serra da Lousã.
Natural da Serra da Lousã
Que me encantou naquele lugar, em dois dias de ida e volta, em Maio mês das flores? Muitas pequenas coisas.
Naquela quietude, estava eu perdendo o olhar pelos Penedos, quando ouvi o som de patinhas saltitantes pelo algeroz afora, um piar e um canto e o voo desse pequeno ser, um pardalito irrequieto. Fez ninho na minha casa, obrigando-me a olhar para cima, enquanto tentava guardá-lo num clic para o trazer para casa. Em fundo nublado ou em fundo azul, lá estava ele.
O «brrrrrrrr» das asinhas a baterem, que senti nalguns instantes, em voo raso à minha pessoa, queda e muda, parecia desafiar-me. Vem comigo, vem voar! Imaginação não me falta. Mas voar, não vôo. Muda e queda continuei, para não o perturbar. Para ele não me perceber.
Foram três clics e apanhei-o na sua lida.
Que encanto de criaturinha.
Lua, calor e ralos
«- Bonita noite de Primavera, vizinho Ralo! – Comenta o grilo, à porta da toca.- Mas talvez ainda um pouco fresca… – Contrapõe o vizinho, lá do seu buraco.- Ora, ora, para mim está excelente! – Exclama o insecto saltador.- Quer dizer que vamos ter serenata… – Insinua o ralo.O grilo levanta as asas:- Claro. Ou até uma desgarrada! – E logo, temeroso: - Não me diga que quer ficar de fora?!- Não, não. Por mim, estou pronto para cantar a qualquer hora!- Antes assim. – Diz o grilo.E ficam, o grilo e o ralo, a afinar o canto no canto do jardim.»Soledade Martinho CostaDo livro "Histórias que a Primavera me Contou"Ed. Publicações Europa-América



















