3º dia de férias na Serra da Lousã

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Amanheceu sem nuvens no dia 3. Apresentou-se um pouco opaco. O frio, esse não já não era surpresa. Ála passear. De carro pois, porque me é de todo impossível caminhar e respirar na rua em temperaturas de 2 ou 3 graus Centígrados. Coisas minhas, físicas. Nada a fazer. Ir onde? Sempre o mesmo dilema. Ali estava-se tão bem, mas dar a voltinha a pé com aquela temperatura, nem só com os olhos de fora. Nem pensar. E se fossemos até à Cabreira?! sugeri. Há lá um restaurante com um nome muito giro, a Tranca da Barriga ...
Depois de imaginar o percurso a seguir, até seria um passeio diferente porque nunca tinhamos subido, de Góis,a a EM 543 para a Nacional 2. Descer, sim, muitas vezes. E lá fomos. Com Bi atrás, deitadinha na sua nova cama comprada na «Loja dos Chineses» em Góis. A propósito, eles são muito atenciosos, sorridentes e até criaram um posto de trabalho para uma portuguesa. Por causa de traduzir a língua? Talvez não, agora, que a chinesinha fala bem o português e nós, por defeito ou virtude, fazemos todos os possíveis para os entendermos, a eles ou a quaisquer outros estrangeiros que estejam cá, a trabalhar ou em férias.
Ora bem. Estando em Góis, foi junto aos Bombeiros que iniciámos a subida, a caminho do almoço. A Estrada Municipal (EM ) 543 e levou-nos lá, mas sinuosamente. Passámos Cortecega. Muitas curvas depois, a Cabreira. A cada curva, uma paisagem diferente. Eu fui clicando, dentro do carro em andamento e de janela aberta, com Marido a refilar por causa do frio, que era glaciar para nós, ainda habituados a 4 Estações. Mas foi-me impossível não o fazer. Estar sentada a ver toda aquela paisagem belíssima a desafiar-me e não a clicar e trazer para casa, era um desperdício. Eu e os meus clics, para poder mostrar aquele cantinho de Portugal, na Beira Interior, um dos mais pobres de Portugal.
Cabreira olhada pela 1ª vez. O Restaurante? Placa não havia, mas houve uma senhora loura de cabelo encaracolado simpatiquíssima que nos indicou o melhor caminho. Entrámos. Boa tarde! Sentimos o natural acolhimento daquela zona. Subimos ao 1º andar. Sentámo-nos. Apareceu Álvaro Martins. Trocámos conhecimentos e «facebooks». Que comer? Feijoada, o prato do dia. Sem ser carne? Polvo acabado de cozer para uma saladinha ou se quiser, com batata e legumes. Não é preciso. Traga uma dose de feijoada e uma saladinha de polvo. Vinho da casa, azeitonas temperadas, um queijinho de cabra. Melhor? Não. Aprovados. Sobremesa, arroz de mel. Tivemos de experimentar. Com limão e pau de canela. Ainda morno. Um pouco mais de cozedura do grão e estaria irrepreensível. Café bom. Preço óptimo. Desejamos à nova gerência da Tranca na Barriga, na pessoa de Álvaro Martins, muita sorte. Foi um prazer lá ter ido.
Depois restava a viagem de regresso. Por cima para a Nacional 2? Ou descer a Góis? Por cima, que andaram carros da Câmara a meter sal nas estradas. A tarde caía. O Penedo estava quase opaco.
Vou preparar o próximo filme.

2 comentários:

Paula Santa Cruz disse...

Olá Guida,
Vi que foi à Tranca da Barriga e que gostou.
Como diz no seu texto é uma zona pobre do país, mas para mim é uma das mais bonitas.
Bjs.
Paula

Guidinha Pinto disse...

Olá Paula.
Pobreza e beleza são adjectivos não contraditórios. Para mim, pelo que ofereço nos meus blogues aos olhos do mundo internáutico, dá para perceber que considero a Beira Interior um Paraíso :). Talvez pela falta de recursos ... quem sabe?!
Estamos então de acordo.
Beijo