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O Bucho e a Tigelada

Confraria do Bucho apresenta dois candidatos às 7 Maravilhas
A Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil vai apresentar uma dupla candidatura ao concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”. Assim, na categoria “entradas”, apresenta o bucho e para os doces elegeu a tigelada de Torrozelas. O anúncio foi feito pela mordomo-mor, Fernanda Maria Dias, na mata da Misericórdia, escolha que justificou tendo em conta que se trata de um «local emblemático» e de «encantamento».
Fernanda Dias explicou que o concurso pretende «promover a qualidade da gastronomia portuguesa como eixo central da identidade nacional e decisivo na escolha de Portugal enquanto destino turístico» e «constituir um roteiro gastronómico associado a todas as regiões do país». Muito embora existam outros produtos gastronómicos associados a esta confraria, como os cuscurães de Cepos e os torremos à moda de Santa Quitéria, da freguesia de Pombeiro da Beira, «foi consensual avançar com estas duas iguarias, o bucho e a tigelada», explicou.
A mordomo-mor disse ainda que o objectivo primordial desta candidatura, «para além de marcar presença neste importante concurso», passar por «reforçar o seu papel no seio do movimento confrádico nacional e, partindo da gastronomia, construir um presente que deverá obrigatoriamente revelar-se pró-activo, funcionando como factor de desenvolvimento local».
Fernanda Dias recordou ainda que a Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil conta actualmente com o bucho de Vila Cova de Alva, já licenciado, enquanto o bucho de Folques se encontra em fase de licenciamento, o mesmo acontecendo com o bucho de Arganil e o bucho de São Martinho da Cortiça.
Miguel Ventura, presidente da ADIBER – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, que dinamiza esta candidatura, considerou que «sejam ou não eleitas, primeiro pelos peritos, que farão uma análise das iguarias e, depois, pelos cidadãos, que terão oportunidade de votar nas iguarias que passarem à última fase, para nós são, de facto, duas maravilhas da gastronomia local». «Temos produtos de elevada qualidade», enfatizou o dirigente, dando conta que «iremos apresentar publicamente cinco candidaturas da região», designadamente a chanfana de Góis, o bucho e a tigelada de Arganil, o Queijo Serra da Estrela e os carolos de Vila Nova de Oliveirinha.
O presidente da ADIBER recordou ainda que «se criou um interesse por parte dos empresários locais em torno do aproveitamento do bucho e hoje podemos afirmar que estão em preparação um conjunto de investimentos que vão criar riqueza e postos de trabalho».

Bucho e tigelada precisam ser badalados
José Dias Coimbra, provedor da Misericórdia de Arganil e um dos principais mentores da criação da Confraria do Bucho, fez notar que «a melhor iguaria são as pessoas que vivem na Beira Serra e têm a coragem de confeccionar estas maravilhas». Com a sua forma peculiar de analisar as situações, Dias Coimbra entende que «o importante não é ganhar, porque as pessoas já ganharam quando se reúnem para promover este património». Todavia, não deixa de reconhecer a importância destas candidaturas, pois «não fazia sentido que concorressem todas as iguarias e o bucho e a tigelada não serem badaladas». «E isso é importante para nós todos», rematou.

Momentos (VI)

Em frente segue-se para Coja e Mont'Alto. Para a direita, as Urgências

Painel no Mercado Municipal de Arganil

Igreja ao lado do Hospital de Arganil. Antiga. Desconheço o nome.

Laurita e euzinha, às compras, com a Senhora do Montealto no cabeço, em fundo.

Quando em férias na Serra, é habitual dar-mos um salto a Arganil. Faz parte da agenda da estadia. Uma das 5ªs. feiras. Desta fomos a 10, e estava muito quente. A viagem fez-se de ar condicionado a trabalhar. É pela Serra, a do Açor que se viaja, mas quando está qente, sufoca-se. A estrada está, enfim, boa. Ir ao Mercado é certo e sabido que vamos. Como já disse, faz parte do convívio. E ouvir *então, este ano não vamos a Arganil?!* é um alerta da minha prima Laura, que vê as semanas a passar e nada.

Um molho de grelos 2€; um molho de espinafres 2€; um molho de 4 nabos com rama verdinha 2€. Está carota a ortaliça :). A seguir, a feira. Semanal, perdeu ano após ano, a originalidade. Actualmente não é diferente da feira domingueira da Brandoa, que não conheço, mas que imagino por ouvir falar. Foi ir e vir.

Já para não falar na tradicional Feira do Mont'Alto. O último ano que a visitei foi o passado. Este ano, não nos valia o sacrifício da deslocação. Nunca vamos à noite. Porque é longe estava muito calor e porque não vamos naquelas cantigas. Pois. Já agora, e por falar em Feira do Montealto, consulte aqui se perdemos algo imperdível.