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Assim eu vejo a vida, escreveu Cora Coralina






«A vida tem duas faces: / Positiva e negativa / O passado foi duro / mas deixou o seu legado / Saber viver é a grande sabedoria / Que eu possa dignificar / Minha condição de mulher, / Aceitar suas limitações / E me fazer pedra de segurança / dos valores que vão desmoronando. // Nasci em tempos rudes / Aceitei contradições / lutas e pedras / como lições de vida / e delas me sirvo / Aprendi a viver.»

Esta é a apresentação e o saber estar duma figura feminina, a representar um cargo público, num governo de direita no meu País. De sua graça Maria Gabriela Ventura, é a Gestora do PRODER. Será que esta «apresentação» é de propósito para distrair os Agricultores dos reais problemas existentes em Portugal?

O PRODER é:

Inovação e Desenvolvimento Empresarial

Os principais objectivos desta medida são:
  • Incentivar o desenvolvimento de sinergias e dimensão nos investimentos e o potencial induzido pela inovação e orientação para o mercado;
  • Promover o desenvolvimento da competitividade das fileiras;
  • Contribuir para a valorização das empresas
  • de produção agrícola
  • de transformação e comercialização de produtos agrícolas;
  • Promover a renovação do tecido empresarial agrícola;
  • Contribuir para a melhoria das condições de vida e de trabalho.
Para alcançar estes objectivos estabeleceram-se um conjunto de mecanismos por forma a disponibilizar incentivos diferenciados e ajustados aos vários tipos de agricultores, agentes, empresas e indústrias, bem como à sua inserção em fileiras estratégicas ou não estratégicas, não se aplicando ao sector das florestas que tem uma medida própria. A medida Inovação e Desenvolvimento Empresarial é operacionalizada através das seguintes acções:

Fotos retiradas da NET.

Não pode ser só Facebook


Trouxe do blog Aventar.
Esta “piolheira” de nome Portugal

Eça dizia que Portugal era “um sítio”, ligeiramente diferente da Lapónia que nem sítio era. O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas”. Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.” Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria. “No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill). Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar. Assim continua a ser Portugal. Um país de juízes confessadamente incompetente. Exemplos? O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente! O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita. Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis! O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. Que fazem nos tribunais juízes que confessam a sua própria incompetência? Afinal de contas, uma parte dos nossos “meritíssimos” apenas se revela em toda a sua competência nos julgamentos de “pilha-galinhas” ou quando apanha um desgraçado que, famélico, tropece num pacote de bolachas que lhe cai inadvertidamente no bolso num supermercado qualquer! Pena pesada no lombo do “criminoso”, exemplo que fica como uma espécie de compensação para a incompetência declarada em julgamentos de processos de crime económico! E não há remédio senão suportar este “pivete”, este “arroto” permanente de uma justiça ao nível desta “piolheira” lusíada. Desta “piolheira” lusíada governada por “sacanas” a praticar uma política demencial. O Gasparinho das finanças, por exemplo, que afirma numa entrevista ao Expresso: “Não sou nem nunca fui um banqueiro central. Caracterizar-me-ia como um bancário central”!! Esta espécie de “mr. Bean” do governo parece-me um alter-ego de Armando Vara, com um percurso político a evoluir de uma forma similar à do génio socialista que, como é sabido, começou como bancário, ao balcão de uma agência da CGD, e acabou a banqueiro, no Conselho de Administração. O Gasparinho ainda vai na fase do bancário. Não tardará muito (basta-lhe sair do governo, como é costume) a chegar a banqueiro. E pode até acabar mesmo a trocar robalos por alheiras! E o Álvaro da Economia? Que “passou a vida” entre cangurus no Canadá e que deve ter sido convencido, provavelmente pela economia de um deles, que, aumentando as horas de trabalho para os trabalhadores no activo, conseguiria reduzir o desemprego! Permitam-me que exprima aqui sérias reservas a propósito da sanidade mental do… canguru inspirador. E Passos Coelho? O que terá levado um ex-jotinha sem currículo, sem cultura, sem uma só ideia para o país, sem uma única solução para nos tirar da crise, a desejar ser primeiro-ministro? A resposta só pode ser uma – os seus “quinze minutinhos” de fama. Ao nível de um qualquer candidato a “estripador de Lisboa” ou a entrar na “Casa dos Segredos”, muito provavelmente a única “vacaria” do país onde se “ordenham bois”. Que me desculpem a grosseria imagística que me ocorreu tão só porque li que uma das concorrentes masturbara um daqueles grunhos enquanto os outros foçavam, grunhindo sobre os pratos! É este o “país por lavar” a exalar um “pivete” que tresanda e que pode levar a um desejo incontido de fugir desta atmosfera fétida, deste “sítio” miserável, sem esperança e sem futuro. Mas jamais as palavras criminosas de Passos Coelho incitando a uma emigração forçada, que apenas comprovam o seu raquitismo mental. Enfim um “país” indigente, dirigido por uma “colecção grotesca de bestas”, para utilizar uma feliz síntese queirosiana. “E, de repente, ninguém resmungou com a sua ração. As quezílias e a inveja, que eram coisas normais do passado, quase que desapareceram”, escreveu George Orwell no “Triunfo dos Porcos”, ironizando sobre a passividade humana. Esta “glorificação da inércia” que nos anestesia a todos e que leva os portugueses a aceitarem passiva e reverentemente a “ração” que lhes dão por esmola, esquecendo aquelas que criminosamente lhes tiram. E que escrevem mensagens de Natal como esta: “Nestes tempos difíceis que atravessamos, como se fossem rios medonhos e perigosos de tão revoltos, a solidariedade deve ser vista como a mãe de todos os portugueses.” Que merda de gente! Que filho da puta de país!
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos  de 28 de Dezembro de 2011.

«Perambulemos pela noite consumidos pelo fogo»



De Guy Debord, 1978.
"In Girum", tanto as imagens como a narração, tem dois temas principais. O primeiro é a água, daí as citações poéticas de Li Po, Omar Khayam, Heraclitus, Bossuet, Shelley, evocando o fim dos tempos e associando o fluir da água com o fluir de tempo. O segundo tema é o fogo, o brilho momentâneo, a revolução, São-Germain-des-Prés, a mocidade, o amor, a negação da noite, o Diabo, as batalhas e as “missões não realizadas” onde o encanto do “caminho dos viajantes” é destruído, os desejos na noite do mundo (“nocte consumimur igni”). Mas a água remanescente do tempo finalmente domina e extingue o fogo. O brilho da mocidade de São-Germain-des-Prés, o fogo ardente da Brigada Luz, os avanços “sob o fogo do canhão do tempo” submergem na água corrente do seu século... 
Guy Debord, 1977


O berço da civilização ocidental, ao que chegou.

Recebi, via email, uma mensagem com este título: - Somos diferentes mas vê-mo-nos gregos para sair do buraco.
Retirado do fórum do Jornal Económico - 29/06/2011;

Lê-se, por vezes, que os Gregos, coitadinhos, são um pobre povo periférico que está a sofrer as agruras de uma crise internacional aumentada às mãos da pérfida Merkel.

Já é tempo de sair desta superficialidade, de perceber que os Gregos têm culpas no cartório, que não foram sérios e que não o estão a ser. Os Gregos levaram a lógica dos "direitos adquiridos" até à demência, até à falta de vergonha. Contam-se factos inauditos. exemplos desta falta de seriedade são imensos, a saber :

1 - Em 1930, um lago na Grécia secou, mas o Estado Social grego mantém
o Instituto para a Protecção do Lago Kopais, que, embora tenha secado em 1930, ainda tem, em 2011, dezenas de funcionários dedicados à sua conservação.

2 - Na Grécia, as filhas solteiras dos funcionários públicos têm direito a uma pensão vitalícia, após a morte do mãe/pai-funcionário público. Recebem 1000 euros mensais - para toda a vida - só pelo facto de serem filhas de funcionários públicos falecidos. Há 40 mil mulheres neste registo que custam ao erário publico 550 milhoes de euros por ano. Depois de um ano de caos, o governo grego ainda não acabou com isto completamente. O que pretende é dar este subsidio só até fazerem 18 anos …

3 - Num hospital público, existe um jardim com quatro (4) arbustos. Ora, para cuidar desses arbustos o hospital contratou quarenta e cinco (45) jardineiros.

4 - Num acto de gestão muito “social” (para com o fornecedor), os hospitais gregos compram pace-makers quatrocentas vezes (400) mais caros do que aqueles que são adquiridos no SNS britânico.

5 - Existem seiscentas (600) profissões que podem pedir a reforma aos 50 anos (mulheres) e aos 55 (homens). Porquê ? Porque adquiriram estatuto de profissões de alto desgaste. Dentro deste rol, temos cabeleireiras, apresentadores de TV, músicos de instrumentos de sopro …

6 - Pagava-se 15º mês a toda a classe trabalhadora.

7 - As Pensões de Reforma de 4.500 funcionários, no montante de 16 milhões euros por ano, continuavam a ser depositadas, mesmo depois dos idosos falecerem, porque os familiares não davam baixa e não devia haver meios de se averiguar a inexactidão dessa atribuição.

8 - Chegava-se ao ponto de só se pagarem os prémios de alguns seguros quando fosse preciso usufruir deles !

9 - A Grécia é o País da União Europeia que mais gasta, em termos militares, em relação ao PIB (dados de 2009). O triplo de Portugal !

10 - Há viaturas oficiais da administração do Estado que têm 50 condutores. Cada novo nomeado para um cargo nomeia três ou quatro condutores da sua confiança, mas como não são permitidos despedimentos na função pública os anteriores vão mantendo o salário.


Anteontem, 27/06, o Prof. Marcelo, acrescentou mais uma à lista. Afirmou ele: “ Na Grécia, cerca de 90% da terra não tem cadastro.

Agora digo eu: sabem o que significa isso ? Significa que os proprietários não pagam impostos. Eu já tinha ouvido dizer que os gregos não pagavam impostos. Ora, a grande receita do Estado provém dos impostos. Isto quer dizer que o erário publico do Estado grego esta vazio, totalmente vazio. Quer dizer, os milhões da UE é que serviram, durante todos estes anos, para manter o nível de vida atingido dos gregos.

Não admira que já tenham estoirado 115 mil milhões e agora precisem de mais 108 mil milhões.

Fim.

And I say: Thank you Finns, I love you too.


Would not it be funny if all European Union countries could make a short video with their own history and share it on YouTube with all EU countries?

Tudo o que os finlandeses não querem nem precisam saber sobre Portugal.

Roubei daqui. D' Aventar. Para espreitar o gráfico, clique. E a pergunta fica no ar: »... /mediante aqueles valores, e o estado em que nos encontramos, valerá a pena voltarmos a ser grandes se sendo pequenos já nos infligimos tão grande mal?»
E o artigo reza assim:

«Estou em crer que os Finlandeses se estão a marimbar para Portugal. Como, aliás, a maioria dos portugueses. Há muito tempo que os autóctones deixaram de gostar do país, dos governantes, das instituições e de si próprios. Somos, com certeza, um dos países com a menor auto-estima da Europa. Ou mesmo do mundo. Em nações mais pequenas, mais miseráveis e mais periféricas luta-se pela manutenção da independência. Por cá, entregaríamos de bandeja o território à Espanha, abdicarímos em qualquer momento da nossa cultura e venderíamos (vendemos) o nosso património a quem der mais. De resto, já nos entregámos de corpo e alma a políticos ávidos. Há 37 anos que os barões de dois partidos repartem entre si os despojos de um navio que só não naufraga porque depois não haveria o que saquear.
Um país onde uma maioria ainda cospe para o chão, onde certos indivíduos constroem a casa maior do que a do vizinho apenas por vaidade, que desrespeitam todas as regras elementares da sã convivência e ainda se gabam disso é um triste exemplo da falta de amor-próprio. Os psicólogos o explicarão melhor, mas quem não gosta de si, dificilmente terá força e vontade para singrar, para vencer desafios ou para produzir o que quer que seja.
Depois, um país onde as pessoas consideram a corrupção como um salutar e normal truque para ultrapassar a legalidade e contornar obrigações sociais elementares (como respeitar o mérito) diz muito sobre a forma como nos vemos ao espelho. Somos, aliás, os primeiros a dizer mal de nós, a rebaixarmo-nos e a reprovarmo-nos perante o Outro. Somos capazes de fazer graças com todos os assuntos, por mais tétricos ou vulgares que sejam, como se o humor fosse um lenitivo. E é, de facto. Enquanto rimos, esquecemos que a maioria da população se divide entre uma pequena elite pedante, um conjunto de aspirantes (os doutores) e uma vasta massa de iletrados, cuja ambição maior é a de que o seu clube de futebol some vitórias. Enquanto os nossos humoristas ridicularizam os governantes, desculpabilizam a gravidade dos seus actos, transformados em burlescos gracejos que se esquecem com uma risada.
Dirão: mas cada uma destas enunciações são chavões comuns a muitos paises. É certo, por exemplo, que um país como a Finlândia terá os seus maus políticos, os seus ladrões e os seus santos, os seus reality-show e público que os aplauda.
Mas esse país, tão novo, sem o peso dos 800 anos de história, sem praias nem sol, sem ter inventado a via verde ou sequer ter levado novos mundos ao mundo, não está na bancarrota, nem precisa de convencer o mundo que, apesar da desgraça, já foi grande. Efectivamente já fomos grandes. Mas tudo isso que interessa, quando hoje somos pequenos – pequenos territorialmente e pequenos geopolíticamente?
Olhando para o gráfico acima, que assinala já a vitória a um, ou ambos, dos/os responsáveis pelo estado em que estamos, nem vale a pena questionar a democracia, nem a sua validade num país mal habituado a liberalidades. Apenas perguntar: mediante aqueles valores, e o estado em que nos encontramos, valerá a pena voltarmos a ser grandes se sendo pequenos já nos infligimos tão grande mal?»

Portugal vai conseguir ultrapassar esta crise. Eu vou fazer a minha parte

Vivo um dia de cada vez. Ontem fiquei «contente».
Hoje, fui procurar mais notícias, as coisas menos boas que o 1º ministro se escusou ontem de referir, porque assim estava combinado. E vou brincar com algumas, claro. Fui roubar ai: http://aeiou.expresso.pt/oresgatedeportugal

- A fatura da eletricidade passará a ter IVA de 13% ou de 23%, avança o "Diário Económico".
(Talvez as pessoas comecem mesmo a agir e desliguem todas as luzinhas inúteis que à noite ficam acesas, utilizando menos o comando poupam na pilha também e fazem exercício: mexam-se!)
- Os desempregados só vão passar a receber subsídio durante ano e meio, como parte das medidas de austeridade da troika.
(Ano e meio são 18 meses ou seja, 360 dias úteis (5 dias x 4 semanas x 18 meses); é muito tempo, mais que suficiente para alargarmos horizontes, apreender-mos novas habilidades e conhecimentos e até mudarmos de atitudes na procura de TRABALHO. Sejamos os nossos próprios patrões, entretanto. Talvez até nos demos bem na vida. Há exemplos. Esqueçamos os EMPREGOS, que por enquanto, não há empregadores).
- Ajuda externa: militares proibidos de gerar despesa. A redução em 10% de pessoal na Defesa é uma das medidas de austeridade impostas pelo acordo entre a troika e o Governo.
(Que tal se passarem à reserva / reforma ou mudem as nomenclaturas das categorias dos superiores hierárquicos que, para justificar o nome da patente, precisem de ter submarinos, ou mais cavalos ou mais tanques, ou mais aviões?).
- Ajuda externa: Estado sai da EDP e REN até final do ano. O memorando de entendimento entre o Governo e a troika prevê uma aceleração do programa de privatizações.
(EDP e REN são duas das empresas públicas visadas. Se tem de ser. Pensemos: que sejam os novos accionistas a pagar os ordenados aos gestores. Desde que não se despeçam os trabalhadores... ).
- Ajuda externa: taxas moderadoras na saúde aumentam até setembro. Governo e a troika acordaram em aumentar, até setembro, as taxas moderadoras na saúde e reduzir substancialmente as isenções.
(É onde nos leva os abusos dos portugueses. Um ou dois exemplos. Um empresário(a) enquanto activo desconta para si, o mínimo para entregar à segurança social. Quando passa à reforma, recebe uma pensão de duzentos e tal euros. No entanto, acumulou riqueza, apesar de pagar os impostos. Possui casas, prédios, dinheiro em bancos, acções e aplicações. Este reformado vai ao SNS, e não sei como, porque tem a pensão mínima, está isento de pagamento de taxa moderadora. É correcto? Outro caso: doenças incapacitantes abrangidas pela isenção de taxa moderadora. Para os pobres, e quem sabe que imponha um patamar de pobreza, há 100% de isenção. Depois para os outros, que embora com doenças incapacitantes têm possibilidade de contribuir com algum dinheiro para o tratamento da Sua doença, penso que deveria fazê-lo. Deveria contribuir com uma percentagem em relação ao patamar em que o seu ordenado / pensão / rendimentos se encontra, para o tratamento da sua doença incapacitante. A saúde é tendencialmente gratuita para todos, mas em tempos de vacas gordas.)
- Acordo com a troika prevê metas suavizadas para redução do défice. No acordo entre Governo e troika, Portugal deverá atingir um défice de 3% em 2013, sem ferir o compromisso com Bruxelas e de forma mais suave do que a prevista pelo PEC chumbado no Parlamento.
(Seja que governo sair destas eleições terá que o cumprir. Recuso ouvir charlatães a vender banha da cobra. Afinal, estas eleições não vêm mudar nada à política imposta, só vão mudar os ocupantes das cadeiras em S. Bento)
- Proprietários de casa vão pagar mais IMI. Quem tem casa própria vai passar a pagar mais IMI, no entanto o IMT vai descer, noticia o "Diário Económico". O IMI será reforçado através da reavaliação do valor patrimonial tributário das habitações e da subida das taxas a partir do próximo ano. Além disso, as deduções das despesas com a casa em sede de IRS serão também reduzidas. Estas medidas inserem-se no plano da troika para promover o arrendamento, em vez da compra de casa, com vista a travar o endividamento das famílias.
(Olho e vejo imensos apartamentos em prédios, vazios. Vende-se informa o cartaz. Os proprietários dos prédios têm de pôr as casas a arrendar. É sua obrigação como possuidor pensar que uma casa vazia se degrada mais depressa que ocupada, fazer as suas contas não esquecendo o ordenado mínimo nacional e ter a decência de pensar que os seus conterrâneos precisam de casas para morar e criar o melhor que puderem as próximas gerações. Não devem querer tudo de uma vez. Diálogo entre os proprietários e os seus arrendatários, é urgente. Quem não paga as renda que acordou, deve conversar com o seu senhorio, expor as suas razões. As leis têm de ser justas, para uns e para outros. Os senhorios não podem ter casas arrendadas e não receber as rendas. Um arrendatário não pode viver numa casa que precise de obras muitas vezes por má utilização das mesmas e exigi-las do senhorio se paga uma renda miserável. Há que saber «tentear» a coisa. Há que cuidar do que aluga. Quando em 1974 me casei, fomos viver para uma casa alugada, um rés-do-chão com pátio, a estrear. O senhorio era uma pessoa simpática, os vizinhos de cima, descuidados. A maioria dos jovens casais alugava casa ou ficava em casa dos pais. Aconteceu que não gostávamos do local, só da casa, paredes para dentro. O tempo foi passando. As nossas mães, juntas, tinham iniciado uma busca nos seus tempos livres de outra casa para os seus meninos. Andavam pelas ruas de Benfica a olhar para os prédios. Naquele tempo havia muitas casas vazias, para alugar, mas fechadas pelos senhorios. Eram tempos difíceis, rebeldes. O direito a uma casa levou o povo a ocupar muitas dessas casas, selvaticamente por vezes, com algum frenesim e à português sem rédeas nem chicote, largados recentemente com a revolução. E encontraram essa casa, que hoje é o nosso Lar. Fizemos o mesmo, mas com civilidade. É uma «estória» muito engraçada que escreverei um dia destes. Uns anos mais tarde, o nosso senhorio passou o prédio a propriedade horizontal e vendeu os andares a quem esteve interessado na sua compra. Uns compraram, outros não. Foi uma decisão pensada devagar, depois de muitas contas feitas e com ajuda dos pais, que passámos a proprietários. Empréstimo pedido ao banco e um início de vida a dois, sempre com sacrifícios. É que um dos ordenados destinava-se a pagar a renda ao senhorio. Depois passou a ser uma prestação mensal a pagar ao banco. Houve flutuações nos juros bancários, mas nós, que estávamos a iniciar a nossa vida em conjunto, optámos por pagar mais, logo de início. Sacrifícios muitos, restrições muitas. Passados mais de 10 anos, a prestação da casa não foi ficando mais leve no orçamento mensal porque os ordenados foram sendo actualizados face à inflação. Outras regras, outros mercados, outras maneiras de estar na vida. Mas nada de cartões de crédito. Nem sabíamos o que isso era e o «aponte» nunca foi exemplo das casas paternas. Muito contribuiu eu saber de economia doméstica. Muito sumariamente, o Deve tem de ser superior ao Haver. O saldo tem de ficar sempre positivo. Senão vamos à falência. Tive essa disciplina no Curso Geral do Comércio tirado na Patrício Prazeres. Naquele tempo, para a construção da nossa felicidade não eram necessárias as compras, as marcas, a ânsia desenfreada de comprar, comprar... sem ter dinheiro para pagar logo. Não me falem em sacrifícios, hoje, nem em gerações à rasca. Eu pertenci a uma, há quase 37 anos. Sacrifícios não são coisa de hoje. Não são mesmo. Poupar é a regra.)

Esgotei-me. Já chega. Não vou pensar e escrever mais no estado da nação. Só vou procurar coisas boas. Até porque hoje é o dia em que o meu contador de água vai ser mudado, por imposição da Companhia, que assim o quer e nos informou. Veremos se a factura da água não vai subir por esse facto ...

bin Laden

«O único país ocidental que canta no seu hino um verso: "In God is our trust" é a américa (que por acaso e para mim é um belo poema, adaptado a hino apenas em 1931) . Ainda não digeri o que aconteceu ontem. Humanos só seremos quando lutarmos por justiça, não vingança, nem prepotência. Aquela figura foi atirada ao mar. Aqui se nota a desumanidade de quem no deus-cristão acredita. Eu que me sinto agnóstica, não rejubilei. Fiquei muda, sem perceber porquê. Hoje é outro dia e continuo a não me sentir satisfeita com o acto de deitar borda fora, um corpo humano que foi morto em «terra firma». Nem de bin Laden, como se fosse um pirata, personagem da Odisseia de Omero. Estamos no Séc XXI, no lado mundo civilizado meus senhores. Terroristas, são os outros.»

Comentário que deixei no sítio de João Gil, no Facebook, onde escreveu: «Nunca entendi lá muito bem o prazer, tanto dos índios como dos cowboys, em exibir o escalpe do inimigo, e apesar de não saber o que é ver as Amoreiras a cair, não me ponho aos saltos de alegria pela morte de um assassino, preferia vê-lo apodrecer 30 mil anos numa prisão.»

Coisas entaladas

Há tantas coisas nesta vida que estão entaladas, qual caroço de nêspera na minha epiglote, que não as consigo nem posso, nem quero esquecer. Magoam-me. Porque é que tenho a mania de confiar sem conhecer pessoalmente as pessoas, cegamente, só de as ler ou conhecer curricula?
Com que então «.../Não há montanha inacessível, obstáculo inultrapassável, desafio impossível, vale a pena ainda continuar a viver e a lutar, contra a injustiça, pelo amor, pela compaixão e pela liberdade.»*?
E como vai continuar a defender essa sua maneira de ser ou estar, num partido político português? Só por, eventualmente, poder ser o número dois a representar a hierarquia do Estado Português?

* In Fernando Nobre - Humanidade.

Hoje recebo flores, por ser Mulher. Amanhã um desrespeito pela mesma razão.

Não recebi prenda do meu homem. Recebi apenas duas mensagens via telélé de duas amigas e uma via blog, de um amigo.
Desde que este dia é festejado em Portugal, eu nunca soube se devia agradecer o ensejo de um «feliz dia-internacional-da-mulher». É que eu penso que os «Dias Internacionais de» existem porque algo está mal, para serem sentidos, discutidos, de maneira a que haja uma tendência para terminarem, saírem do calendário, porque se alertaram as consciências e o modo de agir se alterou. Existe o Dia-Internacional-do-Homem? Não.
Não consigo viver este dia como um dia de festa e como tal, de consumismo. Ainda por cima este ano calhou no dia de Carnaval. Quem ouviu ou leu o que significa haver um dia só para celebrar a Mulher? E quem estava interessado em ouvir? Penso que a maioria andou a mascarar-se e divertir-se porque deu mais importância ao Dia de Carnaval, ou a exigir prendas dos respectivos (ai dele se se esquecesse), ou a pensar no preço das gasolinas, das taxas de juro, dos futebóis e afins. Hoje em Portugal, uma notícia: Diada Mulher: Governo vai apresentar pacto para promover a igualdade no mercado de trabalho». Mas não há leis que a regulamentam?
Compreendo, apesar dos pesares, o facto de haverem Homens a oferecerem flores, bombons e outros mimos às suas Mulheres. Se há um dia-internacional-da-mulher marcado no calendário, há que comemorar. Não fará mal, se são agradáveis no dia-a-dia.

O Mundo é masculino? Ainda parece ser.

Pois é por isso que este dia é de luta, não só de prendinhas. Pela igualdade plena. Não por favores, pactos políticos, simpatias dos patrões.
Nós, as Mulheres, precisamos fazer-nos respeitar como seres humanos que somos. Não são as «liberdades» que hoje a maioria das «futuras-Mulheres» pensa possuir que farão delas seres iguais aos homens. Não é por aí o caminho. É o Direito de ser Pessoa.
Os Kadafis deste Planeta podem ser retirados do Poder pelos seus povos, e até saírem do seus Países vivos, porque há outros Países que os recebem. No entanto, os homens-povos que foram para as ruas para se libertarem dos opressores são os mesmos que aceitam leis radicais em que as mulheres estupradas, por exemplo, são mortas por terem perdido a honra.

Hoje recebem flores, bombons e outros mimos. E amanhã? As Mulheres de hoje serão tratadas de diferente maneira só por terem tido o seu Dia? Penso que não. Sem lembrança séria nem memória, muitas delas continuarão a ser durante toda a hora, todos os outros dias do ano, por esse mundo fora, amesquinhadas, ofendidas, usurpadas, maltratadas, violadas, vendidas, descriminadas, apedrejadas apenas e pelo simples facto de terem nascido Mulheres.

Todos os dias, simbolicamente, deveríamos receber flores, bombons e mimos. Durante a vida toda porque sim, porque somos Pessoa, porque somos as Fêmeas Humanas. Porque Todos devíamos tratar com respeito os nossos semelhantes. Tratar com respeito tudo o que nasce, cresce e morre. Animais e vegetais, incluídos.

Como me considero educada e sou uma Mulher, aceito e retribuo o ensejo para este Dia, enviado pelas duas amigas.
Como Criatura Humana, aceito o ensejo do mundo que o festeja como uma promessa de continuação da luta para a mudança de mentalidade no dia-a-dia, no sentido da Igualdade de Direitos e Deveres, de facto. Não no papel em Leis que podem ou não ser cumpridas, não em pactos sociais.
Aceito o ensejo pelos exemplos que expresso nas minhas atitudes e pensamentos.
Aceito o ensejo pela necessidade enorme de nos sabermos respeitar, para «eles» nos respeitarem. Não somos iguais aos Homens. Somos semelhantes.
Por fim, aceito o ensejo na esperança que tenho - e que é a última a morrer - na mudança de paradigma que tem de acontecer, a pouco e pouco, nas sociedades e nos Povos. Por causa dos Kadafis deste mundo, os Homens também se maltratam. Quando isso acontece todos, homens, mulheres e crianças à sua volta, sofrem. Deveria criar-se o Dia Internacional da Humanidade.

Mulher é a fêmea do Homem, o macho, ambos Humanos e portanto semelhantes. Que vá sendo incutido por todos nós, os pensadores, os políticos, os educadores, os parentes e os amigos que o Mundo até pode ser do género «masculino», mas Natureza é do género «feminino».
Ambos são um só, na perpetuação da sua espécie.

Eu gosto muito de andar de combóio


Ou como diz um amigo, «.../ somos os espanhóis que não deram certo... Não há dúvida que só há "CROMOS" a governar o meu País. Na realidade no meio de tanta barraca, com certeza que há por cá um qualquer problema genético!!!».
Eu costumo afirmar que está na massa do sangue sermos como somos. Portanto, faço minhas as suas palavras.

Propaganda

A palavra Propaganda - ou o conceito de persuasão por qualquer método preverso - é utilizada desde o Séc. XVI, e parece-me que, instituída pelo Papa Gregório XV, que não gostava nada dos métodos utilizados pela cristianíssima Espanha e pelo cristianíssimo Portugal na divulgação da palavra de Cristo pelo Mundo. Li num artigo de Maria Alice Fabião que esse Papa promolugou a encíclica Incrustabili divinae, que instituiu a Congregatio de propaganda fide (Congregação para a Propagação da Fé), a cujo cargo fica a direcção suprema dos assuntos eclesiásticos nos países não católicos, ponto final. Propaganda, a palavra, nasceu, para se tornar religiosa.
Mas há mais Propagandas.
Eu gostava que lessem, de Sophia de Mello Breyner Andresen, *Convite à palavra*. Porque estamos em época de eleições, lembrei-me dele. Porque se fala muito e escreve muito, para fazer passar o tempo a alguns, fazer perder o tempo a outros e tentar converter aqueloutros. Os políticos actuais, porque utilizam a palavra, sempre a palavra para nos embalar e levar à propagação dos seus interesses, das suas verdades. Esquecem-se que temos memória. E que temos as nossas verdades e os nossos interesses também, a maior parte das vezes bem diferentes dos deles. Que cansaço não haver nada de novo, para além do pesadelo!
Há que lembrar, fazer um esforço de memória.
Este poema, penso, foi escrito em 1974.

***

Com fúria e raiva acuso o demagogo / e o seu capitalismo das palavras. // Pois é preciso saber que a palavra é sagrada / que de longe muito longe um povo a trouxe / e nela pôs sua alma confiada. // De longe muito longe desde o início / o homem soube de si pela palavra / e nomeou a pedra, a flor, a água / e tudo emergiu porque ele disse. // Com fúria e raiva acuso o demagogo
que se promove à sombra da palavra / e da palavra faz poder e jogo / e transforma as palavras em moeda / como se fez com o trigo e com a terra.

Incongruências

No blog Vermelho Cor de Alface: É importante ler o que afirmou Alfredo Bruto da Costa, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, sobre a fome no nosso País.

Aceito e compreendo o que está dito. Quem sou eu!

No entanto, é minha convicção haver inconguência no acto de deitar ALIMENTO para o lixo, por causa de umas regras emanadas da CE, para as ASAE fazerem cumprir, em tempo de crise.

Calculo que a volta a dar à pobreza no nosso País, não seja a do aproveitamento das sobras dos restaurantes. Assim como não é nos peditórios natalícios que todos os dias fazem nos diversos canais de televisão, supermercados e afins. Mas vai funcionando. Penso eu.

Neste contexto em que vivemos, com políticos a não terem capacidade para fazer pagar, a quem devia, esta crise, é uma saída rápida para matar a fome a quem tem fome.

Desperdício? Evitar. Ser solidário? Sempre.

Penso eu.
PS: a foto é de minha autoria e foi tirada em 2008. O par ainda continua pelas ruas da Baixa de Lisboa, a tocar e a pedir, para sobreviverem. O canito é dos rijos:). Estes são os nossos, caseirinhos, para turista ver. Mas há muitos, chegaram muitos mais, que não têm esta graça.

Abrangência ou foi notícia na SIC

Numa época de Informação desinteressante, pessimista, desgraçada, houve esta notícia de 900 pessoas identificadas no Martim Moniz pela Polícia de Segurança Pública, ASAE, SEF e Inspecção Tributária, não sei quando. Só recebi hoje, via e-mail. É intemporal, penso. Foram duas pérolas de etnia cigana que deram a cara para a notícia aparecer na SIC. Eu chamo-lhe Portugal no seu melhor. Ou antes e também, portugueses no seu melhor, os entrevistadores e os entrevistados. A comunicação de massas é assim que funciona. No meio da desgraça que deve ter acontecido a muita gente, estes é que foram A notícia.É a desinformação.
A propósito. Nós vêmo-nos de uma maneira, o mundo vê-nos de outra. WikiLeaks, a tal organização transnacional sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que tem sido notícia per si, escreveu umas coisitas sobre Portugal. Eu penso que os embaixadores em Portugal devem fartar de se rir. Nos intervalos dos assuntos delicados e importantes (os tais classificados, os tais confidenciais) sentam-se em frente à nossa televisão, apreciam estas notícias que são realmente «A notícia» (assim pensam os editores e directores das estações de informação portuguesas) e decerto riem. Não penso que lhes passe ao lado, nem que seja ouvirem falar através do restante pessoal das embaixadas.
No futebol há os olheiros. Na diplomacia há os quê? E aqueles senhores muito importantes que acolhem a informação, a tal que é classificada e confidencial e depois a deixam tornar-se pública ... são chamados de quê?
Ora o Wikileaks tornou-se um problema sério, por haverem homens importantes que abriram mão do que não podiam porque lhes pagam para não poder nem dever, e as fugas de informação são a base deste site tão contestado, tão falado hoje em dia. E viraram broncas. O Wikileaks tem informado o Mundo internáutico dos segredos mais secretos de todo o mundo. Está posto em causa o impensável. O que era "confidencial", "classificado", "privado", desde a mais insignificante e inocente conversa até ao mais perigoso acto que possa vir a comprometer o modo como o mundo ocidental vive. Penso que tudo se tornou um "incidente diplomático planetário", uma internáutica guerra, diferente de todas as guerras inventadas pelo homem.
Foi retirado do Wikileaks o que o jornal El País colocou neste link:
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Cable/comentarios/Socrates/Cavaco/Silva/elpepuint/20101211elpepuint_30/Tes
Li por alto. Como hoje estou bem disposta, há sol lá fora, é minha opinião que afinal, os nossos políticos não são como os pintamos, nós os portugueses. Até são pessoas normalíssimas. Uma, aprendeu a exprimir-se melhor em inglês e em pouco tempo, já que é primeiro ministro de um país da comunidade europeia e tinha de conviver. Que notícia! Depreendo que aprender até morrer é um ditado actualíssimo. O outro ficou zangado porque ser presidente de um país, ir à América e o seu homólogo, Bush-filho, não o receber na sua casa branca... Quem não se sente não é filho de boa gente, ora bolas! Já o caso BCP, como cidadã, tenho que aprender mais para ter opinião. Não quero ser injusta, escrevendo só sobre este. Há-de haver mais por aí, muitos mais.
Os poderes paralelos estão aí porque os homens são assim. Desejam o Poder pelo Poder. Uns chegam lá democraticamente (independentemente do que hoje esta palavra vale), outros não. Já vi muitos filmes no cinema. Calculo como estas coisas funcionam. Quem ganha e quem perde nestes negócios, também calculo quem seja - o zé povinho.

Eu fico bastante baralhada se me ponho a ler e a raciocinar no que procuro neste ecran à minha frente, onde teclo, e no outro ecran, também, aquele que tem muitos canais e entra casa adentro só porque está ligado. Depois concluo que não tenho capacidade cerebral para abranger tudo isto. Saio daqui ou desligo a TV. Afinal, eu sou uma terráquia, sou humana. Tenho muitas tarefas caseirinhas e algumas preocupações com os que me rodeiam de tal modo que me preenchem o dia. Tento manter-me informada sobre o que se vai passando neste nosso Mundo, não tanto na especialidade, mas no todo. Assim, de vez em quando, ainda me divirto. Outras vezes fico verde de raiva, outras agoniada.
Os humanos são 99% animal e 1% humano. Este 1% é que está a estragar tudo. Ouvi ou li algures. Plenamente de acordo.

Ela ganhou!!!

(*)
Quando andamos a escrevinhar e a ler outros neste coisa da Internet acontece receber, aqui e ali, alguns comentários de gentes do Brasil. A maioria dos autores serão e continuarão anónimos, no sentido de não os conhecermos pessoalmente. Mas outros, vá lá eu saber porquê, começam a ser «amigos-de-tia». Empatias, por certo com o modo como mostro ver o mundo, como me exprimo e o que defendo.
Hoje, há uma dessas amigas-de-tia que eu quero parabenizar porque a visito, lendo-a, e gosto do que leio. Bom dia Eliane L. Bom dia Brasil!
Compreendo porque Eliane se declarou fã e defendeu a continuidade da política do Presidente Lula da Silva nas propostas daquela Mulher que ontem se tornou a primeira Mulher a ser eleita para Presidente de um País que é apenas o 5º maior do Mundo - o Brasil.
Ufa! que parágrafo tão grande sem uma vírgula para repousar.
Nem imagino a sua tarefa de fazer valer a sua política a 190 000 000 de pessoas.
Li aí [ http://gazetaweb.globo.com/eleicoes/noticia.php?c=215694 ] que “Dilma caminha na vida política brasileira com consciência”, diz Alceu Collares. “Ela não se deixa levar por oba-oba e toma decisões de acordo com sua consciência”. Assim seja.
Eliane L. do Rio de Janeiro, como milhares de outras mulheres, deu a cara e ganhou na aposta, porque acredita que o Brasil, com Dilma, vai continuar a melhorar para a maioria das pessoas que precisa de melhorar. Eu, estou feliz por elas.
A todo o povo brasileiro, o meu desejo de sorte e prosperidade.
Para Eliane L. do Rio de Janeiro, um beijo e aquele abraço.
A gente se «vê» por aí.
(*) Foto do sítio de Eliane, enviada por Eliane para mim.

Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa celebra protocolo com a TAP

.../
Considerando,
a) que a TAP desempenha um papel indiscutível na relação com os países africanos de expressão portuguesa e que assume a sua responsabilidade social procurando em cada momento, compatibilizar as suas exigências comerciais e financeiras com o seu empenhamento em causas sociais;
b) que o IPO-Pediatria é um serviço de inquestionável mérito e que tem uma especial intervenção junto de crianças com dificuldades económicas oriundas de países africanos de expressão portuguesa;
é celebrado e reciprocamente aceite o presente protocolo, que se regerá pelas seguintes cláusulas:
.../.
Notícia aí: http://www.ipolisboa.min-saude.pt/default.aspx?tag=content&contentid=7433

* Há uns caminhos há muito traçados e muito percorridos, que não foram fechados nem desviados. Aquilo que somos, deriva de quem já fomos.

* Somos um País pobre. Não temos petróleo. Não temos ouro nem diamantes.

* Somos um País que ajuda outros Países mais pobres do que nós.

* Temos Empresas Públicas de boa vontade e «cérebros» a trabalhar na Saúde, que não saíram de cá à procura do vil metal.

* Sinto que continuamos nos bons caminhos, quando continuamos a destinar camas da Pediatria do IPO de Lisboa para tratar crianças dos PALOP's.

Estamos bem. Estou bem.

Porque sim, estou de acordo, assinei

Foi tornado mesmo agora público que o Orçamento de Estado para 2011 irá ser aprovado. Até o Senhor Presidente da República, pela 1ª vez, depois de reunido com os Conselheiros de Estado, vai declarar qualquer coisa. Decerto não vai ter nada a ver com esta petição. Sendo assim, já fui a http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3117 e assinei.

A petição reza assim:

«PETIÇÃO A FAVOR DO FIM DA ATRIBUIÇÃO, ANTES DOS 65 ANOS DE IDADE, DAS PENSÕES DE REFORMA AOS DETENTORES DE CARGOS PÚBLICOS E POLÍTICOS, BEM COMO DA SUA ACUMULAÇÃO.


Para: Presidente da República, Assembleia da República, Primeiro Ministro
Exmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Assunto: Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação.
Face à crise que o nosso país atravessa, bem como ao facto de estarem a ser impostas aos portugueses medidas brutais, tais como aumento de impostos, redução nos salários e remunerações, cortes nas pensões de reforma, cortes nos apoios aos trabalhadores desempregados, corte em todos os apoios sociais, aumento do preço dos medicamentos para os que deles necessitam, etc., etc.
Considerando que o Estado gasta anualmente milhões de Euros na atribuição de reformas e outras subvenções a actuais e ex-detentores de cargos públicos e políticos, num regime de privilégio inaceitável e moralmente condenável, tanto mais indecoroso face às restrições impostas aos trabalhadores e aos cidadãos portugueses mais carenciados e desprotegidos.
Considerando que as mais severas restrições devem incidir em quem mais pode e que o exemplo deve ser dado por quem tem tido a responsabilidade de governar ao longo de todos estes anos;
Considerando que a esmagadora maioria dos portugueses só adquire o direito à reforma ou aposentação aos 65 anos, de acordo com os salários que auferiram durante a sua vida activa e com os condicionalismos que a lei impõe;
Os cidadãos subscritores desta petição exigem:
1 – Que sejam cortadas, de imediato, todas as pensões de reforma atribuídas aos actuais e ex- detentores de cargos públicos e políticos que não tenham atingido ainda os 65 anos de idade.
2 – Que sejam cortadas, de imediato, todo o tipo de acumulações de pensões pelo exercício de cargos públicos e políticos e que estas também não possam ser acumuladas com remunerações auferidas no exercício das suas actividades profissionais.
3 - Que o cálculo e o regime para a atribuição das suas pensões de reforma sejam, de imediato, iguais às dos demais trabalhadores portugueses.
Setembro de 2010

Os signatários

»

Eu acrescento uma velha fórmula: A bem da Nação.

Estamos no bom caminho. Eu fiquei muito feliz com a notícia

Esta notícia é uma boa notícia:
Velha batalha Cidadãos por Lisboa
IPO de Lisboa vai ter obras de 45 milhões
JN, 14-07-2010

«O Instituto Português de Oncologia de Lisboa vai manter-se em Palhavã, depois de, desde 2006, se falar numa possível mudança para Oeiras e mais tarde para o Parque da Bela Vista.
Leia mais clique no título, e veja aí http://www.cidadaosporlisboa.org/index.htm?no=10100002101:072010 as posições CPL que sempre defenderam a manutenção do IPO em Palhavã.
A decisão do Ministério da Saúde põe fim a uma polémica que começou em 2006, quando o então ministro da tutela, António Correia de Campos, anunciou que o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa ia mudar de local.
Na altura, o antecessor de Ana Jorge garantiu que, se este IPO não fosse transferido, teria de receber obras de pelo menos cem milhões de euros.
Nos meses seguintes foram desenvolvidos contactos entre o Ministério da Saúde e várias autarquias, como Lisboa e Oeiras, com vista à localização do novo edifício.
Contudo, o Ministério da Saúde optou por manter o IPO no mesmo sítio, em Palhavã, e anunciou obras que, há muito, são reclamadas.
Fonte do gabinete da ministra da Saúde disse que as obras são "prioritárias" e irão abranger duas áreas: obras estruturais e equipamento pesado.
Para as obras estruturais, o Ministério da Saúde conta gastar 30 milhões de euros e, ao nível do equipamento pesado, serão investidos 15 milhões de euros.
"Prós e contras"
A decisão da tutela de manter o IPO de Lisboa no mesmo local levou em conta os "prós e os contras" da mudança.
A centralidade do local onde o IPO se encontra - junto a um dos principais eixos viários de Lisboa e em terrenos de elevado valor imobiliário - é o motivo que mais agrada aos doentes, familiares e profissionais.
Aquando da decisão de transferir o IPO, Correia de Campos alegara que "as limitações físicas do edifício" eram "dramáticas".
A solução passaria, para o antecessor de Ana Jorge, por encontrar um terreno e construir um novo IPO com as verbas do terreno do edifício actual.
Em 2009, o IPO de Lisboa realizou 203 380 consultas e 6427 cirurgias programadas.»
Ainda estava ao serviço quando senti no ar a tentativa de mudança de local. Sou do tempo das maquetes e dos estudos pedidos por anteriores Administrações e Autarquia. Muito papel se emitiu, muito dinheiro se gastou em projectos. Hoje, ao ler estas notícias mais recentes, vai ficar no mesmo local, com obras de renovação. Foi o que sempre defendi, enquanto funcionária daquela casa.
Como lamento já não estar já a trabalhar. Sei, contudo, que continua a ser um local muito especial, pelo espírito de equipa existente e apesar de «já nada ser como era no teu tempo», o IPO de Lisboa é uma referência a tratar as Doenças Oncológicas e as Pessoas.
Fica um pouco da História do IPO de Lisboa e do seu mentor, tirada daqui:
.../ «Marco fundamental na história da Luta Contra o Cancro em Portugal aconteceu em 1923, quando, graças à actividade do Prof. Francisco Gentil, é publicado o Decreto nº 9333, por si elaborado, que criava o Instituto Português para o Estudo do Cancro, hoje Instituto Português de Oncologia. Francisco Gentil foi nomeado, pelo mesmo diploma, Presidente da Comissão Directora do novo Instituto, tornando indissociáveis a Instituição e o seu fundador. Este decreto marca o início de uma abordagem específica do cancro em Portugal e estabelece objectivos inovadores de investigação, ensino e assistência a doentes, sendo que o Instituto assim pensado estava à frente do seu tempo, pois só 60 anos depois a União Internacional Contra o Cancro e a Organização Mundial de Saúde emitiram definições e orientações que já se encontravam reflectidas na criação do IPO. Em Junho de 1927, Francisco Gentil, consegue que sejam disponibilizadas verbas pelo Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios e de Previdência Geral e iniciam-se as construções dos primeiros edifícios do Instituto, num terreno adquirido para esse fim. A partir desta data, progressivamente, foram sendo construídos os vários Pavilhões que hoje completam o IPO, construções que se basearam nas ideias e objectivos do Professor, que assumiu uma forte intervenção em todo o processo. .../
.../ Fica também do Prof. Francisco Gentil a imagem de um médico e gestor preocupado com o doente, são suas as afirmações: “Os doentes que não trazem carta de apresentação são recomendados pelo Director.” e “ Nada, nem mesmo a clássica vaidade médica deve sobrepor-se ao interesse dos doentes.”»
Para a maioria dos que lá trabalham fica o meu bem hajam pela perpetuação de um ideal. Para os políticos que decidem destas coisas de mudar, um provérbio muito sábio: «quem não tem dinheiro, não tem vícios».