O Homem é mesmo um predador.






Mais que moratórias é preciso ensinar que proteger os oceanos é proteger a raça humana.
Mais que moratórias é preciso que os que mandam, mandem mesmo. Se é proibida a pesca de arrasto mas continua a ser praticada, de que estão à espera?
Mais que moratórias é preciso que os armadores deste tipo de pesca entendam porque não podem usar a rede de arrasto nos seus barcos. São ignorantes? Só gente muito miserável, muito ignorante, muito selvagem não se comove ao ver imagens como estas que aqui são mostradas.
A pesca existe desde o início dos tempos. Os pescadores ainda existem, mas não os da pesca artesanal. São as grandes empresas flutuantes que arrasam o fundo do mar. Varrem, capturam, escolhem, desperdiçam e apresentam-nos tudo embaladinho e congelado. Nós, os consumidores de peixe aumentaram - mais peixe que carne, assim nos ensina a Roda dos Alimentos. E a moda que virou comer peixe cru com molhos - é importado, é do melhor - e não conhecermos o desperdício de uma peça de peixe para tal apresentação.
Será que haverá vida no fundo dos mares para as futuras gerações humanas poderem usufruir?
E as futuras gerações dos seres marinhos, coitados, tão impotentes perante aquela parede que os contém e destrói? É neles que penso quando vejo estas imagens.
Vou levar-me até lá abaixo, ao fundo dos oceanos e rever o que aprendi: os recifes de coral dependem dos peixes que comem as algas com quem os corais competem e, sem que haja essa limpeza, os recifes desaparecem na medida em que os corais são substituídos pelas algas. Peixes diferentes comem diferentes tipos de algas por causa das diferentes propriedades químicas e físicas das ditas algas. E é assim que sobrevivem e não se exterminam.
Varremos a terra e o fundo do mar está tudo estar consumido. Se esta nossa casa global é assim tratada, coitados dos locatários.
Deve haver maneira de o Homem se alimentar, de forma racional e com menos lucros. Somos predadores, mas saibamos respeitar as nossas presas. Tal como na Medicina, «não fazer mal» é o meu mote.

1 comentário:

Tina disse...

Daqui a uns tempos temos de mostrar aos descendentes uma sardinha no ecran do computador como se fosse um dinossauro desaparecido à muito tempo.
Beijinhos para si meus e da filha que anda atrapalhada com os testes e nem espreita a internet.