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Teste sobre sua saúde

Vale a pena fazer porque é muito educativo e engraçado.
Clic em http://www.idadeinterior.com.br/



Obrigada J. P. - Já agora o resultado: sou um bocadinho mais velha por dentro ...

Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa celebra protocolo com a TAP

.../
Considerando,
a) que a TAP desempenha um papel indiscutível na relação com os países africanos de expressão portuguesa e que assume a sua responsabilidade social procurando em cada momento, compatibilizar as suas exigências comerciais e financeiras com o seu empenhamento em causas sociais;
b) que o IPO-Pediatria é um serviço de inquestionável mérito e que tem uma especial intervenção junto de crianças com dificuldades económicas oriundas de países africanos de expressão portuguesa;
é celebrado e reciprocamente aceite o presente protocolo, que se regerá pelas seguintes cláusulas:
.../.
Notícia aí: http://www.ipolisboa.min-saude.pt/default.aspx?tag=content&contentid=7433

* Há uns caminhos há muito traçados e muito percorridos, que não foram fechados nem desviados. Aquilo que somos, deriva de quem já fomos.

* Somos um País pobre. Não temos petróleo. Não temos ouro nem diamantes.

* Somos um País que ajuda outros Países mais pobres do que nós.

* Temos Empresas Públicas de boa vontade e «cérebros» a trabalhar na Saúde, que não saíram de cá à procura do vil metal.

* Sinto que continuamos nos bons caminhos, quando continuamos a destinar camas da Pediatria do IPO de Lisboa para tratar crianças dos PALOP's.

Estamos bem. Estou bem.

Notícia agradável

Doutor Manuel Abecasis condecorado pelo Presidente da República. (clique)

Parabéns Doutor Manuel Abecassis. Parabéns À UTM do IPO de Lisboa, também. Sinto muito orgulho por vós, pela equipa que há tantos anos se dedica aos transplantes de medula. Desejo-vos sucesso.

Da minha janela

Da minha janela virada a Norte, sente-se ainda o calor do Sol, a pôr-se. Parece um local onde se chocam pintos. Chão, vidros, paredes, quentes demais. A minha graça é uma flor, mas pessoalmente, é-me difícil enfrentar temperaturas perto dos 40 graus Centígrados. Já me chegam os ralos que não se calam um bocadinho. Não sou de estufa, sou de campo. O meu Anthurium andreanum, de vaso, adora este calor, mesmo em fim de mais uma tarde de Agosto. Mas ele é realmente uma flor, eu só possuo o nome de outra.
A ver se refresca um pouco lá fora para poder arejar a casa. É um pandemónio de cortinas e cortinados sempre que autorizo os ventos a cruzarem-se. Felizmente que correntes de ar não me afectam. Marido costuma dizer que a nossa casa é a casa dos ventos.

Do portal do Ministério da Saúde, retirei estas recomendações para a prevenção dos efeitos do calor intenso:
. Aumentar a ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.
- As pessoas que sofram de doença crónica ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico ou contactar a Linha Saúde 24 - 808 24 24 24.
. Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.
. Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes podem não sentir ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis. Ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
. Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
. Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças crónicas. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais de ambiente fresco. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a existência de locais de "abrigo climatizados" perto de si.
. No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura (um duche gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito calor, pode causar hipotermia, principalmente em pessoas idosas ou em crianças).
. Evitar a exposição directa ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas. Sempre que se expuser ao sol ou andar ao ar livre, use um protector solar com um índice de protecção elevado (igual ou superior a 30) e renove a sua aplicação sempre que estiver exposto ao sol (de 2 em 2 horas) e se estiver molhado ou se transpirou bastante. Quando regressar da praia ou piscina volte a aplicar protector solar, principalmente nas horas de calor intenso e radiação ultravioleta elevada.
. Ao andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição directa da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência com abas largas, e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB.
. Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento. Se o carro não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas. Levar água ou sumos de fruta naturais sem adição de açúcar para a viagem e parar para os beber. Sempre que possível viajar de noite.
. Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.
. Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados. Evitar actividades que exijam esforço físico.
. Usar roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão.
. Usar menos roupa na cama, sobretudo quando se tratar de bebés e de doentes acamados.
. Evitar que o calor entre dentro das habitações. Correr as persianas ou portadas e manter o ar circulante dentro de casa. Ao entardecer, quando a temperatura no exterior for inferior àquela que se verifica no interior do edifício, provocar correntes de ar, tendo em atenção os efeitos prejudiciais desta situação.
. Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor.
. Informar-se periodicamente sobre o estado de saúde das pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajudá-las a protegerem-se do calor.
. As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor. As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição directa de crianças com menos de três anos. As radiações solares podem provocar queimaduras da pele, mesmo debaixo de um chapéu-de-sol. A água do mar e a areia da praia também reflectem os raios solares e estar dentro de água não evita as queimaduras solares das zonas expostas. As queimaduras solares diminuem a capacidade da pele para arrefecer.

Hoje, passados 6 dias sobre o dia da foto, a temperatura baixou, os ralos continuam o seu canto mas continua um bom tempo para quem está a passar férias.

.../ um país que precisa de um salvador não merece ser salvo".

Góis, vista parcial clicada por Euzinha

«Tarã! que boa notícia» pensei, ao ler o título «O desenvolvimento está a chegar ao concelho de Góis». O meu «Tarã! que boa notícia» é por causa disto:
ECONOMIA - 07-05-2010
O maior investimento dos «últimos séculos» no concelho de Góis está a caminho, é ambicioso e vai ser uma realidade em Junho de 2012. Com um investimento na ordem dos 50 milhões de euros, dentro de cinco anos estará de pé aquele que é considerado por Lurdes Castanheira, presidente da autarquia de Góis, como o «maior investimento dos últimos séculos no concelho».
Designado por Health Resort Nature Góis, trata-se de uma unidade hoteleira e SPA, com 86 apartamentos, 34 vivendas autónomas, residências medicalizadas. Vai nascer na Quinta do Baião e vai ter também um jardim infantil, uma creche e até um heliporto. A unidade vai estar dimensionada para receber até 460 pessoas e mais 300 utentes que necessitem de cuidados permanentes. Turismo, saúde e bem-estar, num complexo de quatro estrelas, amigo do ambiente, que prevê criar perto de 500 novos postos de trabalho directos e indirectos. Retirei daqui.
Pasmei porque se-me-fez uma luz no cérebro sobre outra notícia, ou talvez não notícia alguém me tire dúvidas depois de ler, relacionada com Góis e a Saúde ou a falta dela e precisarem de um médico, logo de uma consulta no SAP de Góis que parece que ia fechar, mas depois até não, está publicada aqui e aqui, o segundo referenciando o primeiro, ao fim ao cabo não percebo uma notícia tão grande para não ser notícia nenhuma.

Há tanto para fazer pelas populações dos lugares que salpicam aquelas serras, pequenas obras nos Lugares da Freguesia, e vem a presidente publicitar uma unidade hoteleira e SPA, com 86 apartamentos, 34 vivendas autónomas, residências medicalizadas, que irá nascer na Quinta do Baião e irá ter também um jardim infantil, uma creche e até um heliporto. Bem! Uau! Mas onde irá caber esta coisa? Com mais 460+300, fora os trabalhadores e o helicoptero ... Os canos não vão aguentar. A água do Ceira não vai chegar para re-acolher tanta gente. E os banhos de Verão? Góis é tão aconchegantezinho. Os senhores das motas, só em Agosto, já são encaminhados e deixados pousar na saída para Arganil e V. N. Poiares!
Ando a pular para estar mais bem informada. Escrito no «portaldomovimento.com» está que a obra também tem relevância pelo numeroso grupo de pessoas que pode a vir a empregar, muitas delas com exigentes classificações e saberes profissionais. Óptimo. O que mais temos são licenciados a trabalhar em call centers ou numa caixa de farmácia por 18.00€/dia.
Li que assinado já está o protocolo, mas tenho dúvidas sobre o que quererá dizer esta frase de «acompanhado e acarinhado pela CMG». Será que quer dizer fiscalizado mansamente? Que irá dar trabalho a muitos. É preciso trabalho. Se houver quem procure esse tipo de serviços, está garantido. Não são os habitantes do Concelho que irão usufruir desses serviços, pelo menos conhecendo eu que uma grande maioria sobrevive de pensões.
Um spa. Boa. Ora o Spa não é financiado pelos nossos sistemas de saúde, só a Fisioterapia e a Reabilitação o são. E é um problema quando alguém parte um osso lá em cima ou dá um jeito às costas. E reconheço que há muitos «primos» a requererem estes serviços. Depois de tirar o gesso ou as talas ou diagnosticado que está o problema muscular, têm de se deslocar a Coimbra diariamente, que dista a 45-50 km, de ambulância ou táxi-colectivo. E voltar. A pagar por todos os contribuintes. Estamos num estado social. São as carências de quem vive no interior serrano.
Só para terminar, que já me alonguei demais e mais não procuro. O que é isto?

Já me cansei. Prontos.

O horror, escreveu Conrad. A cada um o seu...

Os geniais Monty diziam-nos, do alto das cruzes em A Vida de Brian, que era preciso olhar sempre para o lado brilhante da vida. Aos sessenta, e com dois Pais demenciados, não é difícil fazê-lo perante esta notícia:), os meus filhos já não tremerão a cada esquecimento ou repetição. Como eu e alguns de vocês...

Alzheimer terá tratamento eficaz em até 10 anos, diz cientista inglêsPublicidadeda Efe, em BarcelonaO médico inglês David Wilkinson, um dos maiores especialistas no mal de Alzheimer, afirmou que em um prazo de dez anos estará disponível um tratamento combinado de remédios que controlará o avanço da doença.

Como acontece atualmente com o tratamento contra a Aids, Wilkinson que a combinação de diversos remédios e, sobretudo, a prevenção também serão decisivas para a cura do Alzheimer."Não acho que nunca teremos um tratamento único contra o Alzheimer, mas quatro ou cinco diferentes. Talvez combinaremos uma vacina com inibidor de colinesterase com uma droga de memantina e antioxidantes ou antiinflamatórios, o que permitirá uma administração correta da doença", afirmou.Wilkinson, diretor do Centro de Pesquisa e Avaliação da Memória do Hospital Moorgreen, em Southampton, no Reino Unido, afirma que dentro de "uns cinco ou dez anos" estará disponível o primeiro tratamento combinado que cure ou pelo menos detenha o progresso da doença, que afeta entre 6% e 10% da população dos países desenvolvidos.

Disgnóstico

Atualmente não existe nenhum remédio que detenha o mal de Alzheimer, mas há vários que conseguem desacelerar a evolução.Para o cientista, tão importante quanto achar uma cura é que a doença seja detectada a tempo. A experiência demonstra que "quanto mais rápido se diagnostica e se trata, melhores são os resultados obtidos a longo prazo".

O problema, segundo Wilkinson, é que na Europa como um todo se demora em média mais de um ano desde os primeiros sintomas da doença até os pacientes recorrerem ao médico para conhecer as causas provocadas pela perda grave de memória, pela desorientação e pelos constantes descuidos.O especialista considera que é positivo comunicar o diagnóstico da doença ao paciente, por sua vez destaca a importância de que pessoas famosas que sofrem da doença assumam em público.

Tirado daqui.

Monitorizar a gripe com a participação de todos

Gripenet ou «A ideia de monitorizar a epidemia sazonal de gripe, utilizando a Internet e com base na participação voluntária dos cidadãos, nasceu na Holanda, em 2003. Rapidamente constitui-se num caso de sucesso de comunicação de ciência e de promoção da saúde. O projecto holandês, entretanto alargado à Bélgica que fala flamengo, motivou investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência a encetar uma colaboração internacional que veio dar lugar, em 2005, ao Gripenet português.
Acompanhando a actividade esperada da gripe, o Gripenet recolhe dados de Novembro a Maio. É com base nesses dados, recolhidos em questionários on-line, que é feita a monitorização da epidemia sazonal. Contudo, o site de suporte ao projecto está activo durante todo o ano, de forma a fornecer informação sobre a doença e as temáticas com ela envolvidas. O site www.gripenet.pt é o maior repositório de conteúdos on-line em língua portuguesa sobre a gripe. Todos podem participar na monitorização Gripenet. Basta residirem território nacional e possuir endereço de correio electrónico»
Os participantes recebem semanalmente uma newsletter com curiosidades e notícias sobre a gripe.
Eu inscrevi-me. E repasso aos visitantes deste sítio.

Um minuto para salvar uma vida

Veja aqui a informação toda. Não podemos controlar o que nos acontece, mas sim o que faremos com isso. Daí a importância e a divulgação desta notícia. Ainda por cima estamos em férias sobrinhos meus, vamos aprender algo de muito útil para podermos ajudar, se o acaso nos surpreender.

Em Portugal, morrem anualmente 15 mil pessoas por paragem cardio-respiratória (PCR) e mais de metade já chega ao hospital sem vida. Foi esta preocupação que deu origem a um projecto de I&D com o objectivo de diferenciar a comunicação na área da emergência médica – apresentado formalmente, ontem de manhã, no Centro de Simulação Biomédica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
«Estás preparado para agir?» é o nome do DVD educativo que explica o que é um PCR, o que é a cadeia de sobrevivência e como agir para socorrer uma vítima. O produto de comunicação sobre «Cadeia de Sobrevivência» e «Suporte Básico de Vida» foi desenvolvido em parceria entre a empresa Take The Wind e o Centro de Simulação Biomédica dos HUC, tem a duração de 18 minutos e é legendado em português.

Andar descalça na areia molhada faz bem?

Sim, pois além de proporcionar relaxamento e bem-estar físico, ao caminhar descalço na areia ou em outras superfícies naturais (podem ser pedrinhas, grãos, folhas secas e cascalho) você estimula as milhares de terminações nervosas existentes na planta dos pés. Essas terminações são ligadas por meio de ramificações aos diversos órgãos internos, à coluna vertebral, à cabeça e aos membros superiores e inferiores do corpo. A massagem na planta do pé pode favorecer o bom funcionamento dessas partes e ajudar a recuperar o equilíbrio perdido. A prática de cuidar do corpo pelo acto de tocar e estimular regiões dos pés recebeu o nome de reflexologia e é usada pelos chineses e egípcios há milhares de anos. Os especialistas, no entanto, aconselham a caminhar em terrenos planos. São os mais indicados porque não provocam sobrecarga nas articulações e não exigem tanto do equilíbrio, diz quem sabe. Quanto a andar na areia fofa ou batida, vai depender do vigor físico de cada um. Na areia fofa, a pessoa vai precisar fazer mais força e ter um melhor equilíbrio, mas não há nenhuma contra-indicação. A única ressalva feita pelos dermatologistas é evitar caminhar descalço em determinados locais públicos, como praças e calçadas, para evitar o risco de contrair micoses.

Informação retirada da Revista Vida Simples

Já fui muito feliz nesta cidade, há muitos anos atrás



Na terra de Eduardo dos Santos, quando ainda não era ele o Senhor-Absoluto, vivi com a minha família durante 1 ano escolar. Luanda. Só um ano e ganhei-lhe amor. Quando ouço e vejo notícias, penso sempre nas colegas que tive na Escola Comercial Vicente Ferreira. Como estarão? Sobrevivem a este caos ou viverão noutro patamar? Era uma teenager em 1970/71. Só tenho boas recordações dessa época. Vivia na Baixa da cidade, na Rua Salvador Correia. Da varanda, desfrutava de toda a Baía. Mais ao longe, a Ilha. Adorava a Baía, as suas águas e as regatas de fim de semana. Foi lá que aprendi a nadar. Lá, era preciso saber nadar. Tinha comprado o meu primeiro fato de banho de duas peças, aqui, no puto. Não podia ficar o tempo todo na areia, ao sol, embora nesse tempo não se previsse o mal que o bronzeado natural poderia fazer à nossa pele ...
E então aprendi a nadar na Baía de Luanda, ao lado da Base Naval, onde o senhor meu Pai cumpria 5 anos de missão. E também noutro local, embora na água doce, onde era mais pesadita e tinha de me esforçar mais para não ir ao fundo. Aos sábados, D. Alexandra, vizinha do lado, simpatiquíssima, levava-me juntamente com seus netos, à piscina Nuno Álvares, inserida num club que havia à entrada da Ilha de Luanda, do lado direito. E ficar de môlho, não dava jeito nenhum. Recordo o senhor meu Pai que fez questão de me dar umas dicas: - aprende a flutuar, sem medos. Daí a saberes nadar, é um pulo. Tens de perder o medo e engolires uns pirolitos...
E eu deitei-me sobre as ondinhas de água salgada, transparente, azulada. Batia com o rabo na areia, mas esticava-me logo a seguir,puxando o pescoço para trás o mais que podia. Mexia pernas e braços sem sair do mesmo sítio. Pouco e pouco entreguei-me, deixei-me levar no balanço. E deixei que as águas me tapasses a cara. E engasguei-me. E sufoquei com o «goto» invadido pelo sal. E teimei em deitar-me sobre as ondinhas. E deixei-me embalar, a olhar o céu, com os ouvidos cobertos pela água salgada. Até que não me engasguei mais. Ou antes, o engasgamento não me assustava mais. E perdi o medo. Aí, o senhor meu Pai disse-me: Já não te afogas!
Como estarão hoje as águas da Baía de Luanda? Poderia eu nadar nelas, hoje? E os meninos de lá, terão ainda alguma Baía para poderem nadar? Ainda haverá camarões a desovar nessas águas? Que pena. Quero não pensar nisto. Mas não consigo.

«.../Angola do petróleo, do diamante e muita madeira / Angola do paludismo, febre tifóide e muita diarreia » como canta Dog Murras, em http://cabinda.unblog.fr/2008/02/07/tchize-dos-santos-lanca-forte-apelo-a-tolerancia-na-sociedade-angolana/

Síndrome do pânico?

Não. Dilatação da Pupila com drogas. Ficou um grande buraco! A luz entrou de tal forma que parecia scanar-me o cérebro. Olhar para cima, em frente, para a direita, para baixo, outra vez para cima ... Tesa como um carapau frito, nada mais em mim mexia, para além de inspirar e expirar. Os min utos foram eternidade. «A retina continua colada». Ouvi. Suspirei. Ufa! Adiado e suspenso, não resolvido.
Só hoje, passadas duas semanas, consegui voltar a este assunto.

Rastreio do Cancro do Colo do Útero

Assinem esta petição sobrinhas e sobrinhos, *para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no Parlamento Europeu, de modo a que os Rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região Centro*.

Consultem este sítio, e façam valer a vossa cidadania, assinando a petição on-line.

Consultem este sítio e tornem a ler a mensagem de Dr. Daniel Pereira da Silva director do Serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra

Ausente com olhos de coruja

Estória 1 - Vim para casa há uns tempos. Coisas de saúde. A trabalhar num Hospital há muitos anos, tive sempre um médico que me ouvisse e tratasse ou encaminhasse, quando necessitei. Um bem-hajam para todos eles, os médicos do IPO de Lisboa. Agora é uma chatice. Quando tenho ou preciso de ir ao médico, vou, a custo. Optei por ter um especialista - para o coração - e para o resto, pensei, irei ao Centro de Saúde. Até tinha médica atribuída no cartão e tudo! No dia marcado, foi com alguma angustia que subi um primeiro andar para a consulta da Médica de Família, pela 1ª vez. Quando ela vinha à porta chamar doentes ou entregar papeis, olhava-a, avaliava-a. Esta seria, pensei eu, minha ouvinte. Pareceu-me simpática. Como os que haviam lá no meu Hospital. Enganei-me redondamente. Marcada para as 17h, levei a papinha toda escrita, com os relatórios e tudo. O tempo foi passando e perto das 20h veio chama-me. Entei, disse boa noite e ela olhou-me de lado e estendeu-me a mão em cumprimento. Não tive um aperto de mão, mas uma mão com os dedos esticados. Uma primeira vez a esta hora? foi a frase de apresentação. Sente-se. Não me olhava. Então, o que a trás por cá? Ía começar o relambório. Puxei dos papéis e ela afligiu-se, coitada, com tanta coisa para meter no computador àquela hora. Mandou-me tirar fotocópias (?!?) no rés-do-chão para as guardar numa pasta. A mim. Descer as escadas e depois subi-las de novo. Nem pensar. A porta estava entreaberta e um funcionário que apareceu (passava da hora de fechar) dispôs-se a fazê-lo. E quando eu me preparava para falar do que lá me tinha levado, com 3 horas de atraso, ela já não teve tempo para mim. Mediu-me a tensão - ao menos deixe-me medir-lhe a tensão arterial! - coisa importantíssima e depois pediu-me um exame, sem necessidade. Eu sei do que falo. Mas eu não venho queixar-me do coração, tenho médico para ele, respondi. Pensei -não preciso dos não-conhecimentos desta médica-de-família. Replicou: - Ora essa! Então não posso pedir um ecocardiograma? Mas para quê se o meu cardiologista lhe tinha enviado, a meu pedido, um relatório minucioso? Recusa-se a fazer o exame que eu peço? gritou. Pasmei. Eu já só tinha era fome. Nunca mais lá voltei e penso não voltar. Não conheci nenhum médico que tratasse assim um doente, mesmo em final de turno. Eu, que até paguei a taxa moderadora, esperei 3 horas pela consulta marcada sem perguntar o porquê da espera e há mais de 20 anos que constava na suas lista.

Estória II - Não é coisa que me agrade, isto de eu ter de ir aos médicos. Quando a família me pergunta o que é que ele disse? eu respondo - mas sou eu que falo! E não é? No fim eu é que falei, apesar da minha dificuldade em expressar ao médico as minhas queixas. Eu não me sei queixar. Fico atrapalhada com as palavras, não sei por onde começar e só se apresento alguns exames complementares que me foram pedidos, arranco. Por defeito do ofício, talvez. Não sendo médica, trabalhei ao lado deles e ouvi muitos doentes. Após tantos anos, aprendi que é melhor ser precisa e rápida nas queixas a apresentar. E a coisa que até vai bem pensada, por vezes não sai da mesma maneira, perco-me e há dúvidas que deixo por tirar. Só me recordo quando já estou cá fora. Nervuus...
Tudo isto para dizer que uma simples visita ao Oftalmologista me deixou impedida de ler, de vir até aqui, de olhar para a televisão durante 4 dias. Muito a custo a pupila lá fechou. O exame ao fundo do olho é uma coisa complicada. Não é doloroso, mas sempre que foi preciso fazê-lo, deixou-me com olhos de coruja durante mais tempo do que o desejável. Mas já estou de volta.
Para melhor documentar olhos de coruja, fui aqui - http://www.kalinesia.com/ - roubar uma imagem.