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Fomos e viemos, mas ...

A1, 6ª feira 22 de Abril. Antes de Vila Franca de Xira. Tínhamos ouvido na Antena 1, nossa companheira de viagens, que o trânsito estava lento devido à queda de um sofá no pavimento ter provocado um acidente. O dono do sofá não parou... A pouco e pouco as duas filas viraram uma. Houve oportunidade para olhar e ver e clicar. O Sofá é esse, aí da foto.

Como Marido-o-motorista não aprecia olhar desgraças, assim que o trânsito fluiu, arrancou. De repente, um carro azul, encostado à berma, com a frente toda amolgada. Na foto seguinte.

A pouco e pouco a viagem retomou o seu curso. Só posso imaginar o susto e a reacção desse alguém que seguia na sua viatura, quando de repente lhe cai uma peça de mobiliário à frente. O travar, o desviar e o embater. E lá se vão as férias, a Páscoa e o 25 de Abril num só pacote.

Nós, continuámos como se a boa sorte nos guiasse. Quando andamos a viajar pelo nosso Portugal, é mesmo de uma boa dose de sorte que precisamos para não sermos apanhados por companheiros de estrada desvairados, embriagados, descartados, ignorantes, incivilizados, que julgam ser donos da sua vida e da dos outros. A paisagem natural, essa não mudou. Continua a oferecer-nos tons pastel em madrugadas de nuvens.

Isto é que está uma coisa bem feita!

Aqui postei e a seguir fiz uma chamada de atenção via telefone, ao primo-dono. Perguntei: Já viste como aquilo está? A resposta veio pronta: Por acaso não, não vamos lá abaixo, mas calculo. Tens toda a razão, vamos mandar cortar.

Neste fim de semana verificámos que ficou o produto cortado, amachucado na ruína que já foi casa. Não foi levado, não. Agora é um barril de pólvora. O trabalho ficou a meio.

Ora bolas!!!

Aqui também, em frente a nós e pegada à casa que é da minha Prima Fernanda, uma outra ruína cujos proprietários se recusam a negociar mas que esquecem a sua propriedade porque lhes convém. Esta ruína é de uma família de epíteto «Carriços», aos quais não temos maneira de comunicar o favorzinho de virem limpar o que é deles, por via dos fogos. E dos bichos autóctones, como as cobras. Já ouviram falar que há uma Lei que nos obriga a mantermos os terrenos limpos em voltas das vivendas e construções?
A culpa é sempre de alguém que não dos donos.
As obrigações são sempre dos outros.
Ora re-Bolas!!!

Serra da Arrábida no sábado passado.

Por esta encosta abaixo, lixo humano. Não é poluição!!! Afinal, faz parte de uma cultura: a nossa. Levar o lixo para casa? Para quê? É muito mais giro lançá-lo janela fora ou então, depois de se degustar um iogurte líquido, lançar levemente o invólucro pela encosta abaixo. Ou depois de mastigar uma sandocas, a olhar a paisagem, lançar a bolsa plástica e o respectivo guardanapo na paisagem. Ajuda a decoração ...
Numa paisagem destas, a natureza devia manter-se imaculada. Aqui a mão do homem põe o pé, deixa marca. É simplesmente falta de civismo dos portugueses.