Brincando aos Clássicos

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Li: «Em termos artísticos a palavra Clássico significa acabado, perfeito, eterno, algo que não pode ser melhorado e, por isso mesmo, constitui uma referência. Mas é também sinónimo de imobilismo, de repetição, monotonia... o oposto de Criação, tão essencial à Arte. No âmbito musical a palavra remete para a música produzida num dado período histórico e que obedecia a parâmetros bastante rígidos. Os músicos preferem, com razão, chamar-lhe música erudita.»

Na sequência da postagem anterior sobre Música Clássica em Kinshasa, lembrei-me de dois puristas deste tipo de música. Dois amigos que já lá vão, mais à frente, na curva da estrada. Se eles ouvissem o som deste filme, arrepiar-se-iam. Eu não. Tenho há muitos anos cultivado o gosto pela música dita «mais» séria, ouvindo-a e cantarolando-a. E se a posso ouvir e depois cantarolar, porque não brincar aos Clássicos?

O solo de bateria exemplifica o simplesmente saber ouvir e depois executar à maneira de cada um, uma Ópera célebre. Neste caso O Barbeiro de Sevilha de Rossini.

Tenho um LP só de «Brincando aos Clássicos». Se me desse ao trabalho de o gravar em CD, ouvi-lo-ia lindamente em viagem de carro, sob este Sol radioso, a olhar o mar ou mais pelas sombras que as estradas na serra nos oferecem.

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