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Tamarilho (Cyphomandra betacea)



Tamarilhos na árvore. Joguei alguns à terra, inteiros mas esborrachados, ou o mesmo que, semeei uns há cerca de 1 ano meia dúzia deles e viraram plantinhas, lá em cima na Cerdeira.
Dulce Pinto, que mora algures ao pé de Góis pediu-me há tempos umas mudas através do meu e-mail, dado que já escrevi qualquer coisa sobre este fruto, num dos meus blogs. Estas coisas da Internet têm muita graça. 

Ora este fim de semana, estive por terras goienses. Os pés continuaram a crescer, num vaso. Ora se se deram bem a cerca de 1000 metros, também se darão bem numa terra ao nível do mar. Peguei e deixei 3 pezinhos entregues numa loja em frente ao Centro de Saúde de Góis, o ponto que Dulce escolheu, conhecido de ambas, para os poder ir recolher. 

Já recebi uma mensagem e foram entregues. Espero que cresçam e frutifiquem. Só há que ter algum cuidado com as geadas e ventos fortes. Parece que só florescem em locais de noites muito frias. Para além de combaterem o colesterol e terem uma cor e um sabor intensíssimos.

Espero, também, Dulce Pinto, que um dia nós nos conheçamos. 

Posted by Picasa

24 de Abril, um domingo cheio de sol

Almoço em Góis? Pode ser. Mas hoje deve estar tudo cheio. E estava. Fomos espreitando até que estacionámos. Meio dia e 10 e já a Dona Isabel não tinha parança. Vivam! cumprimentou, com aquele sorriso na cara bonita. Depois dos beijinhos, o apontar para uma mesa para dois, no fundo da sala, com gente dos lados. Só ali ou lá fora. Não, lá fora está muito calor. E ficámos. Para Marido tirar a barriga de miséria da dieta de carnes que nos imponho (não, não tinha nada a ver com a época festiva) pedimos uma costeleta de novilho para ele. Brrr. Nunca vi tanta carne junta, disse, roubando-lhe uma batata. Sobrou metade, que trouxemos para casa. O tempo não é de desperdícios. Eu, também quebrei o jejum, mas com o bitoque da casa, pequeno bife tenro, com ovinho de gema para molhar a broa. Delícia. Só para deixar aqui que somos fãs, há muitos anos, do Restaurante Beira Rio. Comida caseira, bem temperada, em quantidade mais que suficiente e bastante variada.
Um bem haja para esta família pela simpatia e modo carinhoso como trata os seus clientes, que tem conseguido manter um estabelecimento aberto há bastantes anos, sem no entanto subir muito os preços mantendo a qualidade na oferta.
Depois de almoço, a volta por Góis para de novo subir a serra, caminho de casa.
Góis estava vazia. O Penedo espreita e convida-nos, à esquerda da foto, com candeeiro a cortar. Lá em cima é que estamos bem.

3º dia de férias na Serra da Lousã



Amanheceu sem nuvens no dia 3. Apresentou-se um pouco opaco. O frio, esse não já não era surpresa. Ála passear. De carro pois, porque me é de todo impossível caminhar e respirar na rua em temperaturas de 2 ou 3 graus Centígrados. Coisas minhas, físicas. Nada a fazer. Ir onde? Sempre o mesmo dilema. Ali estava-se tão bem, mas dar a voltinha a pé com aquela temperatura, nem só com os olhos de fora. Nem pensar. E se fossemos até à Cabreira?! sugeri. Há lá um restaurante com um nome muito giro, a Tranca da Barriga ...
Depois de imaginar o percurso a seguir, até seria um passeio diferente porque nunca tinhamos subido, de Góis,a a EM 543 para a Nacional 2. Descer, sim, muitas vezes. E lá fomos. Com Bi atrás, deitadinha na sua nova cama comprada na «Loja dos Chineses» em Góis. A propósito, eles são muito atenciosos, sorridentes e até criaram um posto de trabalho para uma portuguesa. Por causa de traduzir a língua? Talvez não, agora, que a chinesinha fala bem o português e nós, por defeito ou virtude, fazemos todos os possíveis para os entendermos, a eles ou a quaisquer outros estrangeiros que estejam cá, a trabalhar ou em férias.
Ora bem. Estando em Góis, foi junto aos Bombeiros que iniciámos a subida, a caminho do almoço. A Estrada Municipal (EM ) 543 e levou-nos lá, mas sinuosamente. Passámos Cortecega. Muitas curvas depois, a Cabreira. A cada curva, uma paisagem diferente. Eu fui clicando, dentro do carro em andamento e de janela aberta, com Marido a refilar por causa do frio, que era glaciar para nós, ainda habituados a 4 Estações. Mas foi-me impossível não o fazer. Estar sentada a ver toda aquela paisagem belíssima a desafiar-me e não a clicar e trazer para casa, era um desperdício. Eu e os meus clics, para poder mostrar aquele cantinho de Portugal, na Beira Interior, um dos mais pobres de Portugal.
Cabreira olhada pela 1ª vez. O Restaurante? Placa não havia, mas houve uma senhora loura de cabelo encaracolado simpatiquíssima que nos indicou o melhor caminho. Entrámos. Boa tarde! Sentimos o natural acolhimento daquela zona. Subimos ao 1º andar. Sentámo-nos. Apareceu Álvaro Martins. Trocámos conhecimentos e «facebooks». Que comer? Feijoada, o prato do dia. Sem ser carne? Polvo acabado de cozer para uma saladinha ou se quiser, com batata e legumes. Não é preciso. Traga uma dose de feijoada e uma saladinha de polvo. Vinho da casa, azeitonas temperadas, um queijinho de cabra. Melhor? Não. Aprovados. Sobremesa, arroz de mel. Tivemos de experimentar. Com limão e pau de canela. Ainda morno. Um pouco mais de cozedura do grão e estaria irrepreensível. Café bom. Preço óptimo. Desejamos à nova gerência da Tranca na Barriga, na pessoa de Álvaro Martins, muita sorte. Foi um prazer lá ter ido.
Depois restava a viagem de regresso. Por cima para a Nacional 2? Ou descer a Góis? Por cima, que andaram carros da Câmara a meter sal nas estradas. A tarde caía. O Penedo estava quase opaco.
Vou preparar o próximo filme.

A vista a caminho de Góis ...

Parque heólico (à direita da Folgosa)

Para lá de Góis

A Vila de Góis, à direita da foto, em baixo


Cortecega, à esquerda da foto, a espreitar. Viva Eugénia Santa Cruz!

Estrela ainda em fundo.