Ficou escrito
E o filme, buscado no youtube sobre «O mito (alegoria) da caverna e a sua actualidade» também.
A memória, esse grande simulacro repleto de fantasmas.
25 de Abril de 1974 - SEMPRE!
A foto é datada de 26 de Abril de 1974. Marido e Mendonça, dois dos filhos da madrugada, há 36 anos.
Desde a madrugada de 25 que se encontravam no Quartel-General de S. Sebastião da Pedreira, chegados a Lisboa numa Berliet vindos do Quartel de Santarém. Que estava bem. Não sabia dizer mais nada ...
Estes dois, os da foto, são apenas dois feijões verdes por obrigatoriedade, apanhados no vento da história. A todos Homens fardados, principalmente um, Salgueiro Maia, que nos entregaram de bandeja a possibilidade de passarmos a usufruir de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, o meu eterno agradecimento.
.../ Quem não sentiu já, como Nietzch, que nenhuma felicidade ou esperança podem existir sem a capacidade de esquecimento? Como esquecer então o inesquecível, se na memória dos mortais não existe o esquecimento porque o esquecimento «está cheio de memória» (Mário Benedetti). (*)
(*) Maria Alice Fabião, O tempo e a Palavra. Tempo Livre, Março 2010, pág.79
Um livro - Uma prenda, um presente
Para juntar algumas 'provas', encontrei estas. Actualíssimo, tanto o livro como as fotos. São Fotografias de conteúdo dramático. Porque existem homens e mulheres e crianças que sofrem mas também que conseguem o seu máximo e homens e mulheres que os captam, nuns clics, nos momentos certos. Emoções, principalmente.
Porque por cá, a Liberdade existe para as divulgar, e porque por cá, a liberdade existe para tomarmos conhecimento, vou juntar palavras e imagens. São imagens fortes, de sofrimento. Todas retratam o auge de um momento da humanidade. Da guerra na sua maioria. Da esperança em poucas. Da impotência em bastantes. Das reacções da mãe natureza e do desespero nas gentes, em algumas. Dos refugiados, as suficientes. Do desamor pelo outro, noutras tantas. Do esforço humano recompensado, as evidentes. Também do amor, em apenas duas.
A História de uma década em 100 imagens, Fotografias é deste início de século, de conteúdo dramático e muito fortes. Decerto haverá muitas outras 100's para serem divulgadas. Mas esta foi a escolha dos autores. E já sobra pano para mangas.
Nenhuma é sobre Portugal. Deduzo que é um bom sinal, comparando o meu povo com os povos de algumas das imagens. Fazemos as nossas próprias porcarias mas são tão medíocres que não somos notícia para o Mundo. Da demagogia me queixo, porque a considero tal como o poeta: uma ratoeira. Porque há, cada vez mais esta prática. E se há repórteres nacionais que nos mostram a nossa realidade, a maioria vende o que a voz do dono manda.
Estou 100% de acordo com este Senhor. Com o pensar do Dr. Fernando Nobre, pessoa portuguesa que muito admiro pela sua obra, pela sua maneira de ser e de estar na vida. Pelo que nos transmite da sua experiência. E já agora, deixe-me agradecer-lhe a sua dedicatória no seu livro, pela parte que me toca, por não ter sido profícua e ser tia de todos. Escreveu assim:
Dedico este livro .../ aos meus filhos (os biológicos e os de todo o Mundo)
.../. Dedico este livro a todos os seres vivos e ao nosso planeta Terra.
Hoje, há chuva de estrelas. Em Portugal a partir das 16 horas
«Todos os anos a Terra passa mais ou menos no sítio do espaço onde estão os resíduos da passagem do cometa Swift-Tutle», sendo que esses resíduos, ao entrarem na atmosfera «a alta velocidade», queimam, fazendo «rastos brilhantes», explicou à TSF Ricardo Reis, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. Chama-se também Perseidas (clique).
Sobre as Lágrimas de S. Lourenço. Uma estória.