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Subida aos Penedos de Góis


Em meados de Agosto, eu assisti a esta viagem, da minha janela na Cerdeira. A subida aos Penedos de Góis. Cerdeirences  de sangue ou de coração, há anos que embarcam nesta aventura. Os mais resistentes, os mais novos, seja quem forem, é preciso é que nunca desistam de nos encantar.
São precisos alguns atributos, que eu não tenho, como força nas canelas...
Subir a 1048 metros de altitude, é obra.
E as nuvens, ai as nuvens, a refrescar. Sentem o aroma das nuvens?
Obrigada MrChaimite pela partilha.
Com este filme, posso ir até lá, quando me apetecer.

Três foram cedo


Na rua, uns burburinhos. Depois outra voz mais alta: «Atão sempre vão! Ai que malucos!» Abri a porta e deparei-me com três tontos preparados para escalar até aos 1048 metros de altitude que o Penedo apresenta. Bom dia! Parem aí, pedi-lhes. Deixem-me fotografar o momento. Eram 08:47h. Disse-lhes que da estrada do Vale Torto até ao Penedo não se via nada, era uma nuvem pegadinha. Ó! Isso levanta. Vamos mas é, que o sol depois aparece e queremos estar o mais perto possível.
Então, bons trilhos!, desejei-lhes.
A subida deve ser feita imaginando os carreiros entretanto tapados pelo mato. É preciso um pouco da vitalidade e da agilidade de um cabrito para tal «passeio».
Da esquerda para a direita, na foto estão: Mateus (a desejar bos viagem), Jaime Pinto, Alice Pinto e Zahari Markov.
Lá seguiram. Dos do «grupo de ida ao Penedo», nada. Agora era dar-lhes tempo para aparecerem na «bandá'lem», na tal estrada do Vale Torto, para começarem a subida e eu os clics.

Subida ao Penedo de Góis - o começo.

O 1º grupo já ia a subir, algumas vezes tapado pelos calhaus e pelo mato. Estive a fotografá-lo com a máquina do senhor meu Irmão, o Jaime, dado que ele gostava de ter a reportagem completa. Para além disso, o meu telélé não tem hipótese de aproximação condigna com o esforço que eles iam despender.
Entretanto o grupo que se levantou mais tarde por causa da ida à festa a Góis, resolveu meter pés a caminho, perto das 10:00h, um pouco tarde para uma tarefa destas, apesar do Sol brilhante e céu azul que anunciava queimar a pele dos mais encalorados, porque definitivamente a sapeira tinha-se dissipado e o Penedo mostrava-se em todo o seu esplendor convidando os caminhantes a não desistirem.
Continuando eu atenta à minha reportagem fotográfica dos primeiros 3, aguardava a todo o momento a explosão sonora que costuma existir por parte dos que foram e por parte dos que ficam na Cerdeira a vê-los ir, a vê-los progredir na subida, quando mutuamente se vêem.
Fiquei à cóca, a ver quando eles apareciam na estrada do Vale Torto. De repente, o silêncio das 09:50h daquela manhã de Domingo, foi cortada por gritos (uis prolongados), o som de uma concertina ao vivo (Ó minha Rosinha), outros sons trazidos pelo eco, palavras soltas ... e lá estava a bicha de mais de uma dúzia de camisolas coloridas, afugentando cucos, pardais, corvos e outros autóctones com a tradicional berraria de quem se mete por atalhos e se quer fazer ouvir ao longe, por nós, que lhes respondemos também. Ficou gravado o meu grito, que foi espontâneo, e por isso desculpem lá. Também uma frase sentida e um shiu à minha Bi, não fosse ela entrar na festa e «comentar ladrando».
Portanto o filme onde gritei e exultei foi um modo de estar com os retardatários e avisar os outros três, já mais acima na subida, que a caminhada combinada de véspera estava a ter o seu começo.



Subida ao Penedo de Góis - o pior ia começar.


O Grupo retardatário fez uma pausa. Estava quase a entrar no mais penoso caminho até ao cimo. E já eram 11:13 h. Com o telélé, não consegui melhor.

Marido, que filmava ao meu lado com a sua máquina (eu não me entendo com ela ... ), clicou usando zoom e ficou bem melhor. Olhando bem a foto, penso que o «mandador» está a dar as instruções necessárias para que a subida decorra com precaução.