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Estrela da Mó, em Poiares


Em Poiares. Já cansados de chanfana, escolhemos um prato de peixe que até faço em casa. Foi uma desilusão, lamento muito. Não se deve servir uma Cataplana de Marisco, confeccionada com uma maioria de ameijoa vietnamita e outros bivalves, ainda por cima salgada. Não com a desculpa de não terem acesso à «nossa» ameijoa. Aceitei por estarmos longe do mar, mas não se propõem uma cataplana de marisco aos clientes, sem conter os ingredientes correctos na receita. Foi acompanhada de um arroz, esse sim, delicioso. Fiz questão de transmitir  o meu desalento ao Chef, através de quem nos serviu, delicadamente, à mesa.


Já a sobremesa foi de lamber os beiços. Um Leite Creme com açúcar mascavado queimado e uma bola de gelado de baunilha. Um dos melhores que já degustei. Um quente-frio muitíssimo bom.

Sem termos de pedir a factura. Havemos de voltar, fica a promessa, até que o espaço é muitíssimo agradável. E os meus olhos ficaram presos nas travessas de batatas fritas pala-pala, fininhas, louras, que iam passando para as outras mesas.


Poiartes - Feira Nacional de Artesanato

Ainda não tinhamos degustado Chanfana. Em casa, fazê-la, nem pensar. Muito calooooorrrr. Onde é melhor? Há muitos sítios, mas há anos que não íamos à terra da respectiva Confraria: Vila Nova de Poiares. Bora. Dia 11 de Setembro, lá fomos. De Góis lá é geralmente meia horita em estrada muito boa - a Nacional 2.
Na segunda semana de Setembro, é a Poiartes - Feira Nacional de Artesanato e da Gastronomia. Perguntámos onde era e onde poderíamos deixar carro. Estavam em festa, que bom. Adoro feiras. Seguimos o som da Música. Portuguesa. Mas de Lisboa ... com músicos de origem brasileira a tocarem. Mas a música saiu impecávelmente tocada. Com aquele calor constante a perseguir-nos, nem sei como eles aguentaram entreter os visitantes.

Sentámo-nos na primeira «sombra com mesas» e bancos corridos. Pertencia a uma associação que espero não estar enganada de nome ADIP (Associação de Dsenvolvimento Integrado de Poiares). Estavamos cheios de larica. Pedimos e enquanto aguardávamos a chanfana, feita não sei onde - dizem que foi toda preparada em Penacova - gravei com o telelé a interpretação da conhecida «ai se os meus olhos falassem».


Na mesa, a tão esperada chanfana, a broa, as azeitonas temperadas com ervas alho e azeite, o vinho tinto da região (?) com gelo dentro (afinal chanfana com água faz mal e o motorista tem a viagem para casa). À volta simpatia e muita música.

São servidos? É que estava mesmo muito boa! Parabéns aos cozinheiros.
E para terminar, um Delta com um Poiarito, o bolo da cidade.
A seguir, desmoer a refeição a andar pela feira propriamente dita.

PS: «Vila Nova de Poiares é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte. É sede de um pequeno município com 83,82 km² de área e subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penacova, a leste por Arganil, a sueste por Góis, a sul pela Lousã, a sudoeste por Miranda do Corvo e a oeste por Coimbra.»(*) Todos lugares lindos!

(*) retirado da Net.

Cá está a banda de ai se os meus olhos falassem, a tocar lá vai Lisboa...

Não deu para não comprar. Uma delícia.

Se bem me lembro, esta senhora chama-se Olinda e tem mais de 90 anos. Faz palitos e pequenos artefactos em madeira de salgueiro branco - perguntei-lhe. Adquiri meia dúzia para oferecer.

Parei aqui porque precisava de 1 cesto para levar pão à mesa e vi um muito jeitoso. A artesã parou o que estava a elaborar e retirou-o da parede onde estava pendurado. Só que tinha asa e eu não queria com asa. Ela não foi de meias medidas e com meia dúzia de cortes, retirou-a. É assim que se fazem negócios: o freguês é quem manda :).

Ao lado dessa artesã, dois jovens com diversas «coisinhas» esperavam. Comprar o quê? "Scanei" os objectos e «já sei o que quero» saiu. Cera dos favos de mel, cortada em tirinhas e enrolada, com um pavio no meio. Velas! Para os amigos de Lisboa.

Comprámos um jarro e 6 taças em barro preto, tradicional da região. Não tenho foto e ficaram na terrinha. Não sei dizer quem os fez.

A música, agora de uma banda, fazia-se ouvir. Nós, debaixo de uma enorme tenda de pano branco que era a feira, não podíamos estar melhor. A cor branca conteve os raios solares e fez sombra fresca tanto aos expositores como aos visitantes. Estava-se bem. Demos volta a tudo. E gostámos muito. Carregados que nem burros, o melhor era irmos embora, fazer o caminho de volta. Já chegava de andanças. Precisávamos de sombra e água fresca. Entrámos no carro seriam 15 horas, e combinámos a próxima paragem - Praia Fluvial de Canaveias, antes de Góis, de subir a serra e ir para casa.

Estes são os palitos

Esta a banda a tocar na rua e nós debaixo de tenda :)

Este é o refrão da letra desta melodia:

«Ó limão ó verde limão
Solteirinha sim, casadinha não
Ó limão ó verde limão
Amor da minha alma,
dá-me a tua mão»

.....*.....

Terminamos a visita em beleza. Ao som de uma música de infância. Apesar da temperatura.