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Perceves com b, dos melhores que já degustámos


Na mesa, vinho tinto de Azeitão, um JP. Marido gosta de maduro, mesmo quando está no Minho, a terra dos vinhos verdes. São gostos, não os discuto.
Mas não foi por causa do vinho, esta foto. O destaque vai para os perceves. No Norte, são percebes, percebem? É o marisco que mais apreciamos, pelo seu autêntico sabor a mar. E tão perto que estávamos do mar...
Pois. A estória que quero contar é que foram comprados no Mercado de Caminha, acabados de apanhar. Brilhavam de frescos. Estávamos eu e Marido a olhar e a comentar o tamanho, quando a peixeira apareceu e se meteu entre nós, mas virado para ele. «Leve ó freguês, faço-lhe a sete e meio o quilo.» Nem queríamos acreditar. Em Lisboa ou mesmo na Ericeira, está-nos vedada esta iguaria, pelo preço que nos pedem e de tamanho mais pequeno.
E vieram connosco para casa. Com receita e tudo.
E a receita da senhora peixeira foi fácil de decorar: «coloquem ao lume um tacho com bastante água, sem sal e quando ferber colocam lá dentro os percebes (que entretanto foram passados à torneira porque sim). Quando a ferbura torna álebantar, apagam o lume. Probem a água, se precisar de sal, ponham só um bocadinho e esperem, que eles tomam-lhe o gosto».
Tal e qual. A seguir (espera desesperante) foi deixá-los arrefecer e pôr um vinho verde a gelar. Desta vez provei o Leira do Canhoto, de Melgaço.
Um excelente pitéu.



Cá está a banda de ai se os meus olhos falassem, a tocar lá vai Lisboa...

Não deu para não comprar. Uma delícia.

Se bem me lembro, esta senhora chama-se Olinda e tem mais de 90 anos. Faz palitos e pequenos artefactos em madeira de salgueiro branco - perguntei-lhe. Adquiri meia dúzia para oferecer.

Parei aqui porque precisava de 1 cesto para levar pão à mesa e vi um muito jeitoso. A artesã parou o que estava a elaborar e retirou-o da parede onde estava pendurado. Só que tinha asa e eu não queria com asa. Ela não foi de meias medidas e com meia dúzia de cortes, retirou-a. É assim que se fazem negócios: o freguês é quem manda :).

Ao lado dessa artesã, dois jovens com diversas «coisinhas» esperavam. Comprar o quê? "Scanei" os objectos e «já sei o que quero» saiu. Cera dos favos de mel, cortada em tirinhas e enrolada, com um pavio no meio. Velas! Para os amigos de Lisboa.

Comprámos um jarro e 6 taças em barro preto, tradicional da região. Não tenho foto e ficaram na terrinha. Não sei dizer quem os fez.

A música, agora de uma banda, fazia-se ouvir. Nós, debaixo de uma enorme tenda de pano branco que era a feira, não podíamos estar melhor. A cor branca conteve os raios solares e fez sombra fresca tanto aos expositores como aos visitantes. Estava-se bem. Demos volta a tudo. E gostámos muito. Carregados que nem burros, o melhor era irmos embora, fazer o caminho de volta. Já chegava de andanças. Precisávamos de sombra e água fresca. Entrámos no carro seriam 15 horas, e combinámos a próxima paragem - Praia Fluvial de Canaveias, antes de Góis, de subir a serra e ir para casa.

Estes são os palitos

Esta a banda a tocar na rua e nós debaixo de tenda :)

Este é o refrão da letra desta melodia:

«Ó limão ó verde limão
Solteirinha sim, casadinha não
Ó limão ó verde limão
Amor da minha alma,
dá-me a tua mão»

.....*.....

Terminamos a visita em beleza. Ao som de uma música de infância. Apesar da temperatura.

Que agradável terá sido ao vivo

Opera en el Mercado from esoqueseconocecomolaopera on Vimeo.

Nem se dá pelo preço dos produtos ... em Valência, Espanha. Num dos mercados, ouve-se de repente um trecho da Traviata, de Verdi. Aquele que escreveu uma ópera onde alguém «berra» que a «mulher é volúvel» ...

Original, penso eu.

Feira da Pêra Rocha, no Bombarral


Entrada na feira

Stand expositor de fruta e pecuária, muito engraçado, com sede em Leiria

Cantinho de um stand com licores, bolos e doces

Stand da ECOFRUTAS (http://www.ecofrutas.pt/)

Tradicional Jogo da Malha - só lancei as malhas ... que falta de jeito

...""...

Fim de semana à porta. Ir onde? Gostava de ir ao Seixal olhar a baía... uhm, não está o céu azul, vai ventar. Melhor não. Ir onde? Lembrei que ouvi notícias sobre pêra rocha e um concurso do maior bolo... Ah! já sei. Vamos antes ao Bombarral, à Festa da Pera Rocha. Bóra? Bóra.

Sábado lá arrancámos com as senhoras mães, cerca das 10.30h. A viagem fez-se bem, de Lisboa a Torres Vedras e daí ao Bombarral. Só pela viagem, valeu a pena. De um lado e do outro da estrada olhava-se e via-se a terra cultivada. Afinal ainda há trabalho. Boas notícias. Este cantinho da Estremadura está assim. Encostas forradas de árvores de fruta e vinhedos. No centro-oeste de Portugal. Há uma longa tradição na fruticultura. E é reconhecida. Hoje é a Região Demarcada da Pêra Rocha do Oeste. Montes encimados por moinhos de vento, com as velas girando ao sabor do tal que soprava forte. Lembram-me os meus desenhos da primária. Há alegria nas gentes que se traduz na forma como nos tratam, a nós, que estamos de visita. Gente simpaticíssima. É mania nossa parar nas tendinhas que nos interessam, meter conversa, perguntar de onde é. Comprar o que é nosso. Para além da boa disposição metemos na alcofa pêras rocha e carapinheira (há quantos anos não a olhava), pêssegos, tomates, cebolas, queijo da Celinda da Sertã puro de ovelha, queijo de ovelha e um chouriço de carne da Enchido do Sabugueiro e mais uns pequenos rijos envoltos em pasta de colorau, de cabra, ovelha e mistura, da Sertã queijo. Eles sabem fazer a coisa. Mostram-nos que podemos provar os diversos produtos ... bocadinhos de queijo identificados em pratos, com tostinhas ao lado, à disposição, a meio da manhã, quase hora de almoço. Derretiam-se na boca. Uma provocação ao paladar e à respectiva ida ào porta-moedas. Quem resiste a estes mimos?! E mel Serradinha, do apicultor nº 10050001, de Rosmaninho, Eucalipto e Queiró.

Para nossa primeira ída ao Bombarral, até que gostámos. Seguimos para Vermelha, para abastecer o estômago. E com sorte, apanhar aberta a Adega Cooperativa e a Padaria.

Olhão - pelo Mercado, pelas sardinhas e ameijoas

Olhão: curiosa cidade cuja parte antiga parece ter sido trazida do Magrebe; interessantes exemplos de tipologias construtivas e formas de urbanismo de pendor mourisco. Muitos dos seus habitantes vivem da Ria - pesca e recolecção de bivalves - bem como da pesca na costa ocidental de Marrocos. In portal.icnb.pt

Passaram por mim. Dirigiram-se ao muro para o qual eu me dirigia também. Segui-os. Chegados à ponta do cais deitaram-se. Permaneceram a olhar a ria, tranquilos. Pareciam aguardar. O mais pequeno, olhava-me fixamente, sem mecher a cauda. Parecia querer dizer-me: «Tenho dono está descansada».

Feira Rural de Torres Vedras

Depois das compras no mercado de Torres Vedras, enquanto olhávamos o movimento à laia de despedida, ouvimos música de banda ... Adoro bandas. Fiquei alerta! Haveria festa? Uma vendedora dos legumes ouviu-nos e disse que sim, que havia feira lá fora, para o lado direito da saída e que era a Feira de S. Pedro. Deixámos o carro no parque do mercado, retirámos mais um tiquet de 30 minutos e lá fomos. As compras já feitas à fresca no porta bagagens e fomos à procura. À volta do centro histórico e mais para lá, estendiam-se algumas dezenas de bancas com toldos amarelos, onde de tudo era vendido. Comprámos cacholeira e paio de Portalegre numa!!! Doce de laranja e vinagre aromatizado com oregãos - 1ª foto - na banca da Escola Profissional Agrícola Fernando Barros Leal, noutra (visitar http://www.epafbl.edu.pt/). Pasteis de Feijão e vinho de Sarge em outras. Basta. Já chega, que os euros desapareceram num instante da carteira. Muitos legumes e frutas a perder de vista. A banda continuava a ouvir-se em fundo, mais para lá, e tocava melodias conhecidas. Muitos sorrisos, algum barulho, mas imensa gente. À saída de Torres, na estrada para Mafra, havia um recinto enorme, do lado esquerdo da estrada, onde se iria desenrolar a Feira, no restante tempo de festa.
Gostamos de feiras e mercados e momentos de sol e sorrisos, onde Portugal parece ser o que é: um País de boas gentes.
Só um reparo, gentes de Torres Vedras: A Feira de S. Pedro, no sábado de manhã, pareceu-nos uma extensão do Mercado ... com banda. A vossa região tão rica em artesanato, vinhos, frutas, doçaria ... poderiam fazer muito mais e melhor. Talvez para a próxima.

As coisas boas da feira de Torres Vedras.

Amiga a comprar miminhos. E faltam aqui o tomate de rua, as cebolas, os pimentos, o pão de Mafra, as azeitonas temperadas ... e outras cositas más ...

PS - Tomate de rua? porquê de rua? perguntei. Este não é de estufa, respondeu a vendedeira. Estamos sempre a aprender. Basta perguntar.