Ao colo da Vódrinha
Véspera de Natal
O Natal, para mim, é um misto de Alegria e de Saudade. Tanto choro copiosamente como me alegro. Pareço uma tola. É que já faltam alguns dos mais chegados - Pai, Cremilde, Filipe, Avó, Avô. Foram-se indo. «É tão bom ser pequenino, ter Pai, ter Mãe ter Avós...». Pois.
Casas vazias com estórias
Saí de casa, numa tarde muito quente deste último Setembro, de máquina pendurada ao pescoço. Vou para baixo ou subo? Cortei à esquerda, subi devagar a calçada íngreme de pedras brancas. Fui olhando as casas, algumas em ruínas, recordando quem lá viveu. Não andei muito e dei comigo aqui, neste local com estória, das minhas inúmeras passagens pela Cerdeira com a senhora minha Avó, mal começavam as férias de Verão.
Está assim, com ar de abandono e de de ninguém por aqui passar há tempos, nem a caminho dos Serrados, agora por amanhar.
Olhei à volta à procura de poiso, queria viajar no tempo. Resolvi ficar de pé, pois não estou só e não desejo de modo nenhum incomodar outras criaturas que sabemos gostam de aqui para sua casa. Espequei-me ao lado da figueira quase brava, que vem estendendo os seus ramos até às silvas que por sua vez já tentam entrar por baixo da porta encerrada. Casa adentro. Casa vazia de gente.
Dantes, lembro-me, esta casa era térrea, com as lojas para a rua e nas traseiras, ainda cá está, a entrada. Um pé alto com pouca altura, assim permaneceu durante muitos anos. Até Ti'Águsta e Ti'António da quinta se irem ambos. É no sítio Pissarrinha.
Puxei pela memória, fiz-me a miúda que fui a passar férias com a Avó Olinda, que gostava muito de se juntar a esta prima, a Ti'Águsta da quinta (era a da quinta por haver outra Águsta, a do Casimiro) para falarem, delas e dos outros.
Lembro-me que se riam muito. Riam até às lágrimas. Dos temas, não, não me lembro. A este duo divertido, juntava-se por vezes a Ti Ana, uma mulher grande, mais redonda que a Avó Olinda, vestida de preto e com os cabelos brancos apanhados em carrapito. Não era prima, mas virava-se muito para estas bandas. Por vezes trazia a sobrinha Matilde, miúda da minha idade que hoje vive na Lousã e já é avó.
Volto à casa e à sua dona, a modos de despedida. A porta sempre aberta quando eu dava a volta e aqui me têm. Lá de dentro, no escuro com cheiro de lenha a arder na cozinha, de broa e sardinha frita, surgia uma mulher pequenina e franzina, bonita, com um lenço na cabeça, a limpar mãos ao avental e uma voz que ainda consigo lembrar, fina e arroucada da Ti'Águsta da quinta: «Ó minha querida, estás tão bonita hoje! Dá-me um beijinho...»
O cheiro a figos e a amoras invadiu o meu atual espaço, trazido por uma aragem quente. Saudades delas, pensei, ao clicar as fotos. Muitas foram as horas que aqui me senti bem, eu, a única miúda guardada pelas três mulheres, que conversavam entre si e riam muito do que contavam. E que já se foram. Olinda, Augusta e Ana. Porque «quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana»*
Escrito em 30 e Setembro de 2011.
*Marguerite de Crayencour
Sorriso assim só o dela mesmo
Rafael, o meu sobrinho-neto, nasceu faz hoje 1 ano. Mãe Mafalda e Pai João estão de parabéns pelo menino que têm. Muito agradecidos pela visita surpresa.
Saúde, Amor e muita Sorte são o que mais lhes desejo.
Noite tranquila
Malhar o feijão
Parabéns Palmira!
Parabéns Prima Fernanda
Parabéns Sogrinha
Um riquinho fofura-da- tia.
Rafael. Doce, sorridente, simpaticíssimo, bem disposto, muito dado e curioso. A dois dias de completar 7 meses.
Sou uma tia-avó babadíssima.
Sarau anual de ginástica do Sporting que teve lugar este sábado, no Pavilhão Multiusos de Odivelas
Até sempre!

Dia de celebrar
Lar. A casa-lar possível em certas circunstâncias
Ai o mar, o mar que falta me faz, que bem me faz.
A Felicidade é feita de momentos.Temos de tomar conta do que criamos
Desejos de que o nosso menino continue saudável, cresça a receber amor, educação e cuidados por parte de todos os que o amam e vivem à vossa volta. E somos tantos!
A gente logo vê-se.
Não é linda esta barriga?
«Desejo que sejas como a água.Flui por entre os obstáculos que encontres.Não esqueças que em certos momentos, resistir significa ser destruído.Então, adapta-te às circunstâncias.Aceita, sem reclamar, que as pedras do caminho tracem o teu rumo através das montanhas.Nisso reside a força da água: ela nunca poderá ser quebrada por um martelo ou ferida por uma faca.A mais poderosa espada do mundo é incapaz de deixar uma cicatriz na sua superfície.A água de um rio adapta-se ao caminho que é possível percorrer, sem esquecer o objectivo: o mar.Frágil na sua nascente, aos poucos vai ganhando a força dos rios que encontra.E a partir de determinado momento, o seu poder é total. » (*)
(*) Paulo Coelho - Manual do Guerreiro da Luz; pág 51
Depois de muitas rezas e promessas aos Santos, principalmente a Pedro, o dia esteve muito bom. De propósito para ela. Ora recordem lá, a ver se não tenho razão!?
Dia Mundial do Animal III
Este é o Fofo. Apareceu no fundo do Lugar e a minha prima Laura-a-pastora adoptou-o. Talvez há 3 anos. É um misto de cão de água com outra raça qualquer. Foi abandonado na estrada e foi descendo o Lugar. Foi sendo enxotado, até parar à porta de quem ele presentiu ser humano. Foi ficando. Arisco. Na defensiva.
Tem um olhar muito meigo de cor castanha. Gosta de ir com as cabras e dá pouca confiança a quem não conhece ou considere amigo. Coitado. Não há erva que não fique presa ao seu pelo. Não leva muitas festas por causa do aspecto que tem. Mas os donos têm lá tempo para cuidar do banho do Fofo! «Olhem lá, quando é que damos banho ao cão?» pergunta Marido, com frequência, durante as férias de Verão. Logo, amanhã, um dia destes.
É que, pelo menos uma vez por ano, tem a sorte de levar uma boa esfrega, quer precise quer não :). Banho a sério, com champô anti-tudo e molhado, claro, com água corrente da mangueira. Geralmente escolhemos um dia quente para Marido o lavar. Os donos, esses não têm jeiteira para isto. Mas basta um deles segurá-lo pela trela posta. O resto é com Marido. Como o bichinho gosta de se sentir limpo. Pelo menos de parasitas.
Nem 15 minutos foram necessários. Não perdemos tempo, ganhámos, só pelo modo como ele nos olhava nos dias seguintes. É um fofo, este Fofo. E levou algumas festas, sempre que se aproximava de nós.
Há que ajudar a cuidar.
























