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A Zona do Caído.

Zona do Caído. Achei, depois de muitas pesquisas.

Depois de passarmos uma depuradora/Marisqueira (!!!!!), estamos num local chamado de Caído. Uma  zona extrema da freguesia de V. Praia Ancora antes de entrarmos na Freguesia de Moledo, passaremos ao lado de uma estação do Paleolítico datada de 8000 AC.
Antigamente o Caído era conhecido por ser um sitio ermo que até servia de porto natural de descarga do contrabando e por ser um local onde o sargaço dava à costa, tendo os sargaceiros construído umas pequenas casinhas para guardar os aprestos.

Rica em Iodo

4 de Junho. Um dia a não esquecer.

Praia de Moledo, Caminha. O Monte de Santa Tecla (Tecra para os espanhóis), em fundo

Nas rochas quentes, apetecia mesmo deitar. Uma boa terapia, gratuita.
As gaivotas e euzinha, damo-nos muito bem.

A água, fria, límpida, oceânica, Atlântica. Mais adjectivos para quê?

Cova do Vapor -

Cova do Vapor - de passagem, sem tempo para ficar e conviver. Prometo voltar.

Saímos da Caparica na tarde quente do último dia de Inverno. Azuis eram o mar, o rio e o céu. Em frente, estrada recta enfeitada por rotundas, indicava Trafaria. Há tempos que não íamos até ao sítio onde o Rio Tejo encontra o mar Atlântico.
No final da estrada a direito que acabava ali, ou seguíamos para a Trafaria ou cortámos à esquerda, para Cova do Vapor. Não conhecíamos. Fomos pela estrada de terra batida, mimosas acompanhavam-nos à direita. No fim da estrada, casinhas. Encantei-me e cliquei, mas foi a água que me captou a atenção. Ficam as imagens.
Quanto ao «bairro» em si, busquei informação na Net e encontrei um escrito que copiei e deixo.

"Cuidada e delicada, feita de afectos que não marcam os bairros degradados das periferias, a Cova do Vapor está longe de ser um bairro de lata ou uma aldeia igual às outras. É uma povoação singular, é um lugar onde tudo é diferente, sem escola, centro de saúde ou vestígio de serviço público, um lugar contraditório, uma relíquia de excepção. São construções mais ou menos precárias, encavalitadas umas nas outras, expoentes de engenho e desenrascanço, às vezes sem se perceber onde é que começam umas e acabam as outras. São casas e casinhas, com apenas duas ruas de terra batida, onde estão as poucas lojas da terra, capazes de deixar passar carros; mas o labirinto dos caminhos serpenteia por todo a parte, com largura apenas para os assadores, para os canteiros da salsa e dos coentros, para um tanque de roupa ou um duche apertado. Às vezes ainda há espaço para umas couves, umas flores, umas árvores de fruto, armários, estendais, e inventivas garagens e anexos de casas."

In CEREJO, José António Cerejo, Uma Relíquia Chamada Cova do Vapor, PÚBLICO, 28/04/2002.

Aqui, o mapa do google indica o caminho até «A», sendo «A» a Cova do Vapor. Mais um cantinho de Portugal, à português.


Ver mapa maior





Posted by Picasa
Os campos preparados para as sementeiras. O mar, a Costa Azul. A Ericeira, de novo. Para se estar. Receber os raios de Sol e o vento fresco e tomá-los como um gelado coberto de chocolate quente. Até apetecer. Depois de carregadas as baterias, limpos os neurónios, voltar a casa. Arrumar as compras. Lanchar um pastelinho de feijão de Torres Vedras. Um dia feliz, o de sábado passado. Amanhã, é outro sábado, outro dia. A ver vamos, como diz o cego.

Boa viagem

Tarde de sábado agradável. Amanhã dizem, já chove. Vamos ver o mar? Parámos naquele local do costume, quando vamos até à Ericeira. Bem no cimo da falésia, no sítio do Miradouro. Cliquei e pus-me a navegar. Em casa, procurei ficar com as melhores fotos. Afinal foi com o telélé. Algumas eliminei-as. As outras ficam aqui, num filme pequenino, com música e tudo. Dediquei-o a uns homens, marinheiros portugueses, que andam num veleiro por esses mares fora, a dar a volta ao mundo. Continuem bem.

Se tiver tempo, veja. Vale a pena.

O Arquipélago dos Açores dorme no meio do Oceano Atlântico, a cerca de 1.600 quilémetros de Portugal continental e 2.000 do Canadá. Pelas suas condições excepcionais e por estar rodeado das águas temperadas da Corrente do Golfo, estas ilhas desenvolveram o seu próprio ecossistema. O clima é tão imprevisível que, na zona, é habitual dizer-se que, num só dia, podem experimentar-se várias estações. Os mitos e lendas que envolvem estas ilhas mágicas datam dos textos de Platão que falam da Atlântico...

Buscado d'aqui

O mar Atlântico é sublime.

Estava muito vento na Ericeira. Fomos um pouco mais para Norte. Praia dos Coxos. Nome engraçado. Não havia sítio para estacionar. Imensa gente, principalmente surfers. Voltámos para trás. Um pouco a subir, antes da Ericeira, local para parar. Saímos.

Impossível descer, por causa da subida. Tal como o poeta disse «há mar e mar, há ir e voltar». Dá para entender?

Ficámos em cima a apreciar a vista para a Praia da Ribeira D'Ilhas. No sítio apropriado para turista apreciar. O vento continuava forte, abanava-nos, mas não transportava as minúsculas gotículas de água, como na Ericeira. Deu para aguentar. Era de tirar o fôlego. Há sítios em Portugal que me prendem. Este é um deles. Se a terra se espreguiçasse naquele momento, voaríamos alto, até aterrarmos de cabeça e sem asas. Seríamos notícia?



A descida é mesmo íngreme. Só de pensar no sentido inverso, fiquei cansada. Sentei-me. O mar estava picotado de pontinhos pretos. Acho-lhes graça. Sentados em cima das pranchas, minuto após minuto, à espera da onda. Deve dar uma boa sensação. Surfar, digo eu. Contei-os. Marido juntou mais alguns. Seriam 28.


Na cor, na calma e na rebentação, o Atlântico é sublime.

PS: Senti-me a sufocar. Não foi só de ver o mar àquela altitude. Foi ouvir um constante latir, doloroso, de choro e dor, de um cão que não conseguíamos olhar. Dentro dos carros estacionados, não estava nenhum. Aproximamo-nos mais do início das escadas. Lá estava ele.

Arribas da Costa da Caparica: Miradouro dos Capuchos

Ainda era cedo, o sol da tarde convidava-nos a usufruir do calor e da luz. Num salto, antes e em vez da praia da Costa de Caparica, virámos à esquerda. Subimos até onde se podia. Na subida, reparei num monumento, ao cimo de uns degraus. Quando descêssemos ... .

Saímos do carro. Carreguei a EOS. Suspirei de felicidade. 20 graus de temperatura, céu azul, um arzinho a bater n cara. Casaco no carro, mangas arregaçadas e pronta para clicar, clicar... Um muro alto e a vista das Arribas da Costa da Caparica. Olhei à volta e para baixo. Uau! Como é possível nunca ter vindo até aqui, a um pulinho de Lisboa! É um sítio onde se aprecia uma boa parte da Costa Azul. Desci caminhos, subi-os, aolhi flores com um clic, em suma, a digestão fez-se depressa, a hipófise recarregou e fui muito feliz naquela tarde e naquele cantinho de Portugal. Aqui estão as fotos.


Já no carro, de novo, a caminho da Ponte, numa curva, eu pedi: - pára aqui! Marido já suspirava, mas saíu do carro, seguiu-me e gostou. Isto de ser o meu motorista, tem que se lhe diga :)

Do Convento dos Capuchos. Aqui estão mais informações. A seguir estão as fotos que cliquei.