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Poiartes - Feira Nacional de Artesanato

Ainda não tinhamos degustado Chanfana. Em casa, fazê-la, nem pensar. Muito calooooorrrr. Onde é melhor? Há muitos sítios, mas há anos que não íamos à terra da respectiva Confraria: Vila Nova de Poiares. Bora. Dia 11 de Setembro, lá fomos. De Góis lá é geralmente meia horita em estrada muito boa - a Nacional 2.
Na segunda semana de Setembro, é a Poiartes - Feira Nacional de Artesanato e da Gastronomia. Perguntámos onde era e onde poderíamos deixar carro. Estavam em festa, que bom. Adoro feiras. Seguimos o som da Música. Portuguesa. Mas de Lisboa ... com músicos de origem brasileira a tocarem. Mas a música saiu impecávelmente tocada. Com aquele calor constante a perseguir-nos, nem sei como eles aguentaram entreter os visitantes.

Sentámo-nos na primeira «sombra com mesas» e bancos corridos. Pertencia a uma associação que espero não estar enganada de nome ADIP (Associação de Dsenvolvimento Integrado de Poiares). Estavamos cheios de larica. Pedimos e enquanto aguardávamos a chanfana, feita não sei onde - dizem que foi toda preparada em Penacova - gravei com o telelé a interpretação da conhecida «ai se os meus olhos falassem».


Na mesa, a tão esperada chanfana, a broa, as azeitonas temperadas com ervas alho e azeite, o vinho tinto da região (?) com gelo dentro (afinal chanfana com água faz mal e o motorista tem a viagem para casa). À volta simpatia e muita música.

São servidos? É que estava mesmo muito boa! Parabéns aos cozinheiros.
E para terminar, um Delta com um Poiarito, o bolo da cidade.
A seguir, desmoer a refeição a andar pela feira propriamente dita.

PS: «Vila Nova de Poiares é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte. É sede de um pequeno município com 83,82 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penacova, a leste por Arganil, a sueste por Góis, a sul pela Lousã, a sudoeste por Miranda do Corvo e a oeste por Coimbra.»(*) Todos lugares lindos!

(*) retirado da Net.

Férias na Serra: Ida ao Pessegueiro, pela 1ª vez

Depois do almoço de um dia de Setembro, 0 12, estavamos no café do meu primo Afonso. Eu, à conversa no balcão com Isilda, veio à baila o Pessegueiro, por causa do calor que nos assolava e das construções em quase todas as terrinhas que transformam um riozito numa piscina. «Mas a sério, não conheces o Pessegueiro?» «Não» respondi duas vezes! «Olha que aquilo é muito bonito. Até admira não conheceres. Fizeram lá uma obra muito bem feita. Tem duas piscinas e se não me engano há Festa lá». Ai não, festas não me apetecia. Mas logo me informou que àquela hora estavam todos no descanso. Ai é? Disse-lhe para esperar um bocadinho, que a conversa ainda não tinha acabado, e fui ter com Marido, que estava lá fora a assistir à formação de uma mesa para a sueca. «Marido, vamos dar uma volta até Pessegueiro?» Olhou-me com ar interrogador «Onde é que isso fica?» «Olha não sei mas vou pedir à mulher do Filipe para vir connosco :)». Ele anuiu. Assim como assim, jogar não jogava, se não fossemos dar uma volta, daí a pouco estaria com vontade de ir para baixo, para casa.
Cheguei-me de novo ao pé dela, cansada do ir e vir, e disse-lhe «Anda Isilda, vem mostrar-nos onde fica Pessegueiro». «Oh oh!!», termo muito usado quando se é apanhado desprevenido. Foi tirando o avental e disse ao Filipe que já tinha parceiro para as cartas «Marido olha que me estão a convidar para ir dar uma volta e eu vou». «Vai» disse ele.
Parecíamos duas miúdas...
Entrámos no carro com o motorista a postos e seguimos a Nacional 2 a caminho da Pampilhosa da Serra.

De repente ela disse-nos «Corta aqui Carlos. Descemos por esta e depois vimos por outra». E começámos a descer, a descer, por uma estrada municipal alcatroada que mal dava para se cruzarem dois carros. Mas para onde é que nos leva esta rapariga?

Este é o site oficial da Povoação desta estória. Clique http://pessegueiro.no.sapo.pt/ e fique a conhecer ainda mais.

Dia 14 de Agosto, subida ao Penedo.



Mês de Agosto é o mês dos portugueses de férias. Na Cerdeira, um grupo de cerca de 30 pessoas (foi a informação que obtive) aventurou-se na subida ao Penedo, descida a Povorais e regresso à Cerdeira (também segundo informação, de carros).

Enquanto iam progredindo, tentei apanhar pelo menos os sons. E consegui.

Deve ter sido divertido!

Todos em carreirinha, pareciam uma minhoca gigante a deslocar-se lentamente.

Não pude deixar de filmar um dos meus hospedes, que sem dar pela minha presença se juntou aos sons ambientais.

Éramos 10 pessoas que se querem bem. Levados ao cimo da Serra da Arrábida, sábado passado, a olhar azuis sem horizonte.

Não foi tirada do céu :). Mas do cimo da Serra. À direita, a enseada do Portinho da Arrábida


Depois do almoço-pic nic, descemos até uma das praias. Escolhemos esta. Onda vai, onda vem, apeteceu estrear a época, nem que fosse deixar tocar apenas os dedos dos pés. Ténis atados ao ombro e calça arregaçada.
Em frente a hipótese de sonhar, de inventar estória sobre essa ilha, a da Pedra da Anicha.

Um paraíso florido, ainda intacto de pés, deixou-se clicar na sua azáfama de recolha de pólen.

Feira da Pêra Rocha, no Bombarral


Entrada na feira

Stand expositor de fruta e pecuária, muito engraçado, com sede em Leiria

Cantinho de um stand com licores, bolos e doces

Stand da ECOFRUTAS (http://www.ecofrutas.pt/)

Tradicional Jogo da Malha - só lancei as malhas ... que falta de jeito

...""...

Fim de semana à porta. Ir onde? Gostava de ir ao Seixal olhar a baía... uhm, não está o céu azul, vai ventar. Melhor não. Ir onde? Lembrei que ouvi notícias sobre pêra rocha e um concurso do maior bolo... Ah! já sei. Vamos antes ao Bombarral, à Festa da Pera Rocha. Bóra? Bóra.

Sábado lá arrancámos com as senhoras mães, cerca das 10.30h. A viagem fez-se bem, de Lisboa a Torres Vedras e daí ao Bombarral. Só pela viagem, valeu a pena. De um lado e do outro da estrada olhava-se e via-se a terra cultivada. Afinal ainda há trabalho. Boas notícias. Este cantinho da Estremadura está assim. Encostas forradas de árvores de fruta e vinhedos. No centro-oeste de Portugal. Há uma longa tradição na fruticultura. E é reconhecida. Hoje é a Região Demarcada da Pêra Rocha do Oeste. Montes encimados por moinhos de vento, com as velas girando ao sabor do tal que soprava forte. Lembram-me os meus desenhos da primária. Há alegria nas gentes que se traduz na forma como nos tratam, a nós, que estamos de visita. Gente simpaticíssima. É mania nossa parar nas tendinhas que nos interessam, meter conversa, perguntar de onde é. Comprar o que é nosso. Para além da boa disposição metemos na alcofa pêras rocha e carapinheira (há quantos anos não a olhava), pêssegos, tomates, cebolas, queijo da Celinda da Sertã puro de ovelha, queijo de ovelha e um chouriço de carne da Enchido do Sabugueiro e mais uns pequenos rijos envoltos em pasta de colorau, de cabra, ovelha e mistura, da Sertã queijo. Eles sabem fazer a coisa. Mostram-nos que podemos provar os diversos produtos ... bocadinhos de queijo identificados em pratos, com tostinhas ao lado, à disposição, a meio da manhã, quase hora de almoço. Derretiam-se na boca. Uma provocação ao paladar e à respectiva ida ào porta-moedas. Quem resiste a estes mimos?! E mel Serradinha, do apicultor nº 10050001, de Rosmaninho, Eucalipto e Queiró.

Para nossa primeira ída ao Bombarral, até que gostámos. Seguimos para Vermelha, para abastecer o estômago. E com sorte, apanhar aberta a Adega Cooperativa e a Padaria.

Um Domingo de Páscoa diferente - estória de uma viagem

Quando recebemos um convite simpático, que entendemos como vindo do coração, não há maneira de não aceitar. Foi nesta Páscoa. Estávamos na Serra, na santa terrinha, a passar umas fériazitas de 5 dias. O tempo não estava para passeios, mas as cabeças arejariam. Só aqueles ares!
A nossa Amiga Julinha mandou-me uma mensagem pelo telélé, que por acaso consegui receber no sábado (lá em cima é uma desgraça para os telélés comunicarem) e li: «já chegámos ... está a chover ... venham passar o domingo de Páscoa com a gente, pago o almoço, venham ...». Conversei com marido. Ir até Idanha-a-Nova ter com eles? A estrada é a «a nossa!», é sempre em frente. Cento e tal quilómetros pela nacional 2, está uma boa estrada, com subidas, com descidas, com algumas curvas cortadas ... Mapa na mesa, perguntas ao meu primo Afonso. «Faz-se bem, em Castelo branco cortam à esquerda para Penamacor ... e em duas horas estão lá.» Não conhecíamos aquela Beira Baixa, a do distrito de Castelo Branco ...
Lembrei-me da cantiga:
«Ó Elvas, ó Elvas,
ó Penamacor,
em Castelo Branco,
mora o meu amor.../»
Se não estiver a chover, como previram os que sabem, iremos. Respondi a Julinha talvez sim, se o tempo melhorasse... E não é que melhorou?
Domingo de Páscoa amanheceu azul, ensolarado. Embora! Toca a levantar. Eram 1o horas e lá nos metemos à estrada. Liguei-lhe: «Julinha? Vamos sair agora.» «Ok. boa viagem. Quando chegarem, liguem, para os irmos buscar.»
Antena 1 no ar e lá fomos ouvindo o Prof. sexólogo, o Murcão, a botar palavra. Lá fora 10 graus e sol. Bi, no banco detrás, tremia. É sempre assim. No início das viagens, sente-se abandonada e primeiro que descontraia ... Mas não foi uma viagem qualquer. Houve estória para contar e tem um título: parar uma procissão para nós prosseguirmos viagem.
Aconteceu a poucos quilómetros do nosso sítio. Na Pampilhosa da Serra. Conforme fui co-pilotando e clicando as paisagens da serra, apercebi-me de que havia festa nesta terra por causa das colchas nas varandas dos prédios, por onde a nacional 2 nos encaminha. Logo a seguir à segunda curva, um senhor guarda da GNR mandou-nos encostar. A procissão estava a sair. Não podíamos passar. E quanto tempo senhor guarda? perguntei, inclinando-me sobre o meu motorista. Prái uma meia horita. Mau Maria. Ai senhor guarda, temos encontro marcado para almoço na Idanha e ainda nos faltam fazer tantos quilómetros... O senhor guarda olhou-nos melhor, pensou decerto que éramos gente de bem e pediu-nos «só um bocadinho». Puxou do seu telélé e comunicou com alguém que estava mais lá à frente. Daí a alguns longos segundos, virou-se para nós e informou-nos que nos encostássemos à esquerda e passássemos depressa e com cuidado, que a banda que já estava em formação se tinha encostado à direita. Ora não foi um querido este senhor guarda? É o da foto. Agradecemos muito, desejámos Páscoa Feliz e marido arrancou. As restantes fotos contam a estória. Os tocadores da Banda espreitavam-nos a ver se éramos alguém importante ...
Aproveito e informo que Este é o site da Pampilhosa da Serra. Está muito bonito. Vale a pena visitar esta terra, nem que seja virtualmente.


A caminho do almoço :) prometido. Onde? Surpresa. Entretanto, a paisagem alimentava os olhos.






Marcação de mesa. Teve de ser, disse Julinha. Entrei e espreitei. A sala, ampla e bastante alta, estava à pinha. O tecto era forrado em madeira com vigas à mostra. Nas paredes, pendiam quadros com bordados de Castelo Branco, lindos, em linha de seda. Uma lareira encimada por artefactos da região, apagada, que não estava frio, muito antes pelo contrário. E os olhares de quem se sentou primeiro e está no seu direito de o estar ... Esperar que outros terminem a refeição pode ser desgastante. Pertencíamos à segundo leva. Tínhamos de esperava a nossa vez. Fomos conversando e olhando as vistas. Quando nos chamaram, sentámo-nos, claro. A mesa redonda e no centro da sala ... foi posta por nós. A dona depositou os pratos, os copos e os talheres e os guardanapos entre mim e Julinha, resmungando. Deixe estar, nós pomos a mesa, parece que disse Marco. Eles já sabem como a casa é. Foram os donos que serviram os clientes, bufavam, foram desagradáveis. Fizeram-me lembrar alguns empregados antigos, que serviam clientes em restaurante de 3ª, fartinhos de trabalhar e sem gorjetas. Depois da mesa posta veio a ementa, com alguns dos petiscos já esgotados. No entanto, ainda havia muito por onde escolher. Alguma desorientação dos donos, algumas atitudes e respostas que não seriam de se esperar, repito, porque eram os donos, mas a comidinha, ah! a comidinha, estava muito bem feita. Numa grande travessa, vitela assada com arroz branco e batata frita aos palitos, com um molhinho delicioso no fundo. Que tempero. Esquecemos o acolhimento.
O que foi feito para anuncio de aquecedor, vale para esta estória:
«E tu Maria que dás calor à minha existência
quando a minha alma gela, fria,
e depois de me proporcionares o encher da pança
e sobre ti o meu doce olhar descansa ...
querida segurança! querida segurança»!
Foi mesmo assim. Só faltou dar umas palmadinhas no ventre, como fazia o frade depois de comer a sopa da pedra.
Restaurante Senhora da Graça, em Idanha-a-Nova. Não prima pelo atendimento, mas pelo tempero está de parabéns.
A quem nos pagou este almoço de Domingo de Páscoa, o nosso muito obrigados.


Não parece, mas estão todos com uma fomica!

O Cais, na Moita

Sogrinha, com quem partilhei uma dose de cozido de porco preto

Prato tipicamente português. Muito bem confeccionado.
Fontanário: Tinto de Pegões, D.O.C. de 2005 - que aroma, que sabor.
É das Terras do Sado, não do Tejo.

Talego, o saco com pão morno, com casquinha.

N'O Cais, o restaurante. Em frente ao Tejo.

Por causa das cegonhas

Fomos atrás das cegonhas. Olha, disse apontando para cima. Pousadas no cimo da chaminé de um casarão, branco, de traça antiga, murado, havia duas. Na estrada, Marido virou à esquerda e entrou portão adentro de um belo sítio porque nos convidava a isso mesmo, a entrar. Para onde vais? Visitar a Adega, respondeu. esta não é cooperativa :).
Saímos do carro e as cegonhas passaram a segundo plano, por se encontrarem agachadas, no ninho. Azar, pensei. Olhando à volta, à medida em que nos aproximávamos da Loja, fui clicando aqui e ali. Com o telélé, claro. E por causa das cegonhas, vou deixar postado esta visita, que não estava planeada no passeio de Sábado. E sinto-me orgulhosa por existirem estes cantinhos em Portugal. Pouco conhecidos dos Portugueses, mas os europeus importadores de vinho, conhecem.
Cliquei estes dois painéis. Como saíram duas fotos suficientemente apresentáveis, fui agora pesquisar um possível casamento entre eles - painéis e Quinta. E tem tudo a ver, realmente. A Estória de Santo Isidro, o poema e o lugar.
Lançada a semente à terra, com muito trabalho e dedicação, o homem colhe o suficiente para si, para distribuir e para trocar por dinheiro.
Olhei à volta da Quinta e apreciando melhor o que ali está, afirmo: não é só ter, é preciso manter. Seja que imóvel for. E nos dias de hoje, com a crise à porta ...
Aqui fica o que encontrei.


Uma estória: *Eram tempos muito turbulentos, na Península Hispânica, quando Santo Isidro nasceu, nos finais do século XI. Travavam-se os combates da reconquista das terras cristãs aos muçulmanos, eram as horas de estabilizar as muralhas de Toledo rendidas a Afonso VI de Castela e Leão e de repovoar as terras abandonadas. Conforme os usos do tempo, os cronistas dos santos encantavam-se com o sobrenatural e, em vez de analisarem a espiritualidade, os costumes, as obras dos seus biografados, como se faz hoje, encantavam-se em narrar os factos miraculosos, frequentemente acrescidos pelo amor jubiloso dos seus biografados... / ... *
Santo Isidro Lavrador - estória (clic, para continuar a ler.)


E este Poema, cujo Autor desconheço:

*Se a semente não cair

Na terra e não consentir

Em lá se deixar morrer,

Nunca a torrente da vida,

Que nela está escondida

Poderá sobreviver.

Mas se a semente

Consente

Em cair

É então, então somente,

Que ela há-de ressurgir,

Não como d'antes, sozinha

E isolada,

E mesquinha,

Mas na seara dourada

Que d'ela há-de sair.*

Fui passear com a senhora minha Mãe

Na 2ª feira, disse-me: Eu tenho de ir à Baixa, não queres sair um bocadinho? Íamos depois até à Graça no eléctrico 28. Já falei para a Gracinda e com a Esmeralda. Elas informaram-me que temos de o apanhar na Rua da Conceição...

Pois. A chuva passou, o céu ficou azul. O Sol a bater na hipófise, só me fará bem. Aceitei. Eu adoro passear com a Senhora minha Mãe pela minha Lisboa. É uma boa cicerone, que conhece Lisboa a-antiga. Os percursos pelos Bairros do Castelo e de Alfama, Mouraria, Madragoa e Bairro Alto ainda lhe estão frescos na memória. E mais as amigas e as primas que por lá viveram... Ainda estará alguém vivo? dizia-me apontando para certas ruas e vielas, de dentro do eléctrico. Sinto-me em casa, sentada no banco em pau. Embora não tenha vivido em nenhum destes bairros alfacinhas, são da minha Lisboa. Gosto ds cheiros, das cores, dos sons, das ruas estreitinhas. Coisas do ADN?

Eu, que pouco saio a pé, tenho de aproveitar os dias frescos de sol e ir com ela. Tenho o passe "7 Colinas", oferta da senhora minha Sogra, para eu sair de casa ... faz-lhes confusão a minha consentida clausura :).

E na 4ª feira, lá fui passear. Saí às 10 da manhã, com ponto de encontro em Sete Rios, onde apanharíamos o autocarro 58 para o Cais do Sodré. Assim que lá chegámos, sentimos o aroma insuportável do Rio Tejo, que devia estar na vazante. Mais a mais, as obras no Cais das Naus devem deixar alguns esgotos a céu aberto. Enfim, coisas da velha Lisboa, a ser alindada. O Tejo não pode esperar.

Atravessámos o Largo do Município em direcção à Rua da Conceição. À sombra estariam uns 10 graus Centígrados. Friuuh. E como sempre, na idéia levava a reportagem a clicar. Tenho algum receio de levar a máquina das fotos pendurada ao pescoço, tal como muitos turistas estrangeiros a clicar com idênticas à minha. Assim faço do telélé o captador de imagens. Adoro apontar e clicar o que vejo. Trazer para casa e recordar. Não têm a mesma qualidade, mas paciência.

Gostei tanto do passeio, que temos de repetir. Já lhe disse. E a senhora minha Mãe ficou de estudar outro percurso de outro amarelinho. E é aproveitar enquanto está sol.
Clic aqui se quiser visualizar a rota do Eléctrico 28. Em baixo um filminho de péssima qualidade, dentro do 28. É o que há.


Dentro do 28 e a subir à Graça

Rua da Conceição, a caminho da Graça. Já dentro do eléctrico reparei no senhor que cobrava um bilhete e o poria a funcionar: tinha o acento forrado com um pano de lã, ou de flanela, ou qualquer outro forro, para o aquecer nestes dias nada brandos em termos de temperaturas. Uma simpatia no atendimento. Muitas das pessoas que entravam, cumprimentavam-se tratavam-no pelo nome.

Espreitando pelos vidros algo empoeirados das janelas, fui clicando. Enquanto o balanço e o chiar dos elementos me embalavam. A Sé Catedral de Lisboa.

O Tejo e o casario antigo.

Um emaranhado de ruas estreitas, num malabarismo inacreditável, passando rente às portas e janelas do casario, com o condutor a tilintar a campainha a avisar algum motorista distraído que venha em sentido contrário ...

... e continuando a subir ...
Que igreja a espreitar?

Mais um esforço e vence a curva
ao lado, a descer vai passar um homónimo ...

Chega-se ao Largo da Graça. Mais um Eléctrico, mas de Turismo.

À volta, o 28 de novo, rumo à Baixa. Paragem - se eu esticasse o braço tocava nesta roupa branca, pendurada numa janela, numa rua estreita desta cidade-luz que me faz falta ...