Um sábado de Outono em Sesimbra

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Sesimbra. Uma vila piscatória a sul de Lisboa, a mais ou menos 90 quilómetros de distância. Muitos anos, mais de 20, se passaram e que diferente se encontra. Não tem por onde mais se expandir, só mesmo para trás a subir a serra. Mas notaram-se melhorias no casario que envolve a praia. Adorámos estar por lá, no sábado passado.

O Google indica que é aqui. Um cantinho, nesta costa portuguesa de 850 km de extensão, de solarengo, de praia de estreita areia dourada, porto de abrigo a barquinhos de pesca e de iates.

Esteve um dia lindo de Outono. Arrumar o carro, não foi difícil. Quase meio-dia, fomos andar, a conhecer que a lembrança era de quase nada. O areal estava limpo de lixo e salpicado de gente. Não imagino este local no Verão. Andámos de ambos os lados da Fortaleza, o olhar perdido no mar azul sem ondas. Muitas gaivotas. Entrámos na Fortaleza a pisar as pedras gastas por tantos outros que as pisaram. Olhei à volta. Tão pobre!, a precisar de brocha ou de trinchas e rolos. Estava patente uma exposição, talvez de pintura. No entanto, nas poucas horas que tínhamos para estar naquela Vila, preferimos o mar e a vila como quadros e a natureza como a grande pintora. Saí pensativa, apesar dos meus olhares que se aventuraram a espreitar por cima dos muros, terem um percurso feliz. Não me importava nada de ser da GNR e morar ali.

Resumindo, é um espaço tranquilo e bonito. Fez-nos bem. As mães também gostaram muito. A Fortaleza de Santiago envolveu-nos numa espécie de adormecimento. Estava-se bem, muito bem naquele local. Pertence, quero dizer, é do Município. Talvez por esse motivo se observe a degradação patrimonial. Ou talvez não, que há por aí muito património abandonado pelos herdeiros naturais.

Almoçámos a seguir, no «Farol», que a barriguita já pedia alimento e os pés descanso. Depois de almoço, fizemos o percurso contrário, entrámos no carro e seguimos até ao porto de pesca. Marido tinha de lá ir. Ambos admiramos a faina Imensos barcos já atracados, descansavam da faina. Que quadros lindos cliquei.

Se quisermos fazer um tradicional «passeio dos tristes» e um almoço de peixe fresquíssimo, Sesimbra é um belo destino. Para a próxima faço um «lanche», sai mais barato, convido amigos e daremos um salto ao Cabo Espichel. Pela sua história antiga de vários Séculos e conjunto arquitectónico existente. Terá pano para mangas este próximo passeio, já o estive a imaginar.

No site do município de Sesimbra, roubei esta informação: «A Fortaleza de Santiago, situada na vila de Sesimbra, passou finalmente para a posse do município. O Auto de Restituição, Cedência e Aceitação foi assinado no dia 15 de Setembro de 2009 entre a Direcção-geral do Tesouro e Finanças, a Guarda Nacional Republicana e a Câmara Municipal de Sesimbra. Depois de, em Maio de 2006, ter conseguido um acordo de intenções com a GNR, que permitiu abrir ao público o monumento e realizar no seu interior várias actividades culturais, a autarquia chegou a um entendimento que lhe permite iniciar a recuperação de um dos edifícios mais emblemáticos da vila e a instalação de várias valências culturais e de lazer no seu interior, com destaque para o Museu do Mar.
Com este acordo, a Direcção-geral do Tesouro e Finanças compromete-se a ceder a Fortaleza ao município por 87 anos, com possibilidade de renovação, desde que o espaço se mantenha destinado às intenções iniciais da autarquia: instalação de um núcleo museológico, realização de actividades de carácter sociocultural, turismo e animação, bem como actividades de comércio no âmbito da restauração.
A Câmara Municipal, por sua vez, compromete-se a efectuar as obras necessárias à recuperação e requalificação do imóvel, incluindo áreas exteriores e muralhas, de acordo com o projecto aprovado. A compensação financeira devida ao Estado pela autarquia corresponde ao valor das obras referidas e aos encargos de manutenção pelo período de cessão».
O último parágrafo já não se cumpre há uns tempos e sabemos porquê. Falta de verba.

Portugal é lindo!

PS: Escolhi para este «filme dos clics», «Pictures of my own» dos Fingertips, por ter uma forte batida e uma bonita melodia.

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