A mordomo-mor disse ainda que o objectivo primordial desta candidatura, «para além de marcar presença neste importante concurso», passar por «reforçar o seu papel no seio do movimento confrádico nacional e, partindo da gastronomia, construir um presente que deverá obrigatoriamente revelar-se pró-activo, funcionando como factor de desenvolvimento local».
Fernanda Dias recordou ainda que a Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil conta actualmente com o bucho de Vila Cova de Alva, já licenciado, enquanto o bucho de Folques se encontra em fase de licenciamento, o mesmo acontecendo com o bucho de Arganil e o bucho de São Martinho da Cortiça.
Miguel Ventura, presidente da ADIBER – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, que dinamiza esta candidatura, considerou que «sejam ou não eleitas, primeiro pelos peritos, que farão uma análise das iguarias e, depois, pelos cidadãos, que terão oportunidade de votar nas iguarias que passarem à última fase, para nós são, de facto, duas maravilhas da gastronomia local». «Temos produtos de elevada qualidade», enfatizou o dirigente, dando conta que «iremos apresentar publicamente cinco candidaturas da região», designadamente a chanfana de Góis, o bucho e a tigelada de Arganil, o Queijo Serra da Estrela e os carolos de Vila Nova de Oliveirinha.
O presidente da ADIBER recordou ainda que «se criou um interesse por parte dos empresários locais em torno do aproveitamento do bucho e hoje podemos afirmar que estão em preparação um conjunto de investimentos que vão criar riqueza e postos de trabalho».
Bucho e tigelada precisam ser badalados
José Dias Coimbra, provedor da Misericórdia de Arganil e um dos principais mentores da criação da Confraria do Bucho, fez notar que «a melhor iguaria são as pessoas que vivem na Beira Serra e têm a coragem de confeccionar estas maravilhas». Com a sua forma peculiar de analisar as situações, Dias Coimbra entende que «o importante não é ganhar, porque as pessoas já ganharam quando se reúnem para promover este património». Todavia, não deixa de reconhecer a importância destas candidaturas, pois «não fazia sentido que concorressem todas as iguarias e o bucho e a tigelada não serem badaladas». «E isso é importante para nós todos», rematou.
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