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Paula


Foto de J. Pinto, clicada do Penedo. A terra não tremeu por lá, o fogo não a lambeu. Deve estar tudo na «santa paz do senhor», como costumam dizer. 
Assim sendo, estamos de malas feitas para uma pequena estadia. 
Parece que o verão teima em ficar mais uns dias. 
Desejo muito não ter nenhuma notícia má, enquanto por lá permanecer. Não que não a espere. 
A natureza prega-nos partidas terríveis. Estamos entregues a nós próprios, recebendo da medicina o que ela tem para nos confortar o corpo, quando surge a doença. Mais nada. Milagres não os peço, porque para mim, acordar todas as manhãs é o milagre. Vou estando por aqui, alimentando-me de sorte e aceitando conscientemente o que me aparece. Falo comigo, aceito-me nas minhas incapacidades. Dou-me bem comigo mesma. Dou-me menos bem com outros, pelo que desejam. Por causa do que penso sobre a Vida  e do que espero dela, para mim.
Há doenças e doenças. Há estadios e os respectivos protocolos de tratamento. Incapacidades, as mais variadas. Há imensos avanços da medicina, tratamentos a oferecer. Mas só isso, ainda não chega.
Lamento muito quem tem de partir antes do seu tempo, por já não ter mais nada com que se defender. Uma parte da vida passada a lutar terrivelmente contra si mesma, para nada. Até que, como uma onda, foi invadida e iniciou a partida, para a derradeira viagem. Quem a ama, espera. Espera o milagre. Que milagre?!
O cancro desconcerta, faz sofrer, mata. Neste momento, eu desejo-lhe Paz, a Paz que sobrevem das longas lutas, mesmo que inglórias.

Prometo voltar. São só 5 dias.
Fiquem bem.

Já fomos e já voltámos

Silêncio e ralos. O grilo é mais «iii». Andava eu deambulando na rua do meu sítio lá na serra e ouvia dois, pelo menos. Saem à noite debaixo da terra. Nunca consegui olhar nem um! Resolvi ir dar uma volta, rua abaixo, rua acima, que o sono tardava a vir, apesar da viagem de Lisboa e do calor que se fez sentir durante toda a tarde.
Aprecio imenso a noite naquela Serra. Fujo da luz emanada pelos candeeiros da rua, encosto-me a uma parede e olho o céu. Procuro a Estrada de Santiago. Continua a mostrar-se, distante, biliões e biliões de pontos de luz. Sóis e planetas, cometas e estrelas novas, núvens de poeiras, tão belo ... e a nossa lua, cheia, de 13 de Agosto. Eram 23:47 quando a cliquei. Branca e fria, esta é a nossa bela vagabunda dos céus.
Em Góis, José Cid actuava. Havia lá festa e a malta foi. Vão sempre. Afinal estamos no querido mês de Agosto. A aragem fazia chegar aos ouvidos uns vagos sons musicais. À hora que era, de certeza que era ele. São poucos quilómetros, em linha recta, de Góis ao me sítio. E o ar é limpo.
Na manhã de 14, estava combinado uma subida ao Penedo, com ajuntamento e partida da Eira, muito cedo ... eu nunca tive pernas para tal. Fico a gritar cá de baixo e a acenar um pano branco. Faz parte do percurso, durante cerca de duas horas e meia. Gritam de lá, gritamos de cá, para eles se sentirem acompanhados e incentivados. Mas a deitarem-se tarde? Estava-se mesmo a ver. Mas que sim, que sim... eles iriam. Livrem-se de me acordar com as «vuvuzelas», lembrei.
Eu quase que pagava para ver.

Mora em Lisboa e quer ir até Góis num fim de semana?

Não precisa levar o carro, se não quiser. Há a camioneta, outra vez. Pelo menos até Góis. Depois ou ande a pé, de boleia ou apanhe um táxi.

«O Município de Góis informa que a partir do dia 22 de Julho do corrente ano, a TRANSDEV irá proceder à ligação de Transporte Público entre Lisboa/Porto – Coimbra – Góis - Coimbra – Lisboa/Porto com os seguintes horários:
Sextas-Feiras
LISBOA/PORTO - COIMBRA – VILA NOVA DO CEIRA - GÓIS

Partida - 18.45 horas – Lisboa ; 18.15 horas - Porto
Partida - 21. 15 horas - Coimbra (Terminal Rodoviário da TRANSDEV)
Chegada - 22.10 horas - Vila Nova do Ceira (Largo do Adro)
Chegada - 22.15 horas - Góis (Local: Restaurante Beira-Rio)

Domingos
GÓIS-VILA NOVA DO CEIRA – COIMBRA – LISBOA/PORTO

Partida - 19.00 horas - Góis (Local: Restaurante Beira-Rio)
Partida - 19.10 horas – Vila Nova do Ceira (Largo do Adro)
Chegada - 20.00 horas - Coimbra (Terminal Rodoviário da TRANSDEV)
Partida - 20.15 horas ou 20.44 horas – de Coimbra para Lisboa
Partida - 21.30 horas – de Coimbra para o Porto


Góis, 12 de Julho de 2011
A Presidente do Município de Góis
Maria de Lurdes Oliveira Castanheira, Drª»

A Guarda - o visto na agenda das viagens para Norte




Riveiriña, um bom local para sentar depois de calcorrear A Guarda, uma comunidade autónoma da Galiza, com uma área de 20 e poucos quilómetros, sob um sol de 25 graus C.
Gentes simpáticas, sorridentes, acolhedoras, semelhantes aos Minhotos. São os Galegos. Um povo diferente na maneira de estar, de receber do um outro povo mais para sul, os Andaluzes.
Uma refeição de estoiro, para comemorar estarmos vivos e com vitalidade suficiente para aventuras «fora de portas».
Santiago de Compostela ficou para outra vez, assente na agenda de sítios a visitar.

Foi arejar e perdeu-se.

Saíram da capoeira porque são do campo. Uma delas, a esperta, aventurou-se em campo alheio, pata aqui pata acolá, bica aqui, bica ali. Uma trabalheira para a dona. Dona da galinha. Cisca aqui, depenica ali... ai as nabiças!!!

Chô! Chô! grita Laura atrás. E a pita a correr para o sítio errado. Saltou para as silvas, saiu de lá, enganou-se no caminho e eu à espera.

A desmiolada lá encontrou a estrada, cansada e não depenicou nadinha, que e dona não a deixou.

E juntou-se ao seu galo-marido e consortes.

Fim.

Poucas horas dormidas, cerca de duzentos e cinquenta quilómetros feitos, para estar aqui. Hoje e amanhã.
Uma prenda estava à minha espera no alpendre. Que prenda! Antes que venha mais vento, mais frio, mais neve. Floriu! Jamais pensei que florisse. Só com o que vem do céu, pois, que no Inverno não há quem cuide.

Mimosas e uma capela


Sempre que aqui passamos, clico em andamento. Nunca ficou nítida.
Desta vez, consegui: Cabanões à direita, indica a seta.

Lousã - Vila e Serra

A acordar

Às 9 e tal, quase 10 horas, o ar fresco da manhã fosca na Lousã fez-me inspirei fundo. Que bom.
Agradeci à laia de cumprimento, por chegarmos aqui em segurança. Mais uns quilómetros, sempre a subir, e estaríamos em casa.


A caminho da Serra da Lousã

Na A1, a Serra D'Aire e Candeeiros apresentou-se encimada por um manto cinzento escuro.
Saída para Torres Novas. Eram 08:30 de sábado passado.

A ida


Só de loucos, mesmo. As imagens apresentadas foram tiradas de dentro do carro e no caminho escolhido para chegar à Lousã.
Costumamos dizer que chegar à Lousã é como chegar a casa, embora ainda nos faltem percorrer trinta e poucos quilómetros serra acima. É da Lousã que fazemos os telefonemas para as Mães. Um hábito antigo que elas não dispensam. Compreendemos o que sentem e nós bem exigimos de outros também. Mas nem todos somos iguais em empatia, né? Ora para abreviar a ansiedade em que ficam as Mães, não custa nada avisar-mos que estamos quase a chegar.

Quem vai para a estrada, vai para a guerra. Quase. Temos alguns «ídos» antes do tempo por acidentes na estrada. Continuam a haver demasiadas mortes e feridos nas estradas por estupidez, por falta de civismo, por ignorância. As estradas, essas não podiam estar melhores, para serem usufruídas por gente civilizada. Para além disto, o ambiente atmosférico tem muita importância. Viajar em dia solarengo é um passeio, mas em dias assim, como as fotos documentam, só mesmo a vontade de estar no nosso cantinho na serra nos faz fazer à estrada. E eu que não creio, acrescento, viajo com o credo na boca ... Há energúmenos demais com volantes na mão. A chuva, o vento, a escuridão às três da tarde, são mote mais que suficiente para preocupar quem fica em casa e redobrar os sentidos de quem vai em viagem. Descontração sim, mas estupidez natural, não.

Mais uma vez fomos. E mais uma vez voltámos.

A cantiga escolhida para o «filme» é de Ingrid Michaelson, the way that I am.

Até!

Mais uma vez estou de saída rumo ao Sul. Amanhã é o primeiro de 15 dias com novas paisagens, novos cheiros, novos sabores, outra luz.

Sem notícias de furor a esta hora da manhã, a não ser a «PT a mais os polvos», deixo uma frase de Benjamim Franklin:

«A democracia são dois lobos e um cordeiro a decidir o que vão almoçar.
A liberdade é um cordeiro bem armado a contestar o voto.»
Fiquem bem.

Da janela do meu carro

Em tarde de sábado passado, em vez de seguirmos para a Expo, afim de apanharmos um pouco de sol e olhar o rio, bastou uma distracção pequena e lá estávamos a caminho da Ponte Vasco da Gama. Não podiamos voltar atrás. A tarde estava muito bonita. As núvens, autênticas farófias :). Um pequeno giro naquele centro comercial, o Freeport, porque não coberto e porque andar faz bem à saúde. Nada de compras.
E a vinda. Boas sensações e os clics do telélé, como quase sempre, para mais tarde recordar.

Estória de 1 poste inclinado

Ir sábado de manhã e voltar 2ª feira, de manhã também. Euzinha, Marido e Bi. Mas está tanto frio!
Como é meu hábito, cliquei aqui, cliquei ali. Com o telélé ou com a EOS, o que estivesse mais à mão. Finalmente tinhamos chegado à terrinha para um fim de semana.
Uma manhã de sol radioso foi um belo presente. 2 graus Centígrados marcados no computador do carro, um friozinho de rachar e um calorzinho de Inverno entrava pela abertura da minha janela, mas o Penedo estava limpinho de núvens, à nossa espera.
Não reparei quando chegámos, mas estava lá. Há quantos dias? Desconheço. Um poste de electricidade perigosamente inclinado para avia pública, de que não demos conta porque estávamos a acabar de chegar ao nosso sítio e desejosos de entrar em casa - um frigorífico - e acender o fogão a lenha para a aquecer. Foi muito bom, o sábado gordo.
No dia seguinte, o tempo já a modos que a querer enfarruscar, fez-nos querer aproveitar e saír de casa para uma voltinha. Um salto aos primos Afonso e Palmira, depois de almoço, para a bica. Era Domingo Gordo, talvez vissemos alguns mascarados...
Metemo-nos no carro e lá fomos. Foi ao dar a curva ao pé da Capela que olhei e vi o poste inclinado. É pá! E se isto ainda cai? Vai fazer estragos.
O que impedia o poste de tombar de vez eram os cabos eléctricos e estavam tão esticados que poderiam romper-se a qualquer instante. Mas será que ainda ninguém viu isto? Será que já alguém comunicou para a EDP?
Já na Póvoa tinhamos apresentado os cumprimentos e distribuindo beijinhos quando chamei a atenção para o poste inclinado lá em baixo, na curva a seguir à Capela. «Ai está?» «Mas então ainda ninguém telefonou?» «Mas isso é um perigo.» «Eu já tinha reparado...».
Respostas que fui ouvindo. E ninguém de cá fez nada?
Olha, disse eu para a Palmira, sabes o número que eu ligo? É grátis e disse-mo. Liguei.
A senhora que me atendeu obteve de mim o que necessitou. Nesse Domingo Gordo à tarde, um pouco mais tarde do que a minha tarde, aparecerem dois senhores do piquete da EDP e arranjaram.
Chegada à Cerdeira, Sábado Gordo, numa manhã de sol. Poste inclinado.
Segunda feira gorda, Neve no Meu Penedo. Chuva e neve para a viagem. Poste na prependicular.
Hoje de manhã, ao voltarmos a Lisboa, cliquei o poste que já estava na devida posição.
Tal como de um dia para o outro o tempo virou, na mesma tarde do mesmo dia uma empresa portuguesa fez o que devia.
É preciso dizer que eu não deixei andar, eu fiz o que devia. E a EDP também.
Nem TUDO é mau no meu País!

Boa viagem

Tarde de sábado agradável. Amanhã dizem, já chove. Vamos ver o mar? Parámos naquele local do costume, quando vamos até à Ericeira. Bem no cimo da falésia, no sítio do Miradouro. Cliquei e pus-me a navegar. Em casa, procurei ficar com as melhores fotos. Afinal foi com o telélé. Algumas eliminei-as. As outras ficam aqui, num filme pequenino, com música e tudo. Dediquei-o a uns homens, marinheiros portugueses, que andam num veleiro por esses mares fora, a dar a volta ao mundo. Continuem bem.

Mar chão e vento de feição


Navio Republicano Português Sagres ou Navio Escola Sagres? As duas coisas.
Uma vez por ano e lá ia. Durante 3 meses ficávamos sem ele. O Senhor meu Pai começou a sua vida de Marinheiro na Sagres e terminou a sua vida de mar como o homem do apito, ou seja, como Mestre do Navio.
Esta é a primeira vez que Sagres vai fazer uma viagem à volta do Mundo. Quase 1 ano a pavonear-se pelos Oceanos, o vaidoso. Imagino quem o espera nos diversos portos por esse mundo fora. Inesquecível estar num qualquer porto e olhar e ver esse veleiro de velas brancas, com as Cruzes de Cristo encarnadas, enfunadas, em todo o seu esplendor, a atracar. O movimento braçal dos marinheiros, a subida aos mastros, as velas a descerem, as vozes, um apito a comandar estas manobras ... só estando lá a assistir, para recordar toda a vida. E depois de atracado e amarrado ao cais, subirmos as escadas e entrar, pés no convés do navio. E mexer no cordame, nas madeiras envernizadas, nos latões. Descer e subir escadas de degraus estreitos e íngremes, mãos agarrando ambos os corrimões, em corda. «Desce como sobes, custa menos ... »
Inspirar e deixar que a imaginação nos leve por instantes, de viagem...

Lembrei-me de Fausto, que escreveu:

Já tenho a vela enfunada / Marrano sem vergonha / Judeu sem coisa sem fronha / Vou de viagem ai que largada / Só vejo cores ai que alegria / Só vejo piratas e tesouros / São pratas são ouros / São noites são dias // Vou no espantoso trono das águas / Vou no tremendo assopro dos ventos / Vou por cima dos meus pensamentos / Arrepia / Arrepia / E arrepia sim senhor / Que vida boa era a de Lisboa // O mar das águas ardendo / O delírio dos céus / A fúria do barlavento / Arreia a vela e vai marujo ao leme / Vira o barco e cai marujo ao mar / Vira o barco na curva da morte / Olha a minha sorte / Olha o meu azar.

Que os ventos e marés lhes sejam favoráveis. Que tragam estórias para contar, a quem os gostar de ouvir, até morrerem de velhice.

No céu, um ponto que reconheço

Dia 9 de Outubro de 2009. Marido a caminho de Barcelona para mais um Congresso Europeu de M. N. Recebi o último telefonema perto das 17 horas. Vamos sair às 17 e qualquer coisa, não me recordo. Despedida de novo e votos de boa viagem. Peguei na EOS e fui para a janela. Olhei o horizonte e fixei um ponto que julgo ser o local do Aeroporto de Lisboa. Daí a uns minutos, poucos, ouvi aquele ruído de motores longínquo. Apontei a máquina com o zoom bem para longe. Procurei um ponto no céu. Esperei e lá vinha ele. Já muito acima da linha do horizonte, a ganhar altitude e a virar à direita, na rota de Barcelona. Havia nuvens. Das vezes que cliquei só duas o fixaram. Seguidamente deixei de o ver.
Marido foi e já voltou. E trouxe presentes para mim, que tive ... receio ? e mais uma vez não o acompanhei. Fica para a próxima. Talvez.

De volta ao ganha-pão

De novo, por aqui. De regresso ao trabalho. Marido, não eu. Eu virei dona de casa. Como gostaria de ter ficado lá por cima, na Serra. Os dias continuam lindos. As tardes caem mais cedo e as noites refrescaram. Que faço eu em Lisboa?!?

Quase Outono. A minha estação predilecta.
Outono é outra Primavera, em cada folha uma flor, li algures.

Em busca de silêncios. A comissão de boas vindas

Lisboa partiu para parte incerta, há menos barulhos, mas ainda os há. Esteve calor. Muito. Mais de 30 graus. Apesar desse facto, fomos recarregar baterias. Ir Sábado, regressar Domingo. Apetecia ter ficado. Mas ainda não chegou a nossa vez de usufruir das férias de verão.
Estes apanhados são os nossos vizinhos. Ou antes, ocuparam selvaticamente o nosso espaço construído. Encontrámos debaixo do telheiro sinais das digestões, ouvimos a correria nas caleiras da casa e no algerós há cama feita de penas. Espreitam-nos por nos acharem intrusos. São muitos. Não mostram receio.
Os cantos deles é um dos sons do silêncio que procuramos quando viramos costas à capital e vamos até à terra. Tenho sorte em ter uma terra.
Apenas 1 fim de semana e regressamos à labuta. Apesar da distância, vale sempre a pena ir. E voltar, claro.

A caminho de Idanha-a-Nova

Da nossa porta, subimos à Nacional 112 e virámos para Castelo Branco. Nomes de povoações apareciam, assinalando o desvio da estrada principal. Malhada da Serra, Soeirinho, Muninho, Pampilhosa, Sancha Moura, Cambas, Ademoço, Orvalho, Martim Branco. Sobe serra, desce serra. Rectas, curvas, vistas extraordinárias, mas uma sensação de que estávamos realmente a abandonar a altitude. Algures no trajecto, cruzámos o Zêzere. Castelo Branco apresentou-se à direita. Só a olhámos. O amarelo das mimosas salpicavam os campos. Ainda faltavam uns quilómetros e os minutos estavam a esgotar-se. Seguimos pela Nacional 233 a caminho de Penamacor, passámos Oledo, parámos e perguntámos se íamos no caminho certo. Sim sim, é sempre em frente. Simpáticas as duas senhoras de Oledo. A luz baça do início da tarde coloria de mansinho a planície. O estômago já pedia qualquer coisa...

Esta Beira Baixa, não a conheço. Não vi um único rebanho de cabras. Os calhaus desapareceram e deram lugar a pedras e cabeços arredondados e ao verde nos campos. Vi ovelhas. E vacas a pastar. Ao ar livre, dentro de cercas. Que paisagem tão bucólica. Mais adiante uma placa – Idanha-a-Nova. Dentro do tempo previsto. Que lindo estava o dia. Sentia-se um calorzinho e um aroma a abraçar-nos. Parámos junto a um belo relvado e liguei à Julinha: Já chegámos! Onde estão? Lá dissemos e daí a pouco, poucochinho, a família apareceu. Depois das apresentações e dos cumprimentos, Zé disse-nos: Sigam-nos. E lá fomos nós.