Vizinhos do lado

Há vizinhos e vizinhos. Lá no sítio na serra, a sul, encostada à nossa casinha, está arranjada e de pé a que foi o Lar de meus Bisavós maternos. O primeiro *caneco* e sua mulher. Do outro lado virado a Norte, temos este primo-vizinho-invasor-farfalhudo-e-misto, que a foto apresenta.
1- Quando se tem um primo-vizinho assim, que vai crescendo conforme a sua natureza quer e envolve as pedras que já foram paredes e agora são uma ruína ...
2 - Quando o(s) primo(s)-dono(s) deste farfalhudo e misto terreno se esquece(m) que não é permitido este tipo de vizinhança ...
3 - Quando as senhoras silvas que moram nesse terreno crescem e seguem por onde lhes dá na gana, penetram no nosso muro divisório e entram páteo adentro sem serem convidadas ...
4 - Quando tudo se repete todos os anos, e todos os anos chamamos a atenção do(s) primo(s)-vizinho(s), e nada por ele(s) é feito para minimizar o abandono e a invasão destes farfalhudos verdes ... que mais podemos fazer senão ir-mos nós, em pessoa e nas férias, invadir o terreno deste primo-vizinho-invasor-farfalhudo-e-misto de máquina em punhos, aparar uma faixa paralela ao muro, fazer portanto o que é preciso ser feito ...

Estará correcto?
Pensamos que não.

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2 comentários:

Alberto disse...

Guidinha, no tempo em que o "TI ZÉ CANECO" era vivo, o problema por si abordado não se punha. Independentemente das silvas e outras espécies da mesma natureza serem ou não cortadas pela mão do homem, na época, a existência de grande quantidade de gado ovino e caprino na Cerdeira, fazia com que, tudo o que fosse verde era devorado pelo sobredito gado.
Porém, no tempo dos seus bisavós maternos, outros problemas bem graves existiam na Cerdeira e em todas as aldeias do concelho de Góis! A água era recolhida em fontes de chafurdo, as ruas eram atafetadas de mato, o qual devido às chuvas, apodrecia e passava a exalar um cheiro pestilento e nauseabundo, fonte de doenças de vária e diversa natureza.
Hoje o problema aventado pela Guidinha tem que ser objecto de resolução por parte da autarquia. Não é só a vila de Góis, que deve ser alindada! Todo o concelho deve merecer a atenção dos competentes serviços de limpeza da Câmara, os quais devem promover as diligências necessárias e adequadas, conducentes a que, situações como aquela, que é denunciada pela Guidinha, sejam eliminadas. Alberto

Guidinha Pinto disse...

Olá Alberto, obrigada pelo seu comentário. Estou de acordo com tudo o que disse. No entanto e neste caso, os donos são meus primos e a obrigação de cuidar é deles. O Município é pobre em receitas. Nós outros somos pobres em educação e civilidade. No último fim de semana que lá estivemos - há 10 dias - meu marido andou na rua a cortar as ervas ao pé de casa ... isto sim, obrigação da Câmara Municipal de Góis. Poderia apresentar queixa formal ... mas não queremos ir por esse caminho. Há uma boa dose de tolerância e educação da nossa parte e falaremos com eles, de novo, este ano. Afinal, andámos a brincar nas ruas cobertas de mato fofo (nas férias de Verão)... desejamos que eles façam o que lhes compete. Quanto ao Município, há-de enviar os seus funcionários pelas Cerdeiras da Serra da Lousã cortar as ervas que nasceram entre as pedras das calçadas, como o fizeram no ano passado.
Saudações cordiais.