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Ficou escrito

num papelinho que agora está amachucado e vai para o lixo. Pela actualidade do tema, a frase de Platão, o Pai de todos os sábios, que terá dito um dia que “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.
E o filme, buscado no youtube sobre «O mito (alegoria) da caverna e a sua actualidade» também.

Eu bem tento.

Imagem tirada da NET

«Sê a mudança que queres ver no mundo» - Mahatma Ghandi (1869-1948)

Homem indiano, hindú e sábio fez da sua vida o que prégou aos seus seguidores. O seu País, a Índia, é o País que mais me fascina. O seu Povo é plural nas diversas Filosofias Religiosas -Hinduísmo, Islamismo, Budismo - mais a diversidade de línguas, mais os hábitos e mais os modos de vida.
Mahatma Gandhi, o grande personagem da libertação da India porque contestou o sistema de castas em nome dos direitos humanos, é um dos Homens que faz parte da minha lista pessoal-de-ilustres que viveram neste Planeta e defenderam uma filosofia que é admirada por mim e por mais uns milhões de outras pessoas.
A grande maioria dos indianos são Hindús e a sua crença na reencarnação faz da vida um eterno retorno. Os percalços do caminho não são motivo de frustação ou de raiva, assim como os erros não são pecados, mas sim uma questão de imaturidade da alma. Não é tão acalentador? Há uma hierarquia da sociedade que é aceite e que implica que quanto mais alto se chega na escala dessa hierarquia, maiores são as obrigações para com os menos afortunados. A roda da vida cobra mais de quem está mais capacitado. Não é tranquilizador?

São tantos os locais da Índia que gostaria de visitar, tanta a diversidade nas gentes que iria encontrar, mas apenas me fico pelo sonho. Saio «viajando» por esta janela, que é o écran do meu computador.

Já não se usa.

"Trabalha com vigor. Conta a todos tudo o que sabes. Fecha um acordo com um aperto de mão. Diverte-te."

Harold "Doc" Edgerton (Engenheiro elétrónico e fotógrafo americano) - (1903-1990)

Na década de 1930, inventou o flash electrónico e também a estroboscopia. Estroboscopia é a técnica de visualizar fenómenos materiais de incidência periódica e rápidos demais para serem seguidos pela retina humana. Daí decorre a impressão de retardamento, parada ou inversão na sequência desses fenómenos. Durante a segunda guerra mundial, o fotógrafo americano Harold E. Edgerton criou grandes modelos estroboscópicos para fotografar as operações nocturnas das tropas alemãs, italianas e japonesas. O processo, aperfeiçoado, foi usado nos aviões a jacto das tropas aliadas que em 1992 bombardearam o Iraque na guerra do golfo Pérsico.

O mundo está cheio de gente

«É preciso aprender a lidar com as pessoas e mais ainda com aquela que nos acompanhará até ao fim - nós próprios. Transmitir confiança aos pequenos e ajudá-los a expressar emoções torna-os mais aptos a enfrentar o desassossego emocional que os espera. Segure a rede enquanto o miúdo esvoaça no trapézio. »

Rita Pimenta, Público 2002 Fev 17.

A felicidade

A busca da felicidade. É uma busca. É diária. Nas pequenas coisas encontrá-la. Na minha vida simples, o simples alimentar do Beta-Man que me olha no seu meio aquático a dar à barbatana me reconhece como a que o alimenta. O meu olhar e ver e fazer festas e brincar e falar com a minha Spitz-Bianca, que me retribui exactamente o mesmo. O pensar que mãe, marido, irmão, sobrinhos, afilhadas, cunhados, sogra, primas, primos, tio, compadres ... estão por cá e dão para os seus gastos. O preparar das coisas da casa (eu sou dona de casa). O ler, o escrever, o ouvir música. O tratar das plantas. O saber dos vizinhos mais amigos. O saber dos amigos reais e virtuais. O estar disponível para o que consigo. O saber evitar o que não posso mudar... Eu tento encontrá-la onde estou. Ela, a Felicidade. Mas tenho de ser uma pessoa simples e ir vivendo.
O vento sopra lá fora, e muito. Se não houvesse tanto, eu estaria mais feliz :)
Por falar de felicidade, um poema de Vicente de Carvalho


Essa felicidade que supomos, /árvore milagrosa que sonhamos / toda arreada de dourados pomos, / existe, sim; mas nós não a alcançamos, / porque está sempre apenas onde a pomos, /e nunca a pomos onde nós estamos.
Pois.

"Hay que buscarse un amante"*

Esta página é sobre um tal Dr. Jorge Bucay, autor de um texto que recebi via-email. O texto é de certo modo interessante, parece uma coisa mas é outra... e eu sou uma amante das pequenas coisas da vida! Obrigada Guidinha por o teres enviado:)

«Procura-se um Amante
Muitas pessoas têm um amante, e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores. Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios,onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"...além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim,depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se a treva a sugerir uma coisa destas?!". Há também as que, chocadas escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais.
Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte: Amante é"aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido...
Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é deixar-mo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida...
Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, ativo e sentir-se feliz, é preciso namorar a vida."»
*Dr. Jorge Bucay - Tradução do original

Teimosia ou

... «feliz aquele que sabe dizer sim à vida, mesmo quando esta lhe diz não»?
Trabalho manual executado por mim, há muuuuitos anos atrás.

Anotação no fundo da gaveta

Saudade é a memória da noite que passa, mas também a expectação do dia que se anseia.

Nostalgia, enquanto sentimento do passado longínquo é também esperança do longínquo futuro.

Como diria Teixeira de Pascoaes, é dentro de nós que descobrimos o mundo externo, pensado ou concluído: um complexo de lembranças e esperanças, unificadas na saudade.

O que dás, volta para ti

Hoje li esta notícia no Messenger. Louvo atitudes destas. São pouco difundidas pelos media, por isso penso que colocar esta notícia no Blogger, mais pessoas tomarão conhecimento e quem sabe, irão degustar uma refeição à Pizzaria Il Panzonne, em Lisboa. É o dar de volta. Obrigada a Cândida Craveira e sua família.

A pizzaria lisboeta “Il Panzonne” oferece, todos os dias, refeições aos mais carenciados, local onde algumas pessoas já se habituaram a ir pedir comida, através do “passa a palavra”. Mas o restaurante não é o único sítio onde as refeições são oferecidas, cerca de 30 pizzas são também diariamente distribuídas aos sem-abrigo em várias zonas de Lisboa, por carrinhas de voluntários da Nóuni – uma associação para a Cooperação e Desenvolvimento que surgiu há dez anos com o objectivo inicial de “ajudar os filhos dos emigrantes PALOP em Portugal”, referiu à Lusa o vice-presidente da associação, Carlos Carvalho. Pizzas e outras refeições saem diariamente da cozinha desta pizzaria, situada no centro comercial Via Veneto, em Lisboa, para alimentar pessoas carenciadas e sem-abrigo, uma situação que surgiu da colaboração do restaurante com a Nóuni. Uma parceria que surgiu quando o presidente da Nóuni, Agostinho Amado Rodrigues, conheceu o casal Craveira, proprietário do restaurante, há três anos. “Nós não damos só pizzas. Cozinhamos qualquer prato, eles não podem comer sempre a mesma coisa”, disse Cândida Craveira à Lusa, que actualmente já integra o corpo de voluntários da Nóuni que distribui as pizzas por locais como Santa Apolónia, Praça do Comércio, Cais do Sodré, Rossio, Santos ou Anjos. “Queremos ver a vida das pessoas a mudar realmente”, disse a dona do restaurante, que prefere “dar mil euros para um jantar para sem-abrigo”, como na consoada de Natal organizado em conjunto com a Nóuni, “em vez de dar uma viagem de finalistas” à sua filha. Esta atitude provém da sua infância: “quando tinha onze anos, o meu pai emigrou para os Estados Unidos e ajudou 85 famílias portuguesas a instalarem-se lá. Eu, muito nova,
fazia de tradutora, procurava casas para eles, médicos, tudo”. “O que dás, volta
para ti”, é o mote de Cândida Craveira.....
Poi é queridas sobrinhas. Esta mãe prefere dar mil euros para um jantar para os sem-abrigo, como na consoada de Natal organizado em conjunto com a Nóuni, em vez de dar uma viagem de finalistas à sua filha. Sendo assim, a filha vai pelo mesmo caminho que seus avós iniciaram. Gostava de ser tia desta menina.

Nunca gastes tudo, dizia meu Avô Manuel

Vivemos numa sociedade contraditória. Cuidado sobrinhos!
Nós, os tios, somos capazes de estar durante muitos minutos sentados no nosso carro, esperando numa longa fila a nossa vez para comprarmos combustível ... para poupar 10 cêntimos por litro!Mas não vamos para casa. Não. A seguir, alguns dos Tios, vamos ao Hipermercado-dono-da-gasolineira encher o carrinho de produtos, na sua maioria desnecessários ... e pagamos com o cartão de crédito! Afinal o que se poupou na gasolina não utilizamos em compras mesmo necessárias e no mesmo montante! É que só assim realmente se poupava! Não gastar ainda mais.
E mais ainda: Ao utilizamos o cartão de crédito ... é contraditório!!! Lá se vai a poupança para o juro do cartão!!!Nós, alguns dos Tios, fazemos despesas diárias e ... pagamos com o cartão de crédito!
Há quem faça colecção de cartões!!!
Só por os exibirem pensam que destilam estatuto.
Cartões de crédito? Compre agora, pague depois?
Daqui o endividamento, apenas pelas aparências.
Eu pago logo, no acto. É à pobre. Quero saber com o que posso contar. Foi assim que me ensinaram. Chega o fim do mês. Conseguimos não gastar tudo? Melhor. Fica de lado. É pouco? Não faz mal - grão a grão enche a galinha o papo.
Mais agora do que nunca penso que devemos conter as despesas. Listar o que é prioritário e obrigatório na nossa vida. A tendência é que o preço de um produto hoje, já não é o mesmo passado um mês. Subiu. E muito. Mas os vencimentos, as semanadas, esses manteem-se.
Tios: desde quando um carro, um LCD plasma, um telemóvel ou um acessório de roupa de marca são prioridades na nossa vida? Se o vencimento auferido é curto para cobrir as despesas diárias e mensais, como a habitação, a alimentação, a água, a luz, o gás ... a educação, a saúde, não se consegue ter saldo positivo no fim do mês. É claro. Não interessa? Compra-se agora e paga-se depois? ... mas paga-se quando? Com que dinheiro?
Ouçam um bom concelho, eu o dou de graça: Sobrinhos, nunca gastem tudo. Mudem de rumo, de carreiro. Vejam as vossas prioridades e gastem de acordo com a semanada. Eles continuam a ganhar, com as promoções que nos oferecem. E alguns de nós, alguns de vós, a cairmos que nem patinhos.

Pensar faz bem

Picasso

Não se recupera uma ocasião, depois de perdida
Não se recupera a palavra, depois de proferida
Não se recupera o tempo, depois de passado