Na segunda semana de Setembro, é a Poiartes - Feira Nacional de Artesanato e da Gastronomia. Perguntámos onde era e onde poderíamos deixar carro. Estavam em festa, que bom. Adoro feiras. Seguimos o som da Música. Portuguesa. Mas de Lisboa ... com músicos de origem brasileira a tocarem. Mas a música saiu impecávelmente tocada. Com aquele calor constante a perseguir-nos, nem sei como eles aguentaram entreter os visitantes.
Sentámo-nos na primeira «sombra com mesas» e bancos corridos. Pertencia a uma associação que espero não estar enganada de nome ADIP (Associação de Dsenvolvimento Integrado de Poiares). Estavamos cheios de larica. Pedimos e enquanto aguardávamos a chanfana, feita não sei onde - dizem que foi toda preparada em Penacova - gravei com o telelé a interpretação da conhecida «ai se os meus olhos falassem».
PS: «Vila Nova de Poiares é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte. É sede de um pequeno município com 83,82 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penacova, a leste por Arganil, a sueste por Góis, a sul pela Lousã, a sudoeste por Miranda do Corvo e a oeste por Coimbra.»(*) Todos lugares lindos!
(*) retirado da Net.




Marcação de mesa. Teve de ser, disse Julinha. Entrei e espreitei. A sala, ampla e bastante alta, estava à pinha. O tecto era forrado em madeira com vigas à mostra. Nas paredes, pendiam quadros com bordados de Castelo Branco, lindos, em linha de seda. Uma lareira encimada por artefactos da região, apagada, que não estava frio, muito antes pelo contrário. E os olhares de quem se sentou primeiro e está no seu direito de o estar ... Esperar que outros terminem a refeição pode ser desgastante. Pertencíamos à segundo leva. Tínhamos de esperava a nossa vez. Fomos conversando e olhando as vistas. Quando nos chamaram, sentámo-nos, claro. A mesa redonda e no centro da sala ... foi posta por nós. A dona depositou os pratos, os copos e os talheres e os guardanapos entre mim e Julinha, resmungando. Deixe estar, nós pomos a mesa, parece que disse Marco. Eles já sabem como a casa é. Foram os donos que serviram os clientes, bufavam, foram desagradáveis. Fizeram-me lembrar alguns empregados antigos, que serviam clientes em restaurante de 3ª, fartinhos de trabalhar e sem gorjetas. Depois da mesa posta veio a ementa, com alguns dos petiscos já esgotados. No entanto, ainda havia muito por onde escolher. Alguma desorientação dos donos, algumas atitudes e respostas que não seriam de se esperar, repito, porque eram os donos, mas a comidinha, ah! a comidinha, estava muito bem feita. Numa grande travessa, vitela assada com arroz branco e batata frita aos palitos, com um molhinho delicioso no fundo. Que tempero. Esquecemos o acolhimento..jpg)
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E este Poema, cujo Autor desconheço:.jpg)
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