Em busca de flamingos ... na maré alta

À procura destas aves tão espectaculares, fomos até à Moita. É um dos concelhos «que nasceu e se desenvolveu em estreita relação com o rio Tejo, vale a pena vir à descoberta da sua zona ribeirinha. Da Baixa da Banheira a Sarilhos Pequenos, a paisagem é diversa mas o Tejo, esse é comum. São 20Km de margens, alternando entre as zonas verdes tratadas, sapais e antigas salinas, cais e estaleiros navais, praia fluvial, além da animação desportiva e cultural a cargo das associações locais e das autarquias.»

Atravessámos o Tejo pela Ponte Vasco da Gama, em direcção a Sul. 1ª Saída para o IC 32 (Montijo / Barreiro) e depois Palmela/Moita. Não nos perdemos. A manhã estava pardacenta, mas adivinhava-se quente, lá mais para a tarde.
Depois foi fazer tempo para o almoço. Flamingos ... nem vê-los. A maré não estava baixa, eles estariam noutro lugar ribeirinho. Demos um pulinho a Rosário e a Gaio. Já agora, íamos conhecer um pouco das redondezas. Cliquei o Parque de Merendas, na Praia Fluvial do Rosário. Um local aprazível que nos oferece também uma zona verde para piqueniques, como mesas e um fogareiro, e que deve atrair muitos visitantes, principalmente durante a época estival. Para a próxima já sei, trago merenda. O rio estava lá, mas com outras aves pernaltas e de pescoço alto. Seriam ? Perguntámos *por onde andam os flamingos?* a um corredor na areia que sem parar nos respondeu que ali não, só se estivessem em Alcochete. Pois. Não dava assim muito jeito ir para esse lado ... e voltámos à Moita.
Parámos junto ao rio, num parque não pago. Onde podemos almoçar? N'O Cais, disseram-nos. Pois no Cais seria. A vista sobre o Tejo com Barreiro ao fundo, era leitosa. Um sítio muito tranquilo. Continuei a disparar, com a Canon ao pescoço. Só a larguei quando reparei em 4 elementos fixos ao chão, no passeio pedonal paralelo ao rio. Em passo-que-faz-bem, muitas pessoas paravam junto a cada um deles e utilizavam-nos como aparelhos de ginástica. Fiquei espantada. Sem birra, quis experimentar e repetir os movimentos que faziam. É a criança que há em mim! Que fazer? Experimentei todos: que bom! mexe com todo o corpo e não cansa ... Marido clicou-me num deles. Depois queixa-te, ouvi ele dizer-me. Só como nota, na manhã do dia seguinte, quando acordei, parecia ter levado uma tareia... havia de repetir os aparelhos, mas na Moita? É longe! Senhores das Juntas de Freguesias ou da Câmara Municipal, faz falta nas nossas cidades, onde existem passeios-pedonais, uns elementos fixos ao chão, para alguns de nós nos ginasticarmos. Para os que não frequentam os ginásios, nem tão pouco têm idade para entrar nos grupos de ginástica nas piscinas municipais. Poderíamos praticar algum exercício... E fomos almoçar.


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